Cantinho Geek: Clássicos do Terror
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13 novembro, 2018

[Filme] Halloween (2018)
novembro 13, 2018 4 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje é para falar do mais novo filme do serial killer Michael Meyers. O filme é uma continuação direta do primeiro de 1978 e ignora todos os outros da franquia. Parece confuso? Não sabe se conseguirá entender sem ter visto os outros? Vou te explicar! Halloween – A Noite do Terror (1978) foi o primeiro e mostrava Michael fugindo do sanatório que foi internado após matar sua irmã mais velha. Ele retorna para sua antiga cidade e começa a perseguir Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Seu médico, o Doutor Loomis (Donald Pleasence) resolve vir atrás dele antes que seja tarde demais. Halloween 2 – O Pesadelo Continua (1981) continua exatamente de onde o primeiro parou. Após ser baleado, Michael Myers consegue fugir, mas ao descobrir que Laurie foi levada para o hospital, ele vai atrás da garota. Em novamente lá vai o Dr. Loomis tentar impedi-lo. Aqui nessa longa que surge a história que Michael e Laurie são irmãos. Com a "morte" de nosso killer, Halloween 3 – O Dia das Bruxas (1982) só utiliza o nome mesmo da franquia e é uma história totalmente diferente.


Em Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers (1988), nosso killer sai do coma e como Laurie já "morreu", começa a perseguir a filha dela. Halloween 5 – A Vingança de Michael Myers (1989) mostra Michael perseguindo ainda sua "sobrinha" Jamie que agora está muda depois dos eventos traumáticos do filme anterior. Halloween 6 – A Última Vingança (1995), Jamie cresceu e retorna para a cidade com seu filho. Michael vai atrás, mata-a e agora parte em busca do seu filho. O filme é estrelado por Paul Rudd (O Homem Formiga) que interpreta Tommy Doyle, a criança que estava sob os cuidados de Laurie no primeiro filme e que se tornou obcecado por Michael. Halloween H20 (1998) ignora os outros filmes da franquia também e é uma continuação do segundo filme. Aqui 20 anos depois, Michael volta a perseguir sua "irmã" Laurie, que simulou sua morte, hoje já tem filho e é diretora de uma escola. Nesse, Laurie corta a cabeça de Michael para se certificar que ele não voltará. Mas em Halloween Ressurreição (2002) tudo não passou de uma pegadinha do Mallandro, já que Laurie cortou a cabeça de outra pessoa e Michael está vivo! Ela agora está internada numa clínica e alguns jovens resolvem fazer uma espécie de reality show na casa onde Michael morou. Lógico que ele aparece e começa a matar todo mundo. Nesse, Laurie morre num embate e a protagonista é Bianca Kajlich, que interpreta Sara.

Halloween: O Início (2007) e H2: Halloween 2 (2009) são refilmagens do primeiro e segundo filmes, com muitas mudanças e uma Laurie nem um pouco carismática. E finalmente chegamos a Halloween (2018) que é uma sequência do primeiro filme. Aqui Laurie vive enclausurada e traumatizada por causa dos eventos daquela noite. Ela tenta se reaproximar de sua filha Karen (Judy Greer) e sua neta Allyson (Andi Matichak), mas os fantasmas do passado a impedem de seguir em frente. Uma equipe britânica de documentaristas vem visitar Michael na prisão, na intenção de relatar os acontecimentos de 40 anos atrás. Michael consegue fugir e no dia 31 de outubro começa a matar todos a sua volta.


O novo Dr. Loomis aqui é o Dr. Sartain (Haluk Bilginer). Laurie ansiava por esse acerto de contas com o bicho papão e ele finalmente acontece. O que posso dizer desse novo filme? É MARAVILHOSO! A trilha sonora perfeita, as reviravoltas e Michael que é o próprio mal fazem dele um dos melhores da franquia. A tensão toma conta de você o tempo inteiro, você fica agoniado e com o coração na mão o tempo todo. Michael é uma máquina de matar e sai golpeando quem quer que seja. As mortes são chocantes e violentas e o final é sensacional. Super recomendo!


Happy Halloweeen Michael! E você, já assistiu? O que achou? Conta para a gente nos comentários!


Confira o trailer!



Por: Rodrigo Fonseca
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17 outubro, 2018

[Curiosidade] A dualidade em O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson
outubro 17, 2018 6 Comentários
Olá, pessoal! Como estão?

Hoje estou trazendo um artigo diferente para o blog em que farei uma análise mais profunda deste clássico do terror escrito por Robert Louis Stevenson em 1831.

Eu amo literatura clássica e livros de terror e tive a chance de estudar um pouquinho mais afundo essa obra do período vitoriano.

Primeiramente, vou falar um pouquinho da história, que por incrível que pareça, apesar de ser um clássico bem conhecido, eu não tinha muita ideia do que acontecia no enredo.



Tudo começa quando o Mr. Utterson, o protagonista, sai em um passeio com o Mr. Enfield e este lhe conta um fato curioso que aconteceu em uma noite e ele presenciou. Um homem misterioso, baixinho e assustador, pisoteou uma garotinha de 3 anos na rua e foi cobrado pela família da menina para que pagasse um valor, devido ao que fez. Estranhamente este homenzinho entra pelas portas do fundo da casa do Mr. Jekyll, um renomado médico e amigo do Mr. Utterson e sai com um cheque assinado em nome de Jekyll.  O nome do homem estranho era Mr. Hyde.

