Cantinho Geek: Gabrielle Martins
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12 abril, 2019

[Resenha] Até Onde o Amor Alcança de Júlio Hermann
abril 12, 20190 Comentários
Olá, Geeks! Como estão?

Hoje vou falar um pouquinho sobre este livro maravilhoso do escritor Júlio Herman. Até Onde o Amor Alança nos traz pequenos fragmentos de textos de amores vividos, de partidas, de chegadas e das saudades de alguém. Na verdade, ele traz também uma imensa reflexão sobre o redescobrimento de si próprio ao fim de uma relação ou ao estar em uma relação.


O amor é algo complexo e nem sempre termina com um final feliz. Ao invés de deixar o leitor em uma zona de conforto, o autor nos mostra a realidade sobre amores: nem sempre tudo é belo, mas também nenhuma dor é para sempre.

Os textos são viscerais e mexe com algo lá no fundo do coração do leitor. Pode te fazer lembrar de alguém especial, pode fazer você se identificar com a dor do narrador, pode fazer você até temer se machucar com alguém. Mas ele deixa uma reflexão forte de que podemos aprender muito com o amor, podemos aprender muito sobre as pessoas, e podemos aprender muito sobre nós mesmos. Todos sofreremos um dia ou já sofremos por alguém, por um fim de relacionamento, por uma drama amoroso, mas sempre há tempo para recomeçar, para reerguer-se.



Além de textos em prosa, há alguns poemas no decorrer do livro que é repleto de ilustrações maravilhosas, junto de uma diagramação muito boa. Além de todo o trabalho gráfico incrível, cada texto tem uma música, que acredito que seja para ouvir enquanto lê. E foi o que eu fiz. Escutei cada música lendo o texto e posso dizer que a experiência de leitura fica muito mais tocante, pois são músicas calmas e românticas, de certa forma. Até conheci músicas que adicionei à minha playlist, pois gostei muito.


Além do texto maravilhoso e do assunto abordado em cada um deles, a proposta das músicas foi algo que me chamou atenção. E claro, o design inteiro do livro é maravilhoso e rico em detalhes.

Avaliação: 4/5


25 novembro, 2018

[Resenha] Fahrenheit 451 de Ray Bradbury
novembro 25, 20180 Comentários


E aí, geeks? Como estão?

Hoje trago  uma resenha com uma história distópica novamente, criada por um grande romancista chamado Ray Bradbury.

Nessa distopia, que foi escrita em 1953, período pós Segunda Guerra Mundial, somos levados a uma sociedade dominada por um regime totalitário em que todos os livros e materiais didáticos são proibidos. E o trabalho dos bombeiros não é apagar incêndios, mas fazê-los, caso existam pessoas que possuam livros em suas residências.



E esse é o trabalho do bombeiro Montag. Certo dia, encontraram uma senhora que possuía livros em sua casa e então, por dignidade, ela se matou no incêndio e queimou-se viva junto de seus livros. E esse é o momento em que Montag se questiona, acaba levando um livro consigo e muda toda sua história dali em diante, infringindo regras que poderiam levá-lo a destruição.

A sociedade criada por Bradbury é uma enorme crítica ao período nazista, em que realmente houveram queima de livros. Mas também critica a idiotização do ser humano, que prefere frases prontas, coisas fáceis e rápidas de serem lidas ou feitas. E no fim, o extermínio de livros na sociedade não foi de total culpa do governo, mas da própria população que se tornou extremista demais.



O livro é curto, com apenas 215 páginas e eu li rapidinho. Existem algumas passagens mais confusas e existencialistas, mas que nos fazem parar para pensar sobre a sociedade como um todo. Diria que é mais um dos livros importantes para serem lidos devido ao momento político que estamos passando. Alguns trechos recomendo que leiam duas vezes, pois pode ser difícil compreender. Vou deixar uma das frases do livro que me impactou bastante:

"Todos temos nossas opiniões a dar. Cabe agora a você decidir com qual ouvido quer escutar."

Lembrando que existem versões para o cinema. Uma de 1966 e uma bem atual produzida pela HBO, lançada neste ano.



Avaliação: 5/5
Autor: Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
Ano: 1953

05 novembro, 2018

[Resenha] Eu perdi o Rumo de Gayle Forman
novembro 05, 20180 Comentários
Olá, pessoal! Como estão?

