Hoje trago uma resenha com uma história distópica novamente, criada por um grande romancista chamado Ray Bradbury.
Nessa distopia, que foi escrita em 1953, período pós Segunda Guerra Mundial, somos levados a uma sociedade dominada por um regime totalitário em que todos os livros e materiais didáticos são proibidos. E o trabalho dos bombeiros não é apagar incêndios, mas fazê-los, caso existam pessoas que possuam livros em suas residências.
E esse é o trabalho do bombeiro Montag. Certo dia, encontraram uma senhora que possuía livros em sua casa e então, por dignidade, ela se matou no incêndio e queimou-se viva junto de seus livros. E esse é o momento em que Montag se questiona, acaba levando um livro consigo e muda toda sua história dali em diante, infringindo regras que poderiam levá-lo a destruição.
A sociedade criada por Bradbury é uma enorme crítica ao período nazista, em que realmente houveram queima de livros. Mas também critica a idiotização do ser humano, que prefere frases prontas, coisas fáceis e rápidas de serem lidas ou feitas. E no fim, o extermínio de livros na sociedade não foi de total culpa do governo, mas da própria população que se tornou extremista demais.
O livro é curto, com apenas 215 páginas e eu li rapidinho. Existem algumas passagens mais confusas e existencialistas, mas que nos fazem parar para pensar sobre a sociedade como um todo. Diria que é mais um dos livros importantes para serem lidos devido ao momento político que estamos passando. Alguns trechos recomendo que leiam duas vezes, pois pode ser difícil compreender. Vou deixar uma das frases do livro que me impactou bastante:
"Todos temos nossas opiniões a dar. Cabe agora a você decidir com qual ouvido quer escutar."
Lembrando que existem versões para o cinema. Uma de 1966 e uma bem atual produzida pela HBO, lançada neste ano.
Hoje trago a resenha de um livro muito comentado nos últimos tempos e que ocupa posição de destaque nas listas de mais vendidos de vários países. Inclusive, já foi até adaptado para a televisão, uma série muito comentada também, no título original: "The Handsmaid's Tale" e está em sua segunda temporada.
O livro é narrado por Offred e ela conta sua rotina na República de Gillead, antigos EUA, mas que sofreu uma revolução teocrática em que eles seguem à risca o Velho Testamento Bíblico e o país é dominado por radicais cristãos. Por conta disso, as mulheres são afastadas da vida em sociedade, sem direito de ter opinião, sem direito à alfabetização, sem direito à nada, e divididas em diferentes castas: as Marthas que são responsáveis por tarefas domésticas e esposas dos comandantes; as Aias que apenas tem a função de dar um filho aos comandantes e as Tias que educam as mulheres para servirem e serem submissas.
Enquanto Offred conta sua rotina, a obra vai intercalando em momentos pré-revolução, em que ela tinha um emprego, um marido e uma filha. Ela se prende a essas memórias e parece que carrega em si o objetivo de um dia tudo isso acabar e ela finalmente encontrar sua filha e o marido.
É interessante notar que o livro foi escrito em 1985 e se passa no ano de 2017. É interessante notar também, que mesmo se tratando de uma sociedade dominada por radicais cristãos, existem aqueles que possuem privilégios e poder para conseguirem o que querem, mesmo que o desejado faça parte de um costume antigo que é execrado.
A história é forte, e a autora não poupa o leitor e causa desconforto. Ainda mais, no cenário político em que estamos, acho que essa leitura é obrigatória. Não é uma leitura para descontração, para relaxar. É uma leitura feita para alertar, incomodar e acredito que ele deva ser lido mais de uma vez.
Fala
galera! Hoje trago mais um review de série e vamos falar sobre a segunda
temporada de 3%. Foi uma season sensacional, com muitas reviravoltas e
surpresas. A série melhorou muito em todos os sentidos!
