Fala
galera! Estou de volta e hoje vamos falar da série The Sinner (A Pecadora), minissérie
da USA Network baseada em romance policial da escritora alemã Petra Hammesfahr
e que está no catálogo da Netflix. O livro homônimo foi publicado no Brasil
pela Novo Século Editora.
Somos
apresentados a Cora Tannetti (Jessica Biel) casada com Mason (Christopher Abbott), mãe do menino Laine (Grayson Eddey) de três anos e
moradora de uma pacífica e pequena cidade no interior de Nova York. Um belo
dia, quando está na praia com a família descascando uma fruta, ela se levanta e
mata com sete facadas Frankie Belmont (Eric Todd), um homem que nunca viu na
vida. Ou aparentemente nunca viu.
É
aí que a história começa a se desenrolar. Já sabemos quem matou. Agora
precisamos entender o porquê. Logo de cara ficamos sem entender porque Cora
matou aquele desconhecido após ouvir uma música que a deixou transtornada. E ao
longo dos episódios vamos descobrindo novos detalhes desse acontecimento e do
passado de Cora que vão se conectando com o crime que ela cometeu.
Conhecemos
sua infância e sua relação com seus pais e sua irmã Phoebe (Nadia
Alexander). Descobrimos que Cora esconde um passado muito sombrio e
misterioso e que ela não consegue lembrar de muitas coisas. E aí que entra o
detetive Harry Ambrose (Bill Pullman). Ele percebe que
há algo de errado na história e com seu faro investigativo começa a buscar uma
resposta para o assassinato. Cora se recusa a qualquer direito de defesa e quer
ser condenada pela morte de Frankie. A atuação de Jessica Biel é irretocável e ela está excelente no papel.
A
série vai nos prendendo, nos envolvendo e a cada episódio ficamos mais curiosos
para entender o motivo real de Cora ter matado Frankie. E aí chegamos no
episódio 7. O que foi aquele episódio? Ficamos chocados, sem ar com a grande
revelação e tudo faz sentido então. O oitavo e último fecha tudo com chave de
ouro e torna a série uma das melhores que já vi. Super recomendo a série!
Assistam! Vale muito a pena! Se você já assistiu comenta aí o que achou.
Trailer da primeira temporada:
A
próxima temporada será uma nova história, mas mantem o detetive Ambrose.
Confira aí o trailer:
Fala
galera! Vocês não imaginam o prazer que é estar volta! E hoje vamos falar sobre
uma série que maratonei em um dia!Tabula Rasa é uma série que tem no catálogo
da Netflix e foi uma grata surpresa! A série é belga, estreou na Bélgica no ano
passado e foi um sucesso no canal Een com uma aderência de 44% no mercado. A
expressão “tabula rasa” vem do latim e significava uma tábua de cera muito
utilizada na antiguidade em que nada havia sido escrito. Hoje teria o mesmo
significado que uma folha em branco para nós.
Partindo
desse princípio, é assim que a vida de Mie (Veerle Baetens) está. Desde que sofreu um acidente de carro, ela
perdeu parte de sua memória e sofre com lapsos constantes. Mie está internada
em uma clínica psiquiátrica por ser a principal suspeita do desaparecimento de Thomas
(Jeroen Perceval). Apesar de ser
a última pessoa vista com ele, ela não se recorda nada sobre esse dia nem sobre
quem é o desaparecido.
Durante
os episódios vamos acompanhando a vida de Mie em dois tempos: no hospital
psiquiátrico e flashbacks dos últimos 4 meses antes do desaparecimento de
Thomas. Ela, seu marido Benoit (Stijn Van Opstal) e sua filha Romy (Cécile
Enthoven) se mudam para a antiga casa de seu avô que mais parece
aquelas casas mal assombradas de filmes de terror. Presenciamos todas aquelas
coisas que estamos acostumados a ver nesse tipo de filmes: portas batendo,
barulhos estranhos, objetos caindo ou desaparecendo. E a dúvida é se trata de
algo sobrenatural ou psicológico. E o melhor é que tudo tem uma explicação
coerente que vamos descobrindo ao longo dos episódios.
