Cantinho Geek: Editora HarperCollins
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10 janeiro, 2019

[Resenha] Bruto e apaixonado - Janice Diniz
janeiro 10, 20190 Comentários

Bruto e apaixonado é um livro nacional da autora Janice Diniz que foi publicado pela editora Harlequin e eu pude conhecer pessoalmente a autora junto com a Sue Hecker em um evento de autógrafos que teve em Goiânia. Infelizmente, nessa época eu ainda não tinha o seu livro de lançamento Bruto e apaixonado para autografar.

Confesso que não sou chegada a cowboys, sertanejo ou rodeio. Mas como se tratava de um romance hot e com um tema que eu ainda não tinha me aventurado, resolvi ler e ver como era. A leitura é muito agradável, os cowboys ainda não me impressionam e não me chamam nenhum pouco a atenção (desculpe, cabritas, mas não rolou), mas eu gostei bastante de acompanhar a história de Mário e Natália.


Mário mora em um vilarejo de seis mil habitantes chamado Santo Cristo, acontece que a cidade vive em torno de uma fábrica de parafusos que acabou de ser vendida e cabeças vão rolar, digo, demissões em massa vão rolar. Porém o povo - pacato - tem medo da mudança e quer que a empresa TWA - que comprou a fábrica - se mande dali.

Natália é filha do CEO da TWA, mas o pai não dá nenhum crédito a filha e ela acaba indo a Santo Cristo para fazer as demissões querendo demonstrar que dá conta do recado. Só que o pessoal está muito hostil e planejam fazer de tudo para que ela vá embora da cidade. Assim, antes de Natália chegar, os moradores fazem uma reunião para decidir o que fazer a respeito e pedem a ajuda de Mário Lancaster, pois sua família é antiga e muito bem vista ali.


Mário não se importa com o que está acontecendo, mas para que o povo largue de encher o seu saco, ele diz que vai ajudar se for mulher. Ele falou da boca para fora e o povo acreditou. Quando Natália chega, a primeira coisa que o dono do hotel faz é ligar para Mário avisando que ela chegou, claro que ele não quer ir, mas ao ver uma foto dela se sente instantaneamente apaixonado e resolve ir até lá.

Sendo uma empresária que mora em São Paulo, Natália nota que Santo Cristo é o fim do mundo, com nada a ser feito. Ela conhece Mário quando ele vai até o hotel e ele ajuda a lhe informar onde tem o sinal de celular. Essas cenas são muito engraçadas, pois Natália não está com um pingo de paciência para lidar com a cidadezinha e nem com os "roceiros".

No fim, Mário conta que Natália corre risco pois a cidade quer a cabeça dela, e ele irá ajudá-la. Após notar que o relato é verdade e ser expulsa do hotel onde estava, Natália resolve acreditar e confiar em Mário e passa a ficar na casa dele por uma semana até ela resolver as pendências na fábrica.


A tensão sexual que rola entre eles é nítida. Desde o primeiro olhar eles já queriam se pegar, mas Natália dava um fora a cada investida do cowboy. Me afeiçoei aos dois, gostei do jeito de Natália e um pouco do jeito bruto do Mário.

O livro tem algumas situações que eu estranhei, aconteceu tudo muito rápido entre eles, e achei até que algumas atitudes eram contraditórias, mas nada que estragasse a leitura. As cenas hot são bem cruas, então se você se incomoda com palavras pesadas acredito que ficará com um pé atrás neste livro, mas não se preocupe, pois são poucas as cenas de sexo.

Bruto e apaixonado realmente é um livro voltado para o público que gosta da questão de rodeios e de um bom macho que sabe lidar com um touro na arena. Uma a leitura bem divertida e rápida.



Avaliação:
3/5

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01 setembro, 2018

Top comentarista de Setembro
setembro 01, 2018 9 Comentários

Olá geeks! No mês de agosto não deu para fazer o top comentarista devido à Bienal do Livro e diversos outros motivos, mas cá estamos nós de novo no mês de setembro! Dessa vez, o ganhador poderá escolher entre Os Imortalistas da editora HarperCollins e Uma Dama fora dos padrões da editora Arqueiro.

05 agosto, 2018

[Resenha] As Elizas — Sara Shepard
agosto 05, 2018 2 Comentários

Embora já tenha ouvido falar da série Pretty Little Liars, nunca me interessei o bastante para encarar as 7 temporadas disponíveis. Portanto, meu primeiro contato com o trabalho de Sara Shepard foi quando escolhi As Elizas como nova leitura.