Se você não assistiu a primeira temporada vou te situar do que se trata: A história se passa num futuro distópico dividido em “Lado de Cá” e “Lado de Lá”. Quando completam 20 anos, os humanos do Continente (Pobreza) tem a chance de participar de uma seleção conhecido como Processo onde apenas 3% serão escolhidos para viver na sociedade perfeita Maralto (Riqueza). E para isso passaram por provas e testes que definirão quem serão os merecedores, afinal, “você é o criador de seu próprio mérito”!
Nos
8 episódios da primeira temporada acompanhamos o Processo 104 e acompanhamos as
provas e eliminações durante esse percurso. Existe um grupo do lado do
Continente chamado de a Causa que busca destruir o Processo e acabar com essa
desigualdade. Eles conseguem colocar 2 infiltrados na seleção que depois de
passarem para o Maralto iriam colaborar para destruir todo esse sistema.
Temos ainda Ezequiel que é o chefe do Processo e esconde muitos segredos,
alguns revelados na primeira temporada. Uma distopia que lembra a saga Jogos
Vorazes numa versão tupiniquim. E isso não é uma crítica, mas um elogio!
Conhecemos
Michele, Joana, Fernando e Rafael. Esse é o quarteto que move toda a série.
Michele é aquela garota que sempre nos deixa em dúvida sobre suas reais
intenções; Joana é sem papas na língua e parece (apenas parece) se importar
apenas consigo mesma; Fernando é um jovem inteligente e de bom coração e Rafael
parece (apenas parece) ser um vilão, mas aos poucos mostra que é um dos mais
humanos ali.
Descobrimos
que Michele e Rafael são os infiltrados da Causa. Michele quer vingança contra
Ezequiel (que também já foi da Causa) por ele ter matado seu irmão. Por fim
Michele é descoberta, mas é salva por Ezequiel e ele revela que seu irmão está
vivo e que ela foi enganada pela Causa, recebendo uma segunda chance no
Maralto. Rafael, membro da Causa e aprovado no Processo, é recebido pelos 3%
que se tornam estéreis ao chegar lá. Joana e Fernando são expulsos do Processo infelizmente.
Ela por se recusar a matar alguém, ele por ser enganado numa tentativa de
ajudar Michele.
Agora vamos falar da segunda temporada? Agora são 10 episódios onde não
conseguimos ficar entediados e com muitos acontecimentos relevantes o tempo
inteiro.
Às
vésperas do Processo 105, a Causa tem um plano para impedir a seleção de
acontecer e acabar de vez as injustiças sociais que tudo isso trouxe a
população. Joana agora é um membro da Causa, mas por não concordar com seu
plano irá trabalhar do seu jeito para impedir que o processo aconteça.
Rafael
continua com seu plano de ajudar a Causa, mas conhece Eliza e seu relacionamento
com ela interferirá um pouco em seus objetivos. Michele se vê obrigada a
trabalhar para Ezequiel para que consiga ver seu irmão novamente e conseguir a
liberdade dele, que está preso por ter cometido o primeiro assassinato do
Maralto. Mas será que ele é mesmo culpado? Fernando continua sofrendo após ter
sido expulso e agora tenta ajudar sua amiga Glória a desistir do Processo 105.
Então a vida desses 4 volta a se cruzar novamente.
Nessa
segunda temporada temos a morte de um personagem importante, mas que foi
essencial para o desenvolvimento da série. Surge também Marcela, uma nova vilã
que consegue dar conta do recado por conta de sua frieza. Descobrimos também a verdade
sobre o Casal Fundador (que não foi um casal). Essa temporada não foca no
processo e sim em tudo que acontece antes dele, explorando melhor os outros
cenários, histórias, passados e personagens.
Todas
as pontas soltas da temporada anterior são respondidas. Michele continua nos
deixando confusos com relação a de que lado está até o último momento e nos surpreende
na season finale. Joana e Fernando trabalhando juntos para impedir o Processo e
seu papel fundamental no final da temporada também foi uma ótima sacada. Cada
episódio nos deixa ávidos pelo outro e querendo saber o que vai acontecer ao
final. 3% melhorou muito nessa segunda temporada fazendo uma season irretocável
e nos deixando ansiosos pela terceira. Por favor Netflix, precisamos saber o
que acontece a seguir! E que chegue logo 2019 com a próxima temporada!
