Cantinho Geek: Alfred Hitchcook
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10 outubro, 2018

[Curiosidade] Bates Motel e Psicose (Filme e Livro)
outubro 10, 2018 8 Comentários
Olá, Geeks! Como vão?

Hoje vou falar um pouquinho da relação entre o livro Psicose (Robert Block), o filme (Alfred Hitchcook) e a recente série Bates Motel (Carlton Cuse, Kerry Ehrin, Anthony Cipriano).

Bom, eu comecei a assistir a série Bates Motel e devorei ela em poucas semanas. A série tem 5 temporadas com 10 episódios cada uma, com a maravilhosa da Vera Farmiga interpretando a Norma Bates. Como eu me apaixonei pela série, pelos personagens e pelo enredo todo, eu resolvi assistir novamente o filme de Psicose dirigido por Alfred Hitchcook e ler o livro de Robert Block que eu tenho em casa e nunca havia lido.


Primeiramente, vou falar um pouquinho do livro e do filme e suas relações. Para a escrita do livro, o autor se inspirou no serial killer Ed Gein, que também foi criado por uma mãe autoritária e extremamente religiosa, que não deixava que Ed olhasse para outras meninas, pois na visão de sua mãe, nenhuma delas prestava. Ed Gein foi inspiração para muitos personagens, pois o que ele fez foi totalmente insano!

Existem apenas alguns pontos entre o livro e o filme que diferem: A aparência de Norman Bates (no livro ele era loiro e gordo) e alguns fatos cronológicos. Mas, se observarem atentamente, até algumas falas do livro são utilizadas fielmente no filme.

(Alerta de Spoiler)
Pela minha percepção, quando o livro e o filme apareceram na mídia, por volta de 1950, o assunto sobre doenças psicológicas talvez não fosse muito comentado. O que torna isso um tanto evidente é a cena final em que se explica toda a condição de Norman quase que didaticamente para que as pessoas possam compreender. No livro, também há uma explicação dessas em que até é citado o termo "travesti", deixando claro que Norman tinha uma doença. Essa parte é até interessante, Sam Lommis fala para a irmã de Mary Crane: "Você sabe o que é um travesti, não sabe?", com o intuito de deixar claro que a história de Norman nada tinha a ver com sua conduta sexual, mas sim com um problema psiquiátrico.


O Norman das três versões são muito parecidos. Todos demonstram ser muito gentis, bem vestidos e um tanto nerds, digamos assim. O que acho totalmente genial é a interpretação dos atores, inclusive de Freddie Highmore (Bates Motel). Você vai ter pena dele, mas vai morrer de ódio muitas vezes, inclusive da relação dele com a mãe Norma, que na série fica bem mais explícita, pois se passa antes de chegarmos ao que aconteceu no filme. Como não conhecemos de fato a Norma do filme e do livro, apenas pela visão de Norman, fica um tanto difícil saber se ela era realmente autoritária ou se era uma mãe ruim, mas a impressão que se tem é que ela não é de fato um personagem. Norman é ela o tempo todo. Na série, podemos conhecer Norma e saber todo seu passado e tirar nossas conclusões sobre a influência dela na mentalidade do filho.

Na série, além da doença de Norman, existem bastantes coisas que acontecem sem ter relação com o filme ou o livro, isto é, não existe nenhuma ponta nas duas versões que deixem espaço para alguns acontecimentos da série, como o fato do tráfico de pessoas e de drogas. Norman também tem um irmão, Dylan, e acreditem esse foi o personagem mais sensato de toda a trama e que foi o meu favorito. Além disso, apenas no livro, diz que Norman lê coisas ocultistas e satanistas, o que não é demonstrado nem na série, nem no filme.

Há também algumas mudanças de personagens na série: Mary Crane (que foi interpretada por Rihanna) e Sam Lommis. Este episódio, em especial, é o que tem relação com o filme e foi maravilhoso! Algumas falas são exatamente as mesmas e até as cenas, mas como eu disse, não é totalmente fiel ao livro e ao filme.


Alguns outros fatos da história também são levemente modificados, mas nada que deixe a série difícil de relacionar com Psicose.

Em Bates Motel, pode-se  relacionar hoje com diversas doenças que não foram especificadas nas outras duas obras: o transtorno de personalidade dissociativo, complexo de édipo e na minha opinião até um pouco de esquizofrenia.

Eu recomendo muito as três versões e aconselho que se você não fica muito bem ao ver coisas que saiam do comum, assista a série aos poucos. O filme e o livro são mais tranquilos. O livro (edição da Darkside) eu li em dois dias, pois ele é bem curtinho e o filme tem duração de aproximadamente 1h e 40 minutos.