O que me chamou atenção inicialmente foram as comparações. As principais propagandas apontavam para um suspense tão bom quanto os de Hitchcock, de quem gosto bastante. Portanto, livro prometia ser um prato cheio para um dos meus estilos favoritos de narrativa e, veja só, a promessa foi cumprida!

As Elizas conta a história de uma jovem autora, Eliza Fontaine. Eliza é uma autora estreante que terá um livro publicado em breve. A obra, intitulada "As Dots" se torna, então, um livro dentro do livro e prossegue seu desenvolvimento de acordo com os acontecimentos misteriosos da vida de Eliza.



As narrativas são alternadas: nas passagens de As Dots, conhecemos a jovem Dot e sua tia, Dorothy, em uma ágil narrativa em terceira pessoa. As personagens em as Dots são bastante carismáticas e a situação que vivenciam acaba ligando facilmente o leitor a elas.

Já nas passagens de Eliza, narradas em primeira pessoa, a coisa é um pouquinho diferente. Eliza não é exatamente uma personagem com a qual conseguimos simpatizar facilmente, o que só é agravado pela sua possível loucura e comportamento autodestrutivo. Eliza, aliás, nem faz questão de parecer alguém agradável. Ela mesma aponta seus defeitos e denuncia diversas ações tomadas deliberadamente para prejudicar terceiros. Não vejam, porém, isso como algo negativo: a maior parte das ações e comportamentos fazem parte do desenvolvimento da personagem e a forma como Sara Shepard construiu isso foi realmente incrível.

Os personagens secundários também têm seu carisma, com destaque para o esquisitíssimo Desmond, que é uma mistura de galã feio com alívio cômico.

O livro mistura teorias da conspiração, suspense psicológico e um clima investigativo onde todo mundo pode ser suspeito de estar tentando assassinar Eliza.

A tradução é de Elisa Nazarin é de ótima qualidade, algo que realmente precisa ser apontado entre as grandes editoras nos últimos anos.




O volume tem 384 páginas e foi lançado apenas em e-book e brochura pela Harper Collins Brasil.
Se você for fã de cinema noir, talvez ache o final um tanto previsível. Aliás, o livro é cheio de referências ao cinema clássico e pode ser até considerado uma espécie de homenagem a ele, porém, adaptado para uma narrativa na Los Angeles moderna.

Mesmo se não estiver acostumado com as reviravoltas de suspenses e mistérios dos anos 40 e 50, certamente irá se deliciar com uma trama envolvente e cuidadosa, que deixa uma centena de pistas pelo caminho para que possa tentar resolver o mistério por conta própria.



Avaliação:
4/5

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20 julho, 2018

[Resenha] Os Imortalistas - Chloe Benjamin
julho 20, 2018 12 Comentários




Lançamento de junho de 2018 da Harper Collins, Os Imortalistas é um livro surpreendente, maravilhoso, e que aqui no Cantinho Geek pode ser seu. Leia mais sobre ele na nossa resenha e participe do nosso sorteio de top comentaristas do mês clicando aqui. Aproveite para participar enquanto ainda dá tempo!

No livro, que já figurou a lista de mais vendidos do The New York Times, os quatro irmãos Gold são parte de uma família judaica que vive em Nova York. Embora isso possa parecer algo bacana visto hoje, no ano de 1969 não era bem assim. Nova York era uma cidade bastante perigosa e diferente do polo turístico atual.
Filhos de uma secretária e um alfaiate, os Gold não tinham muito dinheiro e dividiam um quartinho apertado, onde duas beliches se espremiam e exigiam um contato muito próximo, mesmo que eles tivessem personalidades muito diferentes.


Varya, Daniel, Klara e Simon ainda estão entre a infância e início da adolescência. Cada um tem uma característica distinta: Varya é a irmã certinha, Daniel o rapaz corajoso, Klara a mocinha que quer saber mais sobre as raízes da família e adora mágica e Simon, o caçula de apenas 7 anos, é o queridinho de todos. Eles visitam uma vidente que diz ser capaz de prever quando cada um deles irá morrer. A exigência dela, porém, é que cada irmão tenha sua consulta individualmente. Por isso, durante muitos anos, os irmãos Gold não sabem o que a vidente disse para cada um.
A questão “se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida?” aparece na sinopse do livro e é quase um resumo da temática dele.