E você já
assistiu? Conta para a gente o que achou nos comentários!
Cá estou eu de novo na minha era de livros curtos para poder ler enquanto tenho tempo, que não é muito aliás, mas a partir da metade do mês que vem tudo isso irá mudar. \o/
Olá Geeks! Hoje estou trazendo a resenha do livro
Projeto Grimório Filhos da Luz de Mário Resmin. Esse é o primeiro livro do autor, publicado pela editora Pandorga. Resmin também escreveu alguns contos publicados
em antologias de terror e literatura fantástica.
Em Projeto Grimório somos introduzidos em um mundo pós-apocalíptico,
em que a Terra sofreu muitas destruições e por conta disso, muitas mudanças. A
maioria das pessoas não sobreviveram e as que conseguiram, tiveram que se
habituar a nova forma de viver, criando aldeias e vivendo no campo, cada qual
com uma atividade especifica dentro de seu pequeno povoado.
Certa noite e de uma forma misteriosa, quatro recém nascidos
chegam na aldeia e logo são adotados por seus moradores. Foram batizados com os
nomes: Wolf, Dragon, Joseph e Poli. Quando as crianças cresceram, vieram a
descobrir que não eram como os outros. Conheceram um mago chamado Alben e a
partir desse momento a história começa a ficar repleta de magia e poderes
ocultos. Porém, eles precisam antes escrever seus Grimórios, que é um livro
onde mestres escreviam sobre seus poderes, magias e poções. É um livro muito
poderoso.
Então uma coisa muito ruim terá de ser enfrentada pelas
crianças para que eles protejam as pessoas que eles amam e a também a Terra,
que poderá sofrer uma nova fase de destruição.
Conforme vamos entrando na história dos filhos da Luz, vamos
também conhecendo os costumes dos habitantes, após o mundo ter entrado em
completo caos e percebemos também como as pessoas procuram viver
harmoniosamente apesar de tudo. Em algumas passagens, os mais velhos falam
sobre os costumes que tinham antes do país ficar devastado e o mais
interessante desse livro é o fato de ser uma distopia que se passa no Brasil.
O autor passa a ideia de que as crianças tem o poder para mudar
o futuro e que para o futuro ser melhor, precisamos primeiramente de uma base
familiar sólida. Além disso, vemos como é um mundo sem energia, sem internet,
sem água encanada e até sem animais que existiam antes.
Resmin escreve de uma maneira que faz com que a leitura flua muito bem. Eu amei muito a capa do livro por conter elementos sombrios e sua diagramação também é muito boa.
Por fim, Projeto Grimório é uma leitura interessante, onde acompanhamos todas as
surpresas, decisões e aventuras dos personagens! Para quem gosta de distopias,
esse livro é uma boa escolha!
Sinopse: Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar... Assim como nunca estaremos vestidos para morrer...
Olá geeks, tudo bem com vocês?
Finalmente hoje eu lhes trago a tão aguardada resenha do livro Distopia. Eu já fiz post de Primeiras Impressões, já fiz uma maratona de divulgação aqui no blog, e hoje é dia de resenha!
E olha só... já vou adiantando que é impressionante!
Faz um tempinho que não venho lhes mostrar o que chegou aqui em casa, não é mesmo? Mas não é que não tenha chegado nada, pelo contrário, chegou bastante coisa (eu acho né hehehe).
Venham ver os livros que agora fazem parte da minha coleção!
Depois da notícia de que o Cantinho Geek irá resenhar o livro A Fada Madrinha da Kate Willians, agora vem a notícia de que irei participar do Book Tour de Distopia realizado pela Kate!
Eu já havia dado também as minhas primeiras impressões sobre o livro. A autora disponibilizou um capítulo para a leitura, e eu fui lá conferir, e gente! Fiquei louca por mais! Vocês podem conferir a minha primeira impressão de Distopia aqui.