Hoje irei falar do primeiro livro que li da autora Gayle Forman, que é famosa pelo livro Se eu Ficar, o qual eu apenas assisti o filme.


Escolhi esse título, primeiro, porque ele me chamou a atenção e depois porque eu tinha curiosidade de ler algo dessa autora e conhecer um pouco sobre sua forma de escrita e de narrativa.

Confesso que no inicio demorei para me situar no enredo e no objetivo da história, ao meio comecei a achá-la fraca, mas no fim, ela me fez chorar. E posso dizer que agora minha relação com esse livro é estranha. Eu, pessoalmente, não gosto de livros que sejam muito fantasiosos com a realidade e que tenham a narrativa muito "fácil" de se ler. Me peguei duvidando de algumas coisas que aconteceram no livro, mas no fim, ele bateu um pouco com a realidade que estou vivendo.

Mas vamos ao enredo: conhecemos, então, Freya, que é uma cantora que está perdendo a voz e passa por um drama em sua vida, que envolve a partida de seu pai e talvez, o fracasso de sua carreira. Conhecemos depois Harun, que mora na região do Paquistão e descobre sobre sua verdadeira sexualidade. E por fim, conhecemos Nathan, que passa por um drama familiar envolvendo seu pai. Por fim, todos com seus problemas, que de certa forma, envolvem seus familiares.


Houve um pequeno acidente. Freya caiu em cima de Nathan e Harun presenciou tudo. Eles não se conheciam e dentro desse acontecimento, eles acabam passando um dia juntos e se tornando um tipo de refúgio um para o outro.

No desenrolar da história, que fala um pouco sobre cada drama que os personagens estavam vivendo, vamos adentrando à realidade de cada um: seus medos, suas tristezas e a ordem de suas perdas. O livro fala sobre dramas de pais que abandonam filhos, de pais que podem não aceitar seus filhos e de pais que podem ser maravilhosos, mas que podem trazer problemas. Esse foi o paralelo que tracei dentro das três narrativas.



Mas o que me chamou mais atenção foi o drama de Nathan. O que me fez me emocionar foi o drama de Nathan. Eu me identifiquei muito com a situação dele e me emocionei demais, tanto que no meu dia a dia, algumas frases que ele fala ao final do livro, ficam na minha cabeça e eu acabo por me emocionar.

Eu recomendaria esse livro para pessoas que de certa forma estão perdendo o rumo com alguma situação familiar. Eu penso que se eu não estivesse em uma situação de identificação, eu não iria gostar dele, pois a leitura tem a ver com empatia, projeção e identificação.

Seu ponto fraco foi a narrativa "fácil" demais, porém difícil de situar o leitor e o ponto forte é seu final triste, surpreendente, que abala qualquer pessoa que esteja passando por uma situação difícil e de perda.



Avaliação: 4/5 Estrelas 
Autor: Gayle Forman
Tradução: Mariana Serpa
Editora: Arqueiro
Ano: 2018

26 outubro, 2018

[Resenha] Mr. Mercedes de Stephen King
outubro 26, 2018 5 Comentários
Olá, pessoal. Como estão? Para o mês de outubro, mês das bruxas, estou trazendo uma série de resenhas e curiosidades de livros de terror e suspense.

Hoje falarei um pouquinho do livro de um dos meus autores favoritos: Stephen King e de um dos livros que mais gostei dele: Mr. Mercedes.

Esse livro é o primeiro da trilogia de Bill Hodges, um detetive aposentado da polícia.


O livro começa contando sobre um atentado que ocorreu em que um carro Mercedes descontrolado atropela dezenas de pessoas que estavam em uma fila de emprego na madrugada. Esse fato ocorreu enquanto Bill ainda estava na ativa e acabou sem solução durante anos.

Esse acontecimento acabou não saindo da cabeça de Hodges, que depois de aposentado, não poderia fazer mais nada além de assistir televisão e comer. Até que um dia, o assassino entra em contato com ele através de uma carta, convidando-o para  participar de um chat online e acaba instigando o detetive a investigar e ir atrás do criminoso.


Na história, além de termos o ponto de vista do Detetive Hodges, também temos o ponto de vista de Brady, que trabalha em uma loja de informática, mora com a mãe e é um rapaz muito inteligente quando se trata de tecnologia. Então, como temos a visão dos dois, podemos ver suas reações em cima das ações que ambos fazem.

