Cantinho Geek: Suspense Policial
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22 abril, 2019

[Resenha] Quando ela desaparecer - Victor Bonini
abril 22, 20190 Comentários
Fala galera! Hoje eu trago a resenha do livro "Quando ela desaparecer" de Victor Bonini e publicado pela Faro Editorial. Posso dizer com toda a certeza que esse livro entrou para a lista dos meus preferidos e é um dos melhores que li esse ano. Para vocês terem uma ideia, li 50 páginas no primeiro dia e 220 no outro! Simplesmente não conseguia parar de ler! Victor criou uma história com uma maestria que poucas vezes li em toda minha vida. Tudo se encaixa, não fica nenhuma ponta solta importante e nos surpreende o tempo todo. Por muitas vezes fiquei em dúvida se tudo aquilo não era real, se Kika existiu de verdade e se toda aquela história aconteceu (confesso que até pesquisei no Google). 


É um livro-reportagem feito por Sarah Meireles que acompanhou todo o desenrolar desse caso que chocou não só os cecapianos, mas todos nós que lemos essa obra-prima. Kika é uma jovem que desperta amores e ódio na mesma intensidade por onde passa. No passado, ela sobreviveu por um milagre a uma tragédia e agora quando desaparece sem deixar rastros nem os mais esperançosos acreditam que o milagre irá se repetir. Conhecemos mais sobre Kika através dos depoimentos, relatos do passado e do presente durante o livro, mas a presença da sua ausência é muito forte durante toda a história. Ficamos ávidos por saber o que aconteceu com ela de verdade, descobrir quem é o culpado e se a jovem será encontrada com vida. E a cada nova descoberta da investigação ou nova testemunha que surge vamos entendendo mais sobre o passado da garota Miss Guarulhos Juvenil. Segredos vem à tona e são revelados que causam as mais diversas emoções em nós, leitores: medo, repulsa, ódio, tristeza, dor, compaixão.


Assim como os moradores do Cecap e o Edu Pamonha nos perguntamos: "Cadê a Kika?", "Cadê Justiça?". Quando outra morte surge na história, nossa mente para que vai explodir com o turbilhão de perguntas sobre quem é assassino. Montei várias teorias durante a leitura, assim como o delegado Lauro e vi todas serem reduzidas a pó a cada nova página e revelação da história. Três personagens são tão importantes que fazem a história ser o que é: justamente o delegado Lauro e seu desespero em resolver o caso; a inteligência do detetive Bardelli (inclusive preciso ler os outros livros que ele aparece) e a mãe da nossa protagonista, dona Maria João. Essa mãe é a chave para esse enredo conseguir nos tocar tanto. Sua dor em busca de respostas se sua filha está viva e quem fez isso com ela nos faz querer ajudar a polícia a resolver logo este caso.


Tenho certeza que você vai terminar este livro assim como eu: C-H-O-C-A-D-O. Um reviravolta final que nos deixa completamente zonzos e depois que a explicações chegam percebemos que tudo estava ali o tempo todo! Que plost twist maravilhoso! Que livro sensacional! Se você ama um bom suspense precisa ler esse livro. Super recomendo. Kika jamais irá sair da sua memória. Ela jamais vai desaparecer de sua mente após conhecer a história dela.

Por: Rodrigo Fonseca
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05 agosto, 2018

[Resenha] As Elizas — Sara Shepard
agosto 05, 2018 2 Comentários

Embora já tenha ouvido falar da série Pretty Little Liars, nunca me interessei o bastante para encarar as 7 temporadas disponíveis. Portanto, meu primeiro contato com o trabalho de Sara Shepard foi quando escolhi As Elizas como nova leitura.

O que me chamou atenção inicialmente foram as comparações. As principais propagandas apontavam para um suspense tão bom quanto os de Hitchcock, de quem gosto bastante. Portanto, livro prometia ser um prato cheio para um dos meus estilos favoritos de narrativa e, veja só, a promessa foi cumprida!

As Elizas conta a história de uma jovem autora, Eliza Fontaine. Eliza é uma autora estreante que terá um livro publicado em breve. A obra, intitulada "As Dots" se torna, então, um livro dentro do livro e prossegue seu desenvolvimento de acordo com os acontecimentos misteriosos da vida de Eliza.



As narrativas são alternadas: nas passagens de As Dots, conhecemos a jovem Dot e sua tia, Dorothy, em uma ágil narrativa em terceira pessoa. As personagens em as Dots são bastante carismáticas e a situação que vivenciam acaba ligando facilmente o leitor a elas.