E agora finalmente eu vou poder conferir o restante do livro! Será mais uma resenha aqui para vocês!
Hoje venho lhes dar uma novidade bombástica, ao menos para mim é!
Bom, acho que uma imagem vale mais do que mil palavras:
Mas eu não consigo resistir a não falar: SIM! O Cantinho Geek foi escolhido para ser um dos primeiros blogs a resenhar o livro A Fada Madrinha da autora Kate Willians, a mesma autora do livro Distopia.
Publicado novamente pela Editora Arwen, e cá entre nós, a Arwen está se saindo muito bem com seus títulos! Estou babando em cada um deles!
O Cantinho Geek também foi parceiro da autora durante o lançamento do seu livro Distopia, e até fiz uma maratona para o lançamento do livro, confira aqui.
E aí? Já se preparou para o lançamento? Ele irá ocorrer amanhã, 15/08 na Livraria Maxsigma do Shopping Vale Sul, em são José dos Campos.
O evento irá começar à partir das 15h. E os 12 primeiros compradores do livro irão ganhar um kit com brindes do livro, além de poder autografar o seu livro com a Kate.
Caso não dê para você ir no evento, pois mora longe e/ou não tem dinheiro - assim como eu, você pode adquirir o livro na pré-venda, e ele irá vir autografado pela fofa da Kate.
Hoje venho lhes trazer vários vídeos de autores, blogueiros - inclusive eu, fãs e várias outras pessoas chamando para ler Distopia. E aí? Já está preparado para comprar o seu livro na pré-venda?
Adicione o livro na sua estante do Skoob. Compre o livro na pré-venda e ganhe um autógrafo! Leia aqui o primeiro capítulo do livro.
E só para deixar um gostinho de quero mais, veja o booktrailer:
Para quem ainda não assistiu a entrevista, que dei para o blog Menina Atitude (https://www.youtube.com/watch?v=EHhzVCzNsho), tá aí a introdução mará, que a Editora Arwen fez para Distopia. Incrível não é? Quem quer assistir mais? Ou melhor, quem ficou curioso para ler?
Posted by Livro Distopia - Lançamento on Segunda, 4 de maio de 2015
Sinopse: Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar... Assim como nunca estaremos vestidos para morrer...
Acabei de ler um capítulo do livro disponibilizado pela autora, e só posso dizer uma coisa: CADÊ O RESTO? Eu necessito ler o resto! Cadê?! Ai senhor, eu preciso comprar este livro!
Kate disponibilizou e-books para os seus blogueiros parceiros poderem ler e resenhar o seu livro. Infelizmente, eu não pude pegar o e-book já que não tenho nenhum tipo de e-reader, mas não é por isso que não posso trazer as resenhas do livro Distopia para cá.
Vários blogs resenharam, e Kate escolheu os melhores trechos das resenhas para divulgar. Venha conferir quais são.
Olá, meus queridos!
Estamos no quinto dia da maratona! A nossa querida Kate preparou uma playlist super especial, onde tem tudo a ver com a história e para deixar vocês loucos pelo livro! Hehe Kate usando seus poderes de persuasão.
Hoje irei falar sobre as ações já realizadas pela autora Kate Willians para promover o seu livro, e claro, são vocês leitores que sempre saem ganhando. Venha conferir!
Sendo o terceiro dia da Maratona Distopia, hoje irei trazer o Hangout que Kate já participou, e melhor ainda, hoje mesmo irá acontecer um hangout do qual você poderá participar ao vivo e ainda participar de um sorteio!
Géssica Marques é blogueira, escritora e designer (formou-se em Design Gráfico pela UFG). Publicou seu primeiro livro "Porcelana - Rubrum Luna" em 2017 e atualmente participa nas seguintes antologias: Demontale, Vilões?, Zodíaco, Ninguém vai sobreviver e Presentes Perigosos. Adora ler, ver séries, filmes, animes e jogar.