Brady é um psicopata e o que me deixou mais curiosa foi como King conseguiu nos mostrar a mente de alguém totalmente perturbado e insano, que se esconde no meio das pessoas como se fosse alguém normal. Além da relação dele com a mãe dele ser totalmente doentia.

Há outros personagens que eu gostei bastante também que ajudaram a fechar a trama, que na minha opinião, foram muito bem construídos.


Enfim, é um livro maravilhoso, insano demais e não se trata de terror, mas talvez de um suspense que envolve problemas psicológicos e psicopatia. Recomendo demais a leitura, que é tão interessante a ponto de você não querer parar de ler.

Ah! Existe já uma série baseada no livro e está em sua 2ª temporada e é ótima! Recomendo demais também! Quem faz o papel de Brady é o ator Harry Treadaway que foi o Dr. Frankstein na série Penny Dreadful, e posso dizer que a atuação dele está maravilhosa!

É isso, galera! Espero que tenham gostado!



Avaliação: 5/5 Estrelas 
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Suma de Letras
Ano: 2014

17 outubro, 2018

[Curiosidade] A dualidade em O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson
outubro 17, 2018 6 Comentários
Olá, pessoal! Como estão?

Hoje estou trazendo um artigo diferente para o blog em que farei uma análise mais profunda deste clássico do terror escrito por Robert Louis Stevenson em 1831.

Eu amo literatura clássica e livros de terror e tive a chance de estudar um pouquinho mais afundo essa obra do período vitoriano.

Primeiramente, vou falar um pouquinho da história, que por incrível que pareça, apesar de ser um clássico bem conhecido, eu não tinha muita ideia do que acontecia no enredo.



Tudo começa quando o Mr. Utterson, o protagonista, sai em um passeio com o Mr. Enfield e este lhe conta um fato curioso que aconteceu em uma noite e ele presenciou. Um homem misterioso, baixinho e assustador, pisoteou uma garotinha de 3 anos na rua e foi cobrado pela família da menina para que pagasse um valor, devido ao que fez. Estranhamente este homenzinho entra pelas portas do fundo da casa do Mr. Jekyll, um renomado médico e amigo do Mr. Utterson e sai com um cheque assinado em nome de Jekyll.  O nome do homem estranho era Mr. Hyde.

Depois disso, todos ficam curiosos e preocupados para saber quem era esse tal de Mr. Hyde e qual a ligação dele com o Mr. Jekyll. Outro incidente estranho acontece com Mr. Hyde, em uma localização tensa da cidade. Depois disso, Mr Jekyll começa a não aparecer mais, a ficar estranho demais e todos temem pela segurança dele.

Quem será é este Mr. Hyde e o que ele está fazendo com Mr. Jekyll?



Bem, para vocês saberem (quem não conhece a história), é preciso ler o livro.

Enfim, depois dessa pincelada no enredo, quero abordar algumas coisas sobre esta obra.

Primeiramente, se analisarmos os nomes, muitas coisas já ficam bem claras acerca da história. A tradução para o nome de Mr. Jekyll, seria "eu mato", pois o termo "Je" do francês significa "eu" e "kyll" do inglês, significa "matar". A tradução para o nome de Mr. Hyde, seria algo como "esconder", também vindo do inglês "to hide". Se notarem também, na grafia dos nomes há uma semelhança: o "y", o que pode deixar claro muita coisa já de início, se o leitor for atento.

Os capítulos da história também são espelhados em sua estrutura em relação aos personagens e todos  eles, não são quem realmente aparentam ser. Todos os personagens que faziam parte da alta classe do período vitoriano tinham um lado obscuro, ou seja, eles fingiam ser boas pessoas, mas por trás eram outras. Isso fica claro quando Mr. Hyde acaba encontrando outro, digamos assim, "homem de bem da sociedade", em uma parte tensa da cidade, conhecida pela vida noturna e boêmia. O que um homem de bem estaria fazendo nesse local de madrugada? Isso evidencia o que o autor quer criticar ou mostrar sobre as aparências daquele período. O único personagem que parece não ter um segundo lado é Mr. Utterson.



Apesar de a história já ter diversas adaptações (até o piu-piu já virou um Mr. Hyde), é interessante a forma como o autor trabalha o duplo na estrutura narrativa. E mais interessante ainda é a crítica que ele faz à sociedade da época por meio de um conto de terror e ficção científica.