Depois disso, todos ficam curiosos e preocupados para saber quem era esse tal de Mr. Hyde e qual a ligação dele com o Mr. Jekyll. Outro incidente estranho acontece com Mr. Hyde, em uma localização tensa da cidade. Depois disso, Mr Jekyll começa a não aparecer mais, a ficar estranho demais e todos temem pela segurança dele.

Quem será é este Mr. Hyde e o que ele está fazendo com Mr. Jekyll?



Bem, para vocês saberem (quem não conhece a história), é preciso ler o livro.

Enfim, depois dessa pincelada no enredo, quero abordar algumas coisas sobre esta obra.

Primeiramente, se analisarmos os nomes, muitas coisas já ficam bem claras acerca da história. A tradução para o nome de Mr. Jekyll, seria "eu mato", pois o termo "Je" do francês significa "eu" e "kyll" do inglês, significa "matar". A tradução para o nome de Mr. Hyde, seria algo como "esconder", também vindo do inglês "to hide". Se notarem também, na grafia dos nomes há uma semelhança: o "y", o que pode deixar claro muita coisa já de início, se o leitor for atento.

Os capítulos da história também são espelhados em sua estrutura em relação aos personagens e todos  eles, não são quem realmente aparentam ser. Todos os personagens que faziam parte da alta classe do período vitoriano tinham um lado obscuro, ou seja, eles fingiam ser boas pessoas, mas por trás eram outras. Isso fica claro quando Mr. Hyde acaba encontrando outro, digamos assim, "homem de bem da sociedade", em uma parte tensa da cidade, conhecida pela vida noturna e boêmia. O que um homem de bem estaria fazendo nesse local de madrugada? Isso evidencia o que o autor quer criticar ou mostrar sobre as aparências daquele período. O único personagem que parece não ter um segundo lado é Mr. Utterson.



Apesar de a história já ter diversas adaptações (até o piu-piu já virou um Mr. Hyde), é interessante a forma como o autor trabalha o duplo na estrutura narrativa. E mais interessante ainda é a crítica que ele faz à sociedade da época por meio de um conto de terror e ficção científica.

Eu, sinceramente, não gostei muito da história quando li pela primeira vez. Acabei não ligando os pontos e não percebendo tudo isso de primeira. Após uma aula de leitura e formação de leitores, o professor fez essa análise e apontou muitas outras coisas da pequena narrativa e que me abriu os olhos quanto a genialidade da história.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado!


04 outubro, 2018

[Resenha] Conheça o livro Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado
outubro 04, 2018 11 Comentários
Fala galera! Hoje trago a resenha de um livro muito especial. Poucos sabem, mas existe um livro que originou o filme Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. O filme é um título bem conhecido do pessoal que viveu na década de 90 e foi lançado no ápice de filmes de serial killers como Pânico e Lenda Urbana. O livro conta a história de quatro amigos: Julie, Helen Ray e Barry que se envolvem em um acidente após uma festa, que termina com a morte de uma criança de dez anos. Com medo das consequências, os quatro jovens fazem um pacto: não contar a ninguém o que aconteceu naquela noite. Um ano depois, Julie recebe junto com a carta de aceitação da universidade um outro envelope com um conteúdo que revela que alguém sabe do que eles fizeram. Um a um, eles começam a receber pequenos lembretes daquela noite fatídica: Helen, um anúncio de revista com uma criança andando de bicicleta, e Ray, recortes de jornal da época do acidente.


Preciso confessar que sou fã desse tipo de filme e que amo os filmes Eu sei e Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado. Quero deixar registrado que até hoje não superei a morte da Helen e sua perseguição é uma das melhores que já vi em filmes assim! Quando descobri sobre a existência do livro, comprei imediatamente. O livro foi escrito em 1973, mas só chegou ao Brasil em 2014 pela Benvirá, do grupo Saraiva. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais muitos fãs brasileiros do filme sequer sabiam sobre o livro.


Lois Duncan, a autora, já escreveu mais de 40 livros e boa parte deles são suspenses voltados para o público adolescente e jovem adulto. Além da obra de Duncan, o filme é inspirado na lenda do Homem Gancho, o que imprimiu mais terror à trama, já que tal figura é ausente no livro. Lois Arquette, nome verdadeiro de Lois Duncan, teve sua vida mudada completamente em 1989, quando sua filha Kaitlyn foi assassinada por um tiro. Sem encontrar um culpado para a morte de sua filha, Lois passou anos de sua vida em investigações para encontrar uma reposta, chegando a publicar posteriormente o livro Who Killed My Daughter? Mais de vinte anos depois de escrito, o livro foi adaptado para o cinema em 1997. 


Apesar da nostalgia que ler o livro e rever os personagens, achei o filme ainda é melhor do que o livro. Mas o livro não deixa nem um pouco a desejar, com um baita suspense que te prende do início ao fim para saber quem é o cara que está perseguindo nossos quatros amigos. Diferente do filme, o livro não tem mortes nem nosso killer com aquele gancho medonho, apenas um atentado e um quase enforcamento. O perfil dos personagens e suas histórias também são diferentes, principalmente Julie e Helen. O killer é uma aquele personagem que no começo desconfiamos, mas depois passamos a confiar e acreditar que não seja ele e aí vem a surpresa no final e as revelações dos seus motivos e tudo faz sentido!


Enfim, super recomendo o livro,  eu devorei em dois dias as pouco mais de 200 páginas! E vocês, já leram o livro ou viram o filme? Conta aí para a gente nos comentários o que achou!


Por: Rodrigo Fonseca
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