Cantinho Geek: 4 Estrelas
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12 abril, 2019

[Resenha] Até Onde o Amor Alcança de Júlio Hermann
abril 12, 20190 Comentários
Olá, Geeks! Como estão?

Hoje vou falar um pouquinho sobre este livro maravilhoso do escritor Júlio Herman. Até Onde o Amor Alança nos traz pequenos fragmentos de textos de amores vividos, de partidas, de chegadas e das saudades de alguém. Na verdade, ele traz também uma imensa reflexão sobre o redescobrimento de si próprio ao fim de uma relação ou ao estar em uma relação.


O amor é algo complexo e nem sempre termina com um final feliz. Ao invés de deixar o leitor em uma zona de conforto, o autor nos mostra a realidade sobre amores: nem sempre tudo é belo, mas também nenhuma dor é para sempre.

Os textos são viscerais e mexe com algo lá no fundo do coração do leitor. Pode te fazer lembrar de alguém especial, pode fazer você se identificar com a dor do narrador, pode fazer você até temer se machucar com alguém. Mas ele deixa uma reflexão forte de que podemos aprender muito com o amor, podemos aprender muito sobre as pessoas, e podemos aprender muito sobre nós mesmos. Todos sofreremos um dia ou já sofremos por alguém, por um fim de relacionamento, por uma drama amoroso, mas sempre há tempo para recomeçar, para reerguer-se.



Além de textos em prosa, há alguns poemas no decorrer do livro que é repleto de ilustrações maravilhosas, junto de uma diagramação muito boa. Além de todo o trabalho gráfico incrível, cada texto tem uma música, que acredito que seja para ouvir enquanto lê. E foi o que eu fiz. Escutei cada música lendo o texto e posso dizer que a experiência de leitura fica muito mais tocante, pois são músicas calmas e românticas, de certa forma. Até conheci músicas que adicionei à minha playlist, pois gostei muito.


Além do texto maravilhoso e do assunto abordado em cada um deles, a proposta das músicas foi algo que me chamou atenção. E claro, o design inteiro do livro é maravilhoso e rico em detalhes.

Avaliação: 4/5


04 fevereiro, 2019

[Resenha] A Grande Solidão de Kristin Hannah
fevereiro 04, 2019 2 Comentários

Olá, Geeks! Hoje trago a resenha do livro "A Grande Solidão" de Kristin Hannah, que com certeza fez com que eu me transportasse para o Alasca e sentisse profundamente cada detalhe da narrativa.

Após voltar da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright vai com a família para o Alasca, depois ter ganho uma propriedade de seu parceiro de guerra. Ernt é um homem que voltou totalmente diferente depois do período sombrio vivenciado no Vietnã e vive procurando por um lugar em que ele se sinta feliz novamente.



Cora, sua esposa, o segue rumo a essa nova terra, acreditando que fará bem ao marido, e sua filha Leni, vai junto, achando que será melhor para o pai e para a família. Quando chegam ao destino, são bem recebidos pelos vizinhos e conseguem se preparar para a chegada do inverno, que é a principal preocupação dos alasquianos, visto que uma noite no Alasca pode durar até 18 horas. É preciso ter todo um preparo com as cabanas e a alimentação, e é este o trabalho da família de Ernt de agora em diante.

No verão com dias longos e ensolarados, as coisas se passam muito bem e Cora começa a frequentar o colégio da região e conhece Matthew, que se torna um grande amigo e uma paixonite dela. No inverno, as coisas começam a piorar, pois Cora nota que o pai vem ficando violento demais em relação a sua mãe, trazendo tristeza para toda a família.



O livro é escrito em terceira pessoa e se passa principalmente pela perspectiva de Leni. A Grande Solidão nos mostra como podemos estar cercado por pessoas que amamos e ao mesmo tempo nos sentirmos tão sós. Kristin Hannah usa em sua história a temática envolvendo relacionamentos tóxicos e violência doméstica.