Eu, sinceramente, não gostei muito da história quando li pela primeira vez. Acabei não ligando os pontos e não percebendo tudo isso de primeira. Após uma aula de leitura e formação de leitores, o professor fez essa análise e apontou muitas outras coisas da pequena narrativa e que me abriu os olhos quanto a genialidade da história.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado!


14 outubro, 2018

[Resenha] Serial Killers: Anatomia do Mal - Harold Schechter
outubro 14, 2018 7 Comentários

Hoje trago para vocês a resenha do livro Serial Killers: Anatomia do Mal da Darkside que é a minha editora favorita. 

Esse foi o primeiro livro da Darkside que comprei e achei simplesmente maravilhoso primeiramente por conta da edição. Por dentro, o livro é todo grifado como se tivesse utilizado um marca texto. Possui várias ilustrações e fotos, o que me deu mais vontade ainda de ler, até porque me interesso muito por estudar o perfil psicológico de pessoas com algum comportamento atípico e me interesso por histórias envolvendo serial killers. 


O livro não é uma história com um enredo. É um dossiê escrito por Harold Schechter, um professor de literatura de uma Universidade em Nova York. Ele também escreve obras de não-ficção de crimes reais. Schechter estuda esse tema há mais de 30 anos e nesse livro ele juntou variados dados sobre serial killers, dando uma extensa explicação e fazendo com que o leitor entenda o que se passa na cabeça de pessoas cruéis. 

Primeiramente, vemos a história de serial killers ao longo dos séculos e entendemos que por antigamente o mundo ser marcado com períodos de muitas guerras, os serial killers podiam se mascarar dentro desse contexto. Vamos entendendo seu comportamento, seu modus operandi, as diferenças entre os crimes e conhecemos desde o primeiro serial killer registrado na história (Jack, O Estripador), até um dos últimos noticiados, com vários estudos de casos.


Mas, se você é uma pessoa com estômago fraco, pode ficar um pouco perturbado se ler o livro em pouco tempo. É um livro pesado, que causa mal-estar e nos deixa impressionados com a crueldade humana. Um caso é mais cruel que outro, então sugiro que a leitura seja feita aos poucos, caso você se impressione com facilidade. 


Após o término da leitura, senti que sabia tudo sobre crimes e psicopatas, pois além da história dos crimes e dos criminosos, ao fim vemos o serial killer na cultura pop. Tem uma lista com músicas inspiradas em serial killers, filmes, literatura e obras de arte. 

Quanto a todos os aspectos do livro, eu não tenho nem comentários. Todas as ilustrações são maravilhosas, todo o design dele é maravilhoso. Possui muitas fotos dos assassinos, ilustrações e quadros explicativos. 

Se esse é o seu tipo de leitura, esse livro é um prato cheio. 



Avaliação: 5/5
Autor: Harold Schechter
Editora: Darkside
Ano: 2013

10 outubro, 2018

[Curiosidade] Bates Motel e Psicose (Filme e Livro)
outubro 10, 2018 8 Comentários
Olá, Geeks! Como vão?

Hoje vou falar um pouquinho da relação entre o livro Psicose (Robert Block), o filme (Alfred Hitchcook) e a recente série Bates Motel (Carlton Cuse, Kerry Ehrin, Anthony Cipriano).

Bom, eu comecei a assistir a série Bates Motel e devorei ela em poucas semanas. A série tem 5 temporadas com 10 episódios cada uma, com a maravilhosa da Vera Farmiga interpretando a Norma Bates. Como eu me apaixonei pela série, pelos personagens e pelo enredo todo, eu resolvi assistir novamente o filme de Psicose dirigido por Alfred Hitchcook e ler o livro de Robert Block que eu tenho em casa e nunca havia lido.


Primeiramente, vou falar um pouquinho do livro e do filme e suas relações. Para a escrita do livro, o autor se inspirou no serial killer Ed Gein, que também foi criado por uma mãe autoritária e extremamente religiosa, que não deixava que Ed olhasse para outras meninas, pois na visão de sua mãe, nenhuma delas prestava. Ed Gein foi inspiração para muitos personagens, pois o que ele fez foi totalmente insano!

Existem apenas alguns pontos entre o livro e o filme que diferem: A aparência de Norman Bates (no livro ele era loiro e gordo) e alguns fatos cronológicos. Mas, se observarem atentamente, até algumas falas do livro são utilizadas fielmente no filme.