O
suspense e a tensão são constantes e ficamos ansiosos para descobrir toda a
verdade assim como Mie. A família dela esconde muitos segredos e mentiras. A
série nos surpreende o tempo inteiro. Quando achamos que ela seguirá por
determinado caminho, ela mostra uma realidade totalmente diferente do que imaginávamos.
Nos quatro primeiros episódios tudo ainda está um pouco confuso, assim como a
cabeça de Mie em relação a tudo e vamos descobrindo e encaixando aos poucos as
peças desse quebra-cabeças.
A partir do quinto episódio a série tem um plot twist que nos deixa de queixo caído e depois daí cada episódio é um novo baque. O último episódio tem outra revelação incrivelmente maravilhosa que sequer imaginávamos. Apesar de tudo o clima sombrio, a série ainda nos presenteia com momentos de leveza com os doidinhos do hospício, desde o que acha que é Michael Jackson até o piromaníaco Vronsky (Peter Van den Bengin).
Não
vou falar muito para não dar spoilers, mas só digo isso: ASSISTAM!!! Vale muito
a pena! A tensão, paranoia, angústia e mistério permeiam todos os episódios. A
série consegue misturar muito bem o drama, suspense e terror psicológico. E você,
já assistiu? O que achou? Conta para a gente nos comentários!
Fala
galera! Estou de volta para mais um review de série e hoje vamos falar sobre a
segunda temporada de 13 Reasons Why. A primeira temporada fez muito sucesso,
foi a série mais comentada no twitter no ano passado e dividiu opiniões. Se
você não acompanhou a primeira temporada vou te colocar a par do assunto: conhecemos a história de Hanna Baker (Katherine
Langford) que se suicidou e deixou fitas para 13 pessoas que foram os 13
motivos para o seu ato. Ela deixou essas fitas não para torturá-los, apenas
para que eles soubessem que suas atitudes a fizeram perder o ânimo de viver. E
aí em cada episódio vamos acompanhando quem são os motivos e o que fizeram.
A
série é uma adaptação do livro homônimo de Jay Asher e visa mostrar um
retrato dos problemas vividos por adolescentes no ambiente
escolar. Temos além da fortíssima cena de suicídio, cenas de estupro também. A
Netflix recebeu algumas críticas pelas cenas tão fortes e sem muitos avisos. Nessa segunda temporada os avisos aumentaram. Logo de início os atores alertam
para aqueles que sofrem de depressão ou passam problemas semelhantes não devem
assistir a série desacompanhando e os avisos continuam durante toda a temporada
sempre que temos cenas impactantes. Com a renovação da série, surgiram muitas
opiniões sobre a necessidade de uma nova temporada. E nossos temores estavam
certos. Aquela história que tinha um arco fechado e deixava apenas alguns
questionamentos finais apresentou muitos problemas em seu segundo ano que
muitas vezes descaracterizaram toda a história. Além do distanciamento do
roteiro do livro, o que já era esperado.
A
segunda temporada começa cinco meses depois dos acontecimentos do primeiro ano.
Mostrando como está a vida de cada um dos porquês e as consequências após a
morte Hanna. Alex Standall (Miles
Heizer) sobreviveu à sua tentativa de suicídio, mas com sequelas como
perda de memória e problemas para andar. Justin Foley (Brandon Flynn) foi morar nas ruas e se tornou viciado em heroína; Olivia
Baker (Kate Walsh) está
processando a escola Liberty pela negligencia com os sinais dados por Hannah e
pela tolerância do colégio com o bullying e ainda lida com o fim de seu
casamento com Andy (Brian d'Arcy James).
Jessica Davis (Alisha Boe) tenta superar o abuso sexual sofrido por Brice (Justin Prentice). Hanna também volta nessa
temporada, não só em flashbacks dos envolvidos como também como um espírito que
agora conversa com Clay Jensen (Dylan Minnette). Sabemos que esse
recurso foi utilizado para aproveitar a atriz, mas muitas vezes soa forçado. Quanto
mais abalado Clay fica, mais Hanna aparece. E isso permanece até o rapaz a
encarar como sua redenção e Hanna encontrar a dela.