É o primeiro livro da autora que leio e posso dizer que sua forma de escrita realmente nos transporta para cada pedaço do Alasca, seja em suas paisagens tanto de verão quanto de inverno. Conhecemos os costumes, as dificuldades e sentimos até o gelo em nossas mãos.




Avaliação: 4/5

05 novembro, 2018

[Resenha] Eu perdi o Rumo de Gayle Forman
novembro 05, 20180 Comentários
Olá, pessoal! Como estão?

Hoje irei falar do primeiro livro que li da autora Gayle Forman, que é famosa pelo livro Se eu Ficar, o qual eu apenas assisti o filme.


Escolhi esse título, primeiro, porque ele me chamou a atenção e depois porque eu tinha curiosidade de ler algo dessa autora e conhecer um pouco sobre sua forma de escrita e de narrativa.

Confesso que no inicio demorei para me situar no enredo e no objetivo da história, ao meio comecei a achá-la fraca, mas no fim, ela me fez chorar. E posso dizer que agora minha relação com esse livro é estranha. Eu, pessoalmente, não gosto de livros que sejam muito fantasiosos com a realidade e que tenham a narrativa muito "fácil" de se ler. Me peguei duvidando de algumas coisas que aconteceram no livro, mas no fim, ele bateu um pouco com a realidade que estou vivendo.

Mas vamos ao enredo: conhecemos, então, Freya, que é uma cantora que está perdendo a voz e passa por um drama em sua vida, que envolve a partida de seu pai e talvez, o fracasso de sua carreira. Conhecemos depois Harun, que mora na região do Paquistão e descobre sobre sua verdadeira sexualidade. E por fim, conhecemos Nathan, que passa por um drama familiar envolvendo seu pai. Por fim, todos com seus problemas, que de certa forma, envolvem seus familiares.


Houve um pequeno acidente. Freya caiu em cima de Nathan e Harun presenciou tudo. Eles não se conheciam e dentro desse acontecimento, eles acabam passando um dia juntos e se tornando um tipo de refúgio um para o outro.

No desenrolar da história, que fala um pouco sobre cada drama que os personagens estavam vivendo, vamos adentrando à realidade de cada um: seus medos, suas tristezas e a ordem de suas perdas. O livro fala sobre dramas de pais que abandonam filhos, de pais que podem não aceitar seus filhos e de pais que podem ser maravilhosos, mas que podem trazer problemas. Esse foi o paralelo que tracei dentro das três narrativas.



Mas o que me chamou mais atenção foi o drama de Nathan. O que me fez me emocionar foi o drama de Nathan. Eu me identifiquei muito com a situação dele e me emocionei demais, tanto que no meu dia a dia, algumas frases que ele fala ao final do livro, ficam na minha cabeça e eu acabo por me emocionar.

Eu recomendaria esse livro para pessoas que de certa forma estão perdendo o rumo com alguma situação familiar. Eu penso que se eu não estivesse em uma situação de identificação, eu não iria gostar dele, pois a leitura tem a ver com empatia, projeção e identificação.

Seu ponto fraco foi a narrativa "fácil" demais, porém difícil de situar o leitor e o ponto forte é seu final triste, surpreendente, que abala qualquer pessoa que esteja passando por uma situação difícil e de perda.



Avaliação: 4/5 Estrelas 
Autor: Gayle Forman
Tradução: Mariana Serpa
Editora: Arqueiro
Ano: 2018

30 outubro, 2018

[Filme] A Freira
outubro 30, 2018 8 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje irei falar sobre o filme A Freira! O longa se tornou a maior bilheteria da franquia Invocação do Mal e ainda uma das maiores do ano. Confesso que nunca assisti todos filmes da série por motivos de tenho um certo medo de filmes de espíritos e demônios, mas estou vencendo aos poucos. Se você assim como eu não viu os outros, pode assistir esse filme e ainda assim entender a história. Assisti Annabelle 2 e quase morri do coração com a aquela bonequinha do capeta!