(Alerta de Spoiler)
Pela minha percepção, quando o livro e o filme apareceram na mídia, por volta de 1950, o assunto sobre doenças psicológicas talvez não fosse muito comentado. O que torna isso um tanto evidente é a cena final em que se explica toda a condição de Norman quase que didaticamente para que as pessoas possam compreender. No livro, também há uma explicação dessas em que até é citado o termo "travesti", deixando claro que Norman tinha uma doença. Essa parte é até interessante, Sam Lommis fala para a irmã de Mary Crane: "Você sabe o que é um travesti, não sabe?", com o intuito de deixar claro que a história de Norman nada tinha a ver com sua conduta sexual, mas sim com um problema psiquiátrico.


O Norman das três versões são muito parecidos. Todos demonstram ser muito gentis, bem vestidos e um tanto nerds, digamos assim. O que acho totalmente genial é a interpretação dos atores, inclusive de Freddie Highmore (Bates Motel). Você vai ter pena dele, mas vai morrer de ódio muitas vezes, inclusive da relação dele com a mãe Norma, que na série fica bem mais explícita, pois se passa antes de chegarmos ao que aconteceu no filme. Como não conhecemos de fato a Norma do filme e do livro, apenas pela visão de Norman, fica um tanto difícil saber se ela era realmente autoritária ou se era uma mãe ruim, mas a impressão que se tem é que ela não é de fato um personagem. Norman é ela o tempo todo. Na série, podemos conhecer Norma e saber todo seu passado e tirar nossas conclusões sobre a influência dela na mentalidade do filho.

Na série, além da doença de Norman, existem bastantes coisas que acontecem sem ter relação com o filme ou o livro, isto é, não existe nenhuma ponta nas duas versões que deixem espaço para alguns acontecimentos da série, como o fato do tráfico de pessoas e de drogas. Norman também tem um irmão, Dylan, e acreditem esse foi o personagem mais sensato de toda a trama e que foi o meu favorito. Além disso, apenas no livro, diz que Norman lê coisas ocultistas e satanistas, o que não é demonstrado nem na série, nem no filme.

Há também algumas mudanças de personagens na série: Mary Crane (que foi interpretada por Rihanna) e Sam Lommis. Este episódio, em especial, é o que tem relação com o filme e foi maravilhoso! Algumas falas são exatamente as mesmas e até as cenas, mas como eu disse, não é totalmente fiel ao livro e ao filme.


Alguns outros fatos da história também são levemente modificados, mas nada que deixe a série difícil de relacionar com Psicose.

Em Bates Motel, pode-se  relacionar hoje com diversas doenças que não foram especificadas nas outras duas obras: o transtorno de personalidade dissociativo, complexo de édipo e na minha opinião até um pouco de esquizofrenia.

Eu recomendo muito as três versões e aconselho que se você não fica muito bem ao ver coisas que saiam do comum, assista a série aos poucos. O filme e o livro são mais tranquilos. O livro (edição da Darkside) eu li em dois dias, pois ele é bem curtinho e o filme tem duração de aproximadamente 1h e 40 minutos.



21 setembro, 2018

[Resenha] O Conto da Aia de Margaret Atwood
setembro 21, 2018 16 Comentários
Olá, pessoal! Como estão?

Hoje trago a resenha de um livro muito comentado nos últimos tempos e que ocupa posição de destaque nas listas de mais vendidos de vários países. Inclusive, já foi até adaptado para a televisão, uma série muito comentada também, no título original: "The Handsmaid's Tale" e está em sua segunda temporada.



O livro é narrado por Offred e ela conta sua rotina na República de Gillead, antigos EUA, mas que sofreu uma revolução teocrática em que eles seguem à risca o Velho Testamento Bíblico e o país é dominado por radicais cristãos. Por conta disso, as mulheres são afastadas da vida em sociedade, sem direito de ter opinião, sem direito à alfabetização, sem direito à nada, e divididas em diferentes castas: as Marthas que são responsáveis por tarefas domésticas e esposas dos comandantes; as Aias que apenas tem a função de dar um filho aos comandantes e as Tias que educam as mulheres para servirem e serem submissas.



Enquanto Offred conta sua rotina, a obra vai intercalando em momentos pré-revolução, em que ela tinha um emprego, um marido e uma filha. Ela se prende a essas memórias e parece que carrega em si o objetivo de um dia tudo isso acabar e ela finalmente encontrar sua filha e o marido.