Escrito inteiramente em terceira pessoa, Os Imortalistas é dividido em 5 partes. Cada uma focada em narrar a vida de um dos irmãos Gold e contando como o encontro com a cartomante afetou individualmente o destino deles.
Através dos Gold, conhecemos intimamente a realidade de diversas partes dos Estados Unidos desde os anos 70 até o momento atual. Convivemos com seus medos, dúvidas e a ansiedade crescente por uma data onde tudo terá um fim — mesmo sem saber com certeza se a profecia se concretizará ou não. É impossível não se pegar torcendo para que a vidente seja apenas uma charlatã. O livro faz com que você se apegue à família e torça pelos Gold, ou pelo menos pela maioria deles.
Apesar de o nome trazer uma ideia um tanto mística para o livro, ele é muito calcado na realidade e traz principalmente elementos de drama e um tanto de suspense. Em alguns momentos, você chega a quase esquecer que há uma contagem regressiva para cada personagem e acaba focando nos dramas atuais de cada um deles.

Há também uma série de pequenas adições interessantes e que podem variar muito de personagem para personagem, como o mundo da dança, do vaudeville, ilusionismo, pesquisas genéticas, além de discussões importantes, como alcoolismo, depressão, suicídio, homofobia, maternidade, TOC e a forma como o HIV surgiu nos anos 80. Tudo tratado de forma respeitosa e responsável.
A trama toda claramente envolve muita pesquisa e cuidado para amarrar alguns momentos com acontecimentos históricos. A própria autora, inclusive, trata de nos confundir  um pouquinho, mas sem nunca deixar de solucionar plausivelmente e amarrar cada ponta que tenha deixado solta.
Li o livro em apenas um fim de semana e me apaixonei pelas melhores características de cada um dos Gold.


Não dá pra deixar de citar que a Harper Collins caprichou nessa edição! Como podem ver nas fotos, ela foi feita em capa dura e impressa em papel de ótima qualidade. A arte de capa é linda e tem um acabamento fosco charmoso, mas que pode deixar marquinhas de dedos na superfície. De qualquer forma, basta um pano levemente úmido para deixá-la como nova outra vez.
Talvez a capa e sinopse dêem uma falsa impressão de algo mais voltado para o terror ou suspense sobrenatural, então é importante deixar claro que não é o caso. Os Imortalistas é um drama familiar muito mais agarrado à realidade, mas com doses de suspense e até de investigação policial.


A diversidade temática pode abraçar muitos públicos, uma vez que acompanha os personagens que transitam desde a adolescência da década de 80 até os dias atuais.
Esse é o primeiro livro de Chloe Benjamin traduzido para o português brasileiro, mas seria um desperdício se fosse o único (fica a dica, viu Harper Collins Brasil?). A tradução, aliás, foi muito bem feita e adaptada para a nossa língua, o que torna a leitura mais fácil e agradável.
Então se você gosta de ficção contemporânea, corre para comprar o seu ou tente participar do nosso sorteio!


Avaliação:
5/5
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01 julho, 2018

Top comentarista de Julho
julho 01, 2018 8 Comentários

Olá geeks! Já são três anos de blog e nunca fizemos um top comentarista, mas isso não quer dizer que não podemos tentar, não é mesmo? Para começar, o ganhador do top comentarista de Julho poderá escolher entre os livros: A Guardiã da autora Laís Lacet e Os Imortalistas da autora Chloe Benjamin. O livro A Guardiã já foi resenhado aqui no blog e indicado como um dos cinco livros que você precisa ler em 2018. Já Os Imortalistas é o novo lançamento da editora HarperCollins Brasil.

Você sabe como funciona um top comentarista?
Para participar a pessoa tem que comentar em todos os posts que serão postados durante o mês de Julho. Tem que ser todos ou será desclassificado. Os comentários tem que mostrar que realmente leu, comentários vagos não serão contabilizados. O participante também deve preencher um formulário que vou listar nas regras abaixo.

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  • Comentar em todos os posts do mês de Julho, a pessoa que tiver comentado em todos irá ganhar, caso haja mais de um vencedor o prêmio será sorteado entre eles.

Observações:
  • O participante deve ter endereço de entrega no Brasil;
  • O Cantinho Geek não se responsabiliza por extravios ou endereços incorretos passados pelo vencedor, e um novo prêmio não será enviado nesses casos.
  • O envio será feito pelo blog em até 30 dias depois que divulgado o resultado.
  • O resultado será divulgado até o dia 15/08.
  • Só serão aceitos comentários feitos até as 23h59 do último dia do mês em vigência.
  • Os comentários podem ser feitos pelo Blog ou pelo aplicativo de comentários do Facebook.
  • O não cumprimento de algumas das regras acarretará na desclassificação.
  • O ganhador terá 24h para responder o e-mail e reinvidicar o seu prêmio, do contrário o prêmio será passado para outro ganhador.
  • Será apenas um ganhador e ele poderá escolher entre os dois livros oferecidos.