Durante
os novos 13 episódios vamos acompanhando o julgamento e conhecendo novas
versões para a história contada pro Hanna. O problema é que alguns fatos são
tão importantes que não faz sentindo a omissão deles nas fitas de Hanna, vide
o caso com Zach (Ross Butler).
Mesmo que o roteiro tente, essas “novas informações” muitas vezes soam como
soluções inventadas para apresentar algo novo e como furos e não fazem sentido.
A temporada tem momentos bons e emocionantes, como a relação de Clay e Justin,
quando Hanna finalmente vai embora e a cena final no baile com os amigos
juntos. Mas ainda assim não justifica a sua existência. Esse ano abordou temas
como machismo, abuso, uso de armas de fogo e impunidade. Quis colocar ainda
mais o dedo nessas feridas. E fez isso com Tyler (Devin Druid) abordando a violência e o abuso sexual feitos por
homens contra outros homens.
A
série conseguiu libertar Hanna e agora tivemos a notícia que foi renovada para
uma terceira temporada. A série melhorou na questão de fazer uma campanha
contra o suicídio e mostrar que sempre temos motivos para viver. O problema são
os episódios arrastados. Não precisávamos de 13 novamente, nem na primeira
temporada foi necessário. O recurso das fotos polaroid para apresentar um novo
mistério também não empolga muito. Enfim, foi uma temporada bem fraca e
desnecessária. Não estou animado para a próxima e a série precisa melhorar
muito para que nos prenda no próximo ano. E você, o que achou da temporada?
Conta aí para a gente!
Fala
galera! Hoje trago mais um review de série e vamos falar sobre a segunda
temporada de 3%. Foi uma season sensacional, com muitas reviravoltas e
surpresas. A série melhorou muito em todos os sentidos!
Se você não assistiu a primeira temporada vou te situar do que se trata: A história se passa num futuro distópico dividido em “Lado de Cá” e “Lado de Lá”. Quando completam 20 anos, os humanos do Continente (Pobreza) tem a chance de participar de uma seleção conhecido como Processo onde apenas 3% serão escolhidos para viver na sociedade perfeita Maralto (Riqueza). E para isso passaram por provas e testes que definirão quem serão os merecedores, afinal, “você é o criador de seu próprio mérito”!
Nos
8 episódios da primeira temporada acompanhamos o Processo 104 e acompanhamos as
provas e eliminações durante esse percurso. Existe um grupo do lado do
Continente chamado de a Causa que busca destruir o Processo e acabar com essa
desigualdade. Eles conseguem colocar 2 infiltrados na seleção que depois de
passarem para o Maralto iriam colaborar para destruir todo esse sistema.
Temos ainda Ezequiel que é o chefe do Processo e esconde muitos segredos,
alguns revelados na primeira temporada. Uma distopia que lembra a saga Jogos
Vorazes numa versão tupiniquim. E isso não é uma crítica, mas um elogio!
Conhecemos
Michele, Joana, Fernando e Rafael. Esse é o quarteto que move toda a série.
Michele é aquela garota que sempre nos deixa em dúvida sobre suas reais
intenções; Joana é sem papas na língua e parece (apenas parece) se importar
apenas consigo mesma; Fernando é um jovem inteligente e de bom coração e Rafael
parece (apenas parece) ser um vilão, mas aos poucos mostra que é um dos mais
humanos ali.
Descobrimos
que Michele e Rafael são os infiltrados da Causa. Michele quer vingança contra
Ezequiel (que também já foi da Causa) por ele ter matado seu irmão. Por fim
Michele é descoberta, mas é salva por Ezequiel e ele revela que seu irmão está
vivo e que ela foi enganada pela Causa, recebendo uma segunda chance no
Maralto. Rafael, membro da Causa e aprovado no Processo, é recebido pelos 3%
que se tornam estéreis ao chegar lá. Joana e Fernando são expulsos do Processo infelizmente.
Ela por se recusar a matar alguém, ele por ser enganado numa tentativa de
ajudar Michele.