É interessante notar que o livro foi escrito em 1985 e se passa no ano de 2017. É interessante notar também, que mesmo se tratando de uma sociedade dominada por radicais cristãos, existem aqueles que possuem privilégios e poder para conseguirem o que querem, mesmo que o desejado faça parte de um costume antigo que é execrado.



A história é forte, e a autora não poupa o leitor e causa desconforto. Ainda mais, no cenário político em que estamos, acho que essa leitura é obrigatória. Não é uma leitura para descontração, para relaxar. É uma leitura feita para alertar, incomodar e acredito que ele deva ser lido mais de uma vez.


Avaliação: 5/5 Estrelas 
Autora: Margaret Atwood
Tradução: Ana Deiró
Editora: Rocco
Ano: 1985

09 agosto, 2018

[Resenha] Madame Bovary por Gustave Flaubert
agosto 09, 20180 Comentários

 "Precisava retirar das coisas uma espécie de vantagem pessoal; rejeitava como inútil tudo o que não contribuísse ao consumo imediato do seu coração, pois seu temperamento era mais sentimental do que artista, e ela procurava emoções e não paisagens."


O livro “Madame Bovary”, foi escrito por Gustave Flaubert e publicado em 1857, na França. Nesta época, o romance causou grande escândalo por se tratar de uma história sobre o adultério feminino. A obra também é considerada um dos primeiros romances realistas da história e possui uma das primeiras cenas com um personagem sofrendo de um ataque de nervos, o que achei um ponto bem interessante.



O livro teve grande sucesso justamente por ser proibido e seu autor ter ido a julgamento por escrever ofensas morais e à religião, pois em muitas passagens alguns personagens criticam a igreja e à Deus. Após ser absolvido pelo júri, ele continuou a ser julgado por escritores considerados mais rigorosos e intolerantes da época. Apesar disso tudo, o livro se tornou um clássico literário reconhecido hoje, mundialmente.

Sobre o enredo, primeiramente, conhecemos Charles Bovary, que não se esforça muitos nos estudos quando criança e é um tanto tolo e conformado com a vida, mas por fim, se torna um médico da região, porém não é reconhecido nessa profissão legalmente. Depois conhecemos Emma; uma moça encantadora e gentil a qual depois de um tempo vem a se casar com Charles, quando ele se tornou viúvo.


Após o casamento, Emma Bovary começa a sentir-se presa em uma vida medíocre e sem graça. Por ela ser uma jovem leitora, por ter ficado um tempo dentro de um colégio de freiras e não saber muito a respeito da vida, pensou que teria uma existência cheia de regalos e amores arrebatadores como nas histórias em que lia, mas se vê casada com um homem que não a ama por completo. Na lua-de-mel, já se sente arrasada por nada estar saindo da forma como ela achava que seria.

Madame Bovary, por não se sentir completa, ficava por horas pensando em outra vida que gostaria de ter e então acabou se relacionando com dois rapazes e se entregando de corpo e alma para as relações. O primeiro homem com quem ela se envolveu foi Rodolphe. Este personagem é do tipo sedutor e encantador. Eles tiveram uma grande paixão, porém no momento em que Rodolphe perde o encanto por Emma, começa a tratá-la com indiferença e pouco depois com uma atitude cafajeste, se afasta da pior forma que poderia existir. Emma adoece e fica por meses dessa forma.


Um período após este acontecimento, ela reencontra um antigo jovem com quem teve um flerte antes de Rodolphe, Léon. A história se repete; ela se entrega por completo na relação com o rapaz, gasta dinheiro com presentes, vestidos e coisas fúteis e endivida-se, por fim encontrando-se em um beco sem saída e encurralada dentro de suas próprias mentiras.

O estilo de escrita de Flaubert é genial, inteligente e rebuscada. Há momentos em que a leitura se torna cansativa por esse fato, porém há outros momentos em que não se consegue parar de acompanhar a narrativa.




O livro começa nos contando a história de Charles e termina com ele, um fato interessante. No começo é difícil perceber quem será o personagem principal da história e até o final do livro, não temos um personagem marcante. A conclusão que se chega é a conclusão que todos também chegaram: O personagem principal é a estupidez humana.