Apesar da expectativa alta em relação a esse filme, cada vez que via aquela pegadinha do Silvio Santos, não conseguia levar aquela Freira muito a sério (inclusive um amigo meu participou dela). Confira aí: 


A história volta no tempo, lá para a década de 50, e mostra um entregador chamado Frenchie (Jonas Bloquet) encontrando o corpo de uma freira enforcado em um velho convento. Após ser informada do acontecido, a Igreja envia o padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) para averiguar o que houve e se o lugar ainda é sagrado.


Os cenários são ótimos. O castelo na Romênia traz aquela sensação de terror clássico e a iluminação sombria também ajuda a manter esse clima. Com relação aos sustos, temos muitos! A capirota dessa freira conseguiu arrancar uns gritos meus (me julguem). Mas esperava mais, achei que ficaria sem dormir e tal. E não foi o que aconteceu. Os fãs de filmes assim também comentaram que ficaram um pouco decepcionados quanto a isso. Mas temos todos aqueles clichês que funcionam bem: cruzes invertidas e em chamas, pentagramas e possessões. A cena de Frenchie sendo atacado seguida pelo padre Burke enterrado e batendo na tampa do caixão pedindo ajuda e Irene tentando resgatá-lo e dar agonia e pulos!


Os personagens são muito carismáticos: shippei a noviça Irene com o Frenchie. Ele inclusive é o alívio cômico do filme e (tirando sua coragem em alguns momentos) seria eu todinho nessas horas, muito eu na vida! Apesar de ter prometido ser “o capítulo mais sombrio da franquia Invocação do Mal” eu não achei tudo isso, mas ainda assim é bom filme e vale a pena o ingresso. Tem todos aqueles elementos que gostamos e várias reviravoltas. E você, já assistiu A Freira? Conta pra gente o que achou nos comentários!



Por: Rodrigo Fonseca
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18 agosto, 2018

[Filme] Megatubarão
agosto 18, 2018 8 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje irei falar sobre o filme Megatubarão (The Meg) que está nos cinemas. O que esperar de um filme com um tubarão gigante sendo enfrentando pelo ícone dos filmes de ação, Jason Statham? Tiro, porrada e bomba! É um filme B, mas com muita ação, suspense (sustos) e excelentes efeitos especiais! E pasmem, o filme é inspirado em um LIVRO de Steve Alten.


No longa, Statham é Jonas (captaram a referência?), um mergulhador especialista em resgates que está “aposentado” após um incidente no passado onde não conseguiu salvar alguns integrantes de uma tripulação e ainda foi acusado de ser louco por afirmar que havia uma criatura gigante naquelas águas profundas.


Anos depois, uma nova estação submarina de pesquisas científicas é atacada por essa mesma criatura e ele é convocado para salvar essas pessoas, sendo que uma delas é sua ex-mulher. E lá eles encontram o tubarão pré-histórico com mais de 25 metros de comprimento, o Megalodon!


E então eles precisam tentar uma forma de enfrentar a criatura e impedi-la de fazer um estrago muito maior. O filme tem muitas cenas de humor e apesar de ser longo, consegue nos prender e tem algumas reviravoltas e cenas muito legais. Sabe aqueles filmes para ver com a galera e se divertir? Esse é um deles.


Temos todos aqueles clichês do gênero que funciona: o ricaço ambicioso e que está financiando a expedição, a mocinha corajosa (Li Bingbing), o alívio cômico (Page Kennedy), o melhor amigo (Cliff Curtis), a inteligente que manja de informática (Ruby Rose) e a criança fofinha e que é mais legal e madura que muitos adultos (Sophia Cai).


Apesar de todos aquelas coisas que já vimos em filme do gênero e de muitas coisas serem até previsíveis, o filme vale a pena pelas referências, pela ação, efeitos especiais e diversão que proporciona.


E você já assistiu? Conta para a gente o que achou nos comentários!



Por: Rodrigo Fonseca
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