Agora vamos falar da segunda temporada? Agora são 10 episódios onde não
conseguimos ficar entediados e com muitos acontecimentos relevantes o tempo
inteiro.
Às
vésperas do Processo 105, a Causa tem um plano para impedir a seleção de
acontecer e acabar de vez as injustiças sociais que tudo isso trouxe a
população. Joana agora é um membro da Causa, mas por não concordar com seu
plano irá trabalhar do seu jeito para impedir que o processo aconteça.
Rafael
continua com seu plano de ajudar a Causa, mas conhece Eliza e seu relacionamento
com ela interferirá um pouco em seus objetivos. Michele se vê obrigada a
trabalhar para Ezequiel para que consiga ver seu irmão novamente e conseguir a
liberdade dele, que está preso por ter cometido o primeiro assassinato do
Maralto. Mas será que ele é mesmo culpado? Fernando continua sofrendo após ter
sido expulso e agora tenta ajudar sua amiga Glória a desistir do Processo 105.
Então a vida desses 4 volta a se cruzar novamente.
Nessa
segunda temporada temos a morte de um personagem importante, mas que foi
essencial para o desenvolvimento da série. Surge também Marcela, uma nova vilã
que consegue dar conta do recado por conta de sua frieza. Descobrimos também a verdade
sobre o Casal Fundador (que não foi um casal). Essa temporada não foca no
processo e sim em tudo que acontece antes dele, explorando melhor os outros
cenários, histórias, passados e personagens.
Todas
as pontas soltas da temporada anterior são respondidas. Michele continua nos
deixando confusos com relação a de que lado está até o último momento e nos surpreende
na season finale. Joana e Fernando trabalhando juntos para impedir o Processo e
seu papel fundamental no final da temporada também foi uma ótima sacada. Cada
episódio nos deixa ávidos pelo outro e querendo saber o que vai acontecer ao
final. 3% melhorou muito nessa segunda temporada fazendo uma season irretocável
e nos deixando ansiosos pela terceira. Por favor Netflix, precisamos saber o
que acontece a seguir! E que chegue logo 2019 com a próxima temporada!
E você já
assistiu? Conta para a gente o que achou nos comentários!
Fala
galera! A review de hoje é fresquinha porque a série terminou semana passada! Desde
que começaram as divulgações de Siren fiquei muito animado e não via a hora de
assistir aos episódios. Gosto muito do tema e inclusive na época tinha acabado
de finalizar um livro que fala sobre esse assunto (Sangue de Sereia, queserá
lançado ano que vem). A estreia da série foi um sucesso para a FreeForm, sendo
a maior audiência em dois anos do canal, só perdendo para a Shadowhunters. E
ainda ganhou a crítica como 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes.Somadas as plataformas digitais, Siren superou a história de Claire, Jace e
Cia, atingindo cerca de 4,3 milhões de telespectadores em três dias. Foi a
série mais comentada nas redes sociais na estreia e liderou a audiência ao vivo
da TV paga americana entre o público feminino. Com isso,
a segunda temporada já foi confirmada pelo canal e deve conter 16 episódios. Apesar de tudo isso, a série é realmente boa? Confira aí o que achei! Atenção: As informações a seguir podem conter alguns SPOILERS!
A história se passa na cidade de Bristol Cove, a capital das sereias, uma cidade repleta de histórias dessas criaturas marinhas e que atrai muitos turistas e curiosos. Como é uma cidade litorânea, a pesca é o que movimenta a economia local. Durante uma noite turbulenta no mar, alguns marinheiros capturam com sua rede uma sereia e ela é levada para um laboratório do governo. Ryn aparece na cidade logo em seguida em busca de sua irmã que foi capturada, provando assim que todas as lendas que permeiam o lugar sobre essas as sereias são verdadeiras. Ela desperta a atração do biólogo marinho Ben, filho do magnata da cidade. Além de contar com a ajuda dele, Ryn também terá o apoio de Maddie, namorada de Ben e filha do xerife.