Emma teve uma vida pouco movimentada e não foi alertada sobre a realidade do mundo. Como vivia lendo romances, acreditava que sua vida poderia ser como nos livros. E a todo momento ela fazia isso; tentava transformar sua história em uma aventura. Ela pensava que o amor era como nos livros, mas a realidade dos homens que conheceu era bem diferente do que ela lia e quando se dava conta disso, seu mundo desabava. Ela procurava o amor verdadeiro, ela procurava uma essência para sua vida e nem mesmo com o nascimento de sua filha Berthe, não enxergou o verdadeiro amor. Ela sempre buscava por se completar, por fazer de suas idealizações, a sua vida real. É uma personagem que pode te causar raiva, mas que também ao considerar, te causa pena. Ela não teve oportunidade, ela foi mal instruída e porque não, mal-amada por Charles que sempre achava que estava tudo sobre controle e que também era um homem que deixava a desejar.

Na psiquiatria até existe um termo para isso: Bovarismo; ela queria ser quem não era.  

A história é bem emocionante e triste. O fim de Emma é inesperado, porém ao momento, ela teve suas razões já que estava sem saída. 

Há algumas adaptações no cinema para o livro e eu recomendo bastante.



“Um homem, pelo menos, é livre; pode percorrer as paixões e os lugares, atravessar os obstáculos, consumir as felicidades mais distantes. Mas a mulher é impedida continuamente. Inerte e flexível a uma só vez, tem contra si as molezas da carne com as dependências da lei. Sua vontade, como o véu de seu chapéu preso por um cordão, palpita a todos os ventos; há sempre algum desejo que carrega, alguma conveniência que detém.” 


07 julho, 2018

[Resenha] Volta para Casa de Harlan Coben
julho 07, 2018 7 Comentários
Olá, Geeks! Como estão?

Hoje vou falar um pouquinho sobre o livro "Volta para Casa" de um dos meus autores favoritos: Harlan Coben!


Harlan Coben para mim é um dos melhores escritores de suspense da atualidade e Volta Para Casa é um suspense muito intenso, cheio de revelações e reviravoltas, que é uma característica marcante nas histórias do autor.

A narrativa nos conta sobre dois meninos que desapareceram 10 anos atrás em um bairro de Nova Jersey e após o pedido de resgate dos sequestradores, estes garotos nunca mais foram vistos. Depois de todo esse tempo, Myron e seu companheiro Win, acham ter encontrado um deles: Patrick.

Dentro desse acontecimento, Myron e Win passam por muitas situações perigosas em que precisam lidar com bandidos perigosos, deixando a trama enérgica e claro, deixando o leitor cada vez mais curioso e envolvido.



Uma característica de Coben que me chama a atenção em sua escrita, é o fato do livro possuir muitos diálogos, o que torna a leitura rápida, dinâmica e sem complicações e que ao mesmo tempo prende o leitor de forma incrível. Você começa a ler, logo já se passam 50 páginas. Outro ponto a ser observado é  que Myron e Win também me lembraram um pouco de Sherlock Holmes e Watson.





Como a história vem de uma série de Myron Bolitar, algumas referências a livros anteriores podem deixar o leitor sem entender, mas a narrativa em si é independente. Por isso, não se preocupem quanto a esse ponto, pois não é nada que estrague a leitura.

Se você gosta de ação, suspense e investigação policial, esse livro é um prato cheio!

Avaliação: 4/5




18 maio, 2018

[Resenha] Insígnias de Karol Blatt
maio 18, 20180 Comentários
E aí, pessoal! Hoje falarei um pouquinho sobre esse livro maravilhoso que tive a chance de conhecer: Insígnias, da autora Karol Blatt.




O que me chamou atenção para o livro foi o fato de sua história ter ocorrido no período nazista. E já nas primeiras páginas do livro, Hadassa Belshoff, uma jovem judia, é separada de sua família pelos alemães, ficando apenas junto de sua irmã. Sua personalidade forte e corajosa, chama a atenção do oficial Ahren Müeller, que a leva para trabalhar em sua residência familiar, na Polônia, separando-a de sua irmã. Ahren é um homem frio, insensível e que segue a ideologia nazista sem pestanejar, declarando seu total ódio e desprezo aos judeus.