Ryn começa praticamente muda. Ela vai aos poucos aprendendo a andar, falar e agir como um humano. A atriz Eline Powell dá um show no papel e consegue transmitir todas as emoções da personagem através de sons, expressões faciais e olhares. Ela consegue ser assustadora e fofa ao mesmo tempo. Dá até vontade de colocar num potinho às vezes. Mas quando está na água e na sua verdadeira forma, as sereias são selvagens e sanguinárias, matando sem dó nem piedade. E depois vamos entendendo que toda essa violência é meio que um sentido de sobrevivência e proteção, já que sempre foram caçadas e tratadas como animais pelos humanos. Aos poucos Ryn vai aprendendo que é possível confiar em humanos.
Apesar da premissa interessante, a série acaba desandando e se perdendo em sua própria história. A plot do resgate da irmã é resolvido logo nos primeiros episódios. O que foi até surpreendente já que esperávamos o reencontro das irmãs só no final. Mas depois daí que os problemas começam a surgir. A história se transforma numa série adolescente (nada contra, gosto de muitas) e deixa a desejar em vários momentos. Muitos temas que poderiam ser trabalhados de outra forma mais eficaz são ignorados como por exemplo o fato do governo querer usar as células-tronco das sereias para curar doenças e problemas ósseos dos humanos e a possibilidade da mãe de Ben que é paraplégica voltar a andar com isso.
As sub-tramas dos coadjuvantes não empolgaram também talvez por não terem sido bem conduzidas; seja a mãe de Maddie que abandonou quando criança, a relação conflituosa de Ben com seus pais, a aceitação da família do rapaz com relação ao Maddie, os conflitos amorosos de seus amigos, enfim, nada desperta muito interesse.
Quando se resolve a história do resgate de Donna, irmã de Ryn. Ela não aceita a amizade da sister com os humanos, se sente rejeitada e depois de muito causar pela cidade, elas voltam para o mar. Um mês depois retornam a superfície porque sua comida está acabando, aí descobrimos que é um golpe do governo para capturá-las. A conspiração militar não é aprofundada ao longo da temporada e é até esquecida. Um dos cientistas do laboratório que parecia ser um vilão na verdade é só um bobo que ficou encantando ao ouvir o canto de Donna e quer ouvi-lo de novo. Tem ainda Xander, amigo de Ben que é aquele típico personagem chato que só faz besteiras e não conseguimos torcer. Sem falar numa morte e luto que duraram dois episódios de um personagem que nem era tão importante para a história!
Temos ainda a senhora misteriosa que entende tudo de sereias: Helen. Aí lá para o final da temporada temos um tritão e uma sereia que vem junto com Donna buscar Ryn de volta, mas quando a encontram revelam que era uma "pegadinha do Mallandro" e eles são hunters aquáticos que querem matar nossa protagonista porque ela está muito tempo com os humanos. Aí temos várias cenas de perseguição, tiroteio, lutas, tentativas de assassinato pela cidade à noite. Detalhe que parece uma cidade abandonada porque não tem uma alma na rua e no outro dia alguns personagens nem sabiam que teve toda essa confusão e barulheira na cidade! Apesar desses furos é aí que a série volta a ficar mais emocionante, pena que como tudo é resolvido depois é bem fraco, inclusive com uma morte desnecessária.
No último episódio parece que os roteiristas não tinham mais o que inventar e resolvem tirar do éter o plot que ouvir o canto da sereia faz a pessoa ficar obcecada a ponto de querer se matar. Algo que é resolvido em minutos. Os efeitos especiais são fracos, com exceção de alguns nos primeiros episódios. O final termina bem sem graça e sem aquele gancho que nos deixa ávidos para a próxima temporada. Mas a série não é ruim. Eu que esperava mais mesmo! Acho que o problema é que ela aparentava ser uma algo mais dark e terror sobre as sereias, mas em momento algum causa medo e se debanda pelo lado mais teen e leve, sem muitos desdobramentos e reviravoltas fantásticas.
O que salva Siren são os protagonistas. Não tem como não gostar de Ryn, torcer e até rir com sua ingenuidade. Ben e Maddie também são aqueles que nós gostamos logo de cara apesar de algumas burradas que seus personagens cometem. Esse triângulo amoroso promete, porque ambos desenvolvem uma amizade muito bonita e fica difícil torcer por um dos casais. Passado o hype dos primeiros episódios, posso dizer que Siren começou bem, mas foi se perdendo ao longo dos 10 episódios da sua primeira temporada. Apesar dos problemas Siren é uma série que merece ser vista se você espera algo mais light sobre sereias e que vale a pena pelos personagens principais. A série consegue te envolver, só não vá achando encontrar nada de muito excepcional. E que venha a segunda temporada e traga melhoras! Se você já viu a série comente aí o que achou! Até a próxima!
Fala
galera! Voltei e hoje vou falar sobre uma série que prometia muito, mas
infelizmente ficou só na promessa mesmo, afinal depois de 1 temporada, a
FreeForm resolveu cancelar Dead of Summer, devido a baixa audiência. Escrita pelos
criadores de Once Upon A Time e dirigida por pessoas que trabalharam em
Sexta-Feira 13 e Halloween, a série não conseguiu manter o público deixado pela
antecessora Pretty Little Liars. Mas apesar disso, confere aí porque você merece dar uma chance para a história!
A
proposta da série era meio que fazer um slasher dos anos 80 num acampamento de
verão, misturando elementos sobrenaturais para ficar mais atual e pop. Então se
você espera ver um assassino à solta matando campistas enquanto eles fazem uma
fogueira, pode tirar o seu cavalinho da chuva! Tudo começa quando em 1989, Deb
resolve reabrir o Acampamento Stillwater após anos. Ele contrata vários jovens
para trabalharem como monitores, todos ex-campistas, exceto pela novata Amy que
aceita o trabalho para tentar superar uma tragédia pessoal. Um dia antes das crianças chegarem ao local,
um corpo é encontrado no lago. E a partir daí começam a surgir vários
acontecimentos estranhos e paranormais.
O episódio piloto foca em Amy e em sua dificuldade para fazer amigos por durante toda a
sua vida não sentir-se parte de um grupo. O segundo episódio é focado em Alex, que é filho de imigrantes russos e tenta fugir da discriminação nos EUA.
Já no terceiro episódio o foco é para Cricket e sua relação com o próprio
corpo em busca de aceitação. E assim vamos aprendendo mais sobre esses jovens a
cada semana. Muito antes da transexualidade ser mais debatida, a série abordou
o assunto com a jovem transexual Drew. Temas como suicídio,
tortura psicológica e culto satânico (prepara-se para tábuas ouijas, exorcismos
e etc) também são discutidos durante os episódios.
Vamos
descobrindo ao longo dos episódios mais sobre o passado de cada um dos
monitores em seus acampamentos, conhecemos mais sobre seus segredos e sua vida
atual. E ainda percebemos que o mal do lugar é mais espiritual e não um psicopata.
Isso pode quebrar um pouco as expectativas, mas a série consegue nos prender pelo caminho que a história é conduzida.
Uma outra coisa legal da série é que ela mata seus protagonistas sem dó nem piedade no
decorrer da trama, algo bem diferente de outras produções teen do gênero. Claro
que a maquiagem e efeitos especiais (que viram defeitos especiais) não são lá
aquelas coisas, até sendo um pouco toscos, mas nada que não possa ser relevado.
Não
quero dar spoilers, mas a season finale entrega uma outra ‘final girl’ e é
recheada de bons momentos de perseguição. As surpresas nos episódios finais nos
fazem esquecer os problemas da série e torcer muito pelos últimos
sobreviventes! Uma coisa é certa: os últimos episódios promovem um master-blaster
plot twist e tem tantas reviravoltas que compensam e salvam a série toda!
Assistam!
Se você já viu a série comente aí o que achou! Até a próxima!
Géssica Marques é blogueira, escritora e designer (formou-se em Design Gráfico pela UFG). Publicou seu primeiro livro "Porcelana - Rubrum Luna" em 2017 e atualmente participa nas seguintes antologias: Demontale, Vilões?, Zodíaco, Ninguém vai sobreviver e Presentes Perigosos. Adora ler, ver séries, filmes, animes e jogar.