Assim que chegou a residência, Hadassa trabalhou demais nos afazeres da casa, sofria diversas humilhações e vivia em condições precárias. Dentro desse tempo, ela se aproximou de uma pequena menina chamada Lindie, que era irmã caçula do oficial Ahren. As duas, instantaneamente, criaram uma ligação muito forte, pois Lindie era inocente o bastante para que não visse Hadassa de outra forma, se não como uma fonte de carinho materno. 
Enquanto o tempo passava, as coisas começaram a mudar entre Hadassa e Ahren. Os olhares, as palavras, a forma como ele se dirigia a ela, fazendo com que sentimentos controversos e difíceis de aceitar surgissem. Nesse tempo, é como se toda a verdade atrás da ideologia nazista caísse por terra para Ahren e ele começa a enxergar o quão aquilo era horrível, justamente após Hadassa ter tomado uma atitude de grande coragem.



Somos colocados diante de vários questionamentos e conseguimos saber exatamente quais são os conflitos que se passam dentro do coração de Hadassa. Além de todo esse turbilhão de sentimentos indefinidos e estranhos, também existe todo o conflito da guerra, do sofrimento que os judeus passavam naquele momento e a separação que Hadassa sofreu. Era como se em nenhum dia de sua vida ela esquecesse de seus queridos familiares e nunca perdesse a esperança de um dia encontrá-los. 
Diante de tantas dúvidas de como seguir adiante em um mundo que estava em guerra, ainda mais por eles estarem em lados opostos, Ahren e Hadassa ficam determinados a passar por cima de tudo e todos para seguirem com suas decisões e que inclusive os deixam em risco de vida. 




Insígnias é um livro cativante e que realmente me prendeu do início ao fim. É interessante ver Ahren mudar sua visão diante de algo em que ele acreditou por grande parte de sua vida e ver como foi trabalhado a parte emocional dos personagens em um período de grande horror. É um livro que, no fim das contas, faz você ver que sim, as pessoas podem mudar, podem se arrepender e podem ver as coisas que costumavam fazer de ângulos diferentes. 
Algo mais que me chamou atenção além da sinopse, foi a capa. Achei simplesmente maravilhosa. 
É um livro que recomendo muito para quem gosta de drama e romance escrito por autoras brasileiras.



Nota: 4/5



28 dezembro, 2017

[Resenha] Mestre das Chamas de Joe Hill
dezembro 28, 20171 Comentários
Olá, leitores Geeks!


O livro de hoje é Mestre das Chamas, de Joe Hill, que é um dos meus escritores favoritos de terror e suspense. Para quem não conhece, Joe Hill é filho de Stephen King, grande mestre do terror. Eu sou um pouco suspeita para falar deles, porque amo suas histórias.


Mestre das Chamas é um thriller que se passa em um mundo pré-apocalíptico. Joe Hill diz ter se inspirado no grande clássico Fahrenheit 451 de Ray Bradbury para escrever seu livro.



Na narrativa, somos colocados em um mundo a beira do caos, quando as pessoas contraem uma doença contagiosa, que foi denominada como "Escama de Dragão". Sem previsão, as pessoas que apresentavam as marcas pelo corpo pegavam fogo e ninguém sabia de onde essa doença teria surgido, como se expandiu e nem sabiam como controlá-la. 

Então conhecemos a enfermeira Harper, que para mim é uma personagem muito bem delineada.  Quando lemos sobre o que acontece na vida dela, não parece que foi algo criado, mas realmente parece que estamos lendo sobre uma pessoa real, com uma personalidade real. Harper passou muito tempo ajudando as pessoas infectadas e acaba contraindo o vírus também e o maior problema é que ela está esperando um bebê. Ela tem um companheiro extremamente abusivo e descontrolado, inclusive foi um dos personagens que mais me deixou com raiva.  Ele abandona Harper e demonstra ser uma pessoa totalmente diferente do que ela achava que ele era.

Harper, para salvar sua pele e de seu bebê, se abriga em uma colônia em que vivem pessoas infectadas e que utilizam alguns métodos para controlar a combustão. Nessa colônia, somos apresentados a outro personagem importante: O Bombeiro. Ele tem a capacidade de controlar as escamas de dragão.




O que me chamou muito a atenção nesse livro, é a forma como entramos na leitura. Joe Hill certamente é um excelente escritor, os personagens da história me deixaram intrigada, pois são muito bem trabalhados. Além da originalidade da narrativa, a forma como ela é contada REALMENTE nos leva a esse mundo pré-apocalíptico. Eu amei a capa, a leitura é de fácil entendimento, porém um
ponto negativo para o livro, é que ele se estende muito em partes que talvez não sejam tão relevantes.


Avaliação: 4/5


Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 581

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