Já nas passagens de Eliza, narradas em primeira pessoa, a coisa é um pouquinho diferente. Eliza não é exatamente uma personagem com a qual conseguimos simpatizar facilmente, o que só é agravado pela sua possível loucura e comportamento autodestrutivo. Eliza, aliás, nem faz questão de parecer alguém agradável. Ela mesma aponta seus defeitos e denuncia diversas ações tomadas deliberadamente para prejudicar terceiros. Não vejam, porém, isso como algo negativo: a maior parte das ações e comportamentos fazem parte do desenvolvimento da personagem e a forma como Sara Shepard construiu isso foi realmente incrível.

Os personagens secundários também têm seu carisma, com destaque para o esquisitíssimo Desmond, que é uma mistura de galã feio com alívio cômico.

O livro mistura teorias da conspiração, suspense psicológico e um clima investigativo onde todo mundo pode ser suspeito de estar tentando assassinar Eliza.

A tradução é de Elisa Nazarin é de ótima qualidade, algo que realmente precisa ser apontado entre as grandes editoras nos últimos anos.




O volume tem 384 páginas e foi lançado apenas em e-book e brochura pela Harper Collins Brasil.
Se você for fã de cinema noir, talvez ache o final um tanto previsível. Aliás, o livro é cheio de referências ao cinema clássico e pode ser até considerado uma espécie de homenagem a ele, porém, adaptado para uma narrativa na Los Angeles moderna.

Mesmo se não estiver acostumado com as reviravoltas de suspenses e mistérios dos anos 40 e 50, certamente irá se deliciar com uma trama envolvente e cuidadosa, que deixa uma centena de pistas pelo caminho para que possa tentar resolver o mistério por conta própria.



Avaliação:
4/5

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26 julho, 2018

[Série] O Bosque
julho 26, 2018 17 Comentários
Fala galera! Hoje vou falar sobre uma série curtinha (apenas 6 episódios) que está disponível no catálogo da Netflix: O Bosque (La Florêt). A produção francesa ganhou um prêmio no Festival de TV de La Rochelle 2017 e foi escrita por Delinda Jacobs e dirigida por Julius Berg.


A história se passa numa pequena e isolada cidade localizada no sul da França, com uma floresta densa e cheia de histórias sinistras. Tudo começa quando Jennifer (Isis Guillaume), uma jovem de 16 anos, desaparece no meio da noite depois de entrar na floresta. O capitão Gaspard Deker (Samuel Labarthe) recém-chegado na cidade começa a liderar a investigação com ajuda da policial Virginie Musso (Suzanne Clément). Por ser uma cidade pequena, todos se conhecem. A professora Eve Mendel (Alexia Barlier) que tem um passado misterioso resolve ajudá-los nas buscas porque percebe o comportamento estranho que seus alunos tem demonstrado nos últimos tempos.


A partir daí descobrimos várias mentiras, trapaças e crimes do passado vem à tona. O que no começo parece uma rebeldia adolescente se mostra algo bem mais grave com o decorrer dos episódios. Tirando o primeiro episódio que demora muito apresentando os personagens, os outros são mais ágeis. Não temos aquela sensação de alguns episódios enrolam. O mistério fica em torno de saber quem é o responsável pelos crimes.


O problema de "O Bosque" são os personagens. Eles não são muito carismáticos e não conseguimos nos envolver tanto na história e nem torcer muito por eles. E também a identidade do killer apesar de ser surpreendente não causa tanto impacto porque o personagem mal aparecia. Outra coisa que incomoda são as conveniências do roteiro, como sempre ter alguém na hora certa e no lugar certo para impedir determinado fato ou algumas descobertas que são feitas quase de forma mediúnica. Coisas que ninguém seria capaz de descobrir são expostas, praticamente tirando uma agulha do palheiro.


Esteticamente a série é bonita, aborda questões interessantes e temas como prostituição de menores. No geral, a série é boa. É um suspense policial bacana até. Só peca pelo desenvolvimento. Um ponto positivo é que tudo é explicado e resolvido sem deixar pontas soltas ou dúvidas. E você, já assistiu? Conta aí para a gente nos comentários o que achou!


Por: Rodrigo Fonseca
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10 julho, 2018

[Série] The Sinner
julho 10, 2018 20 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje vamos falar da série The Sinner (A Pecadora), minissérie da USA Network baseada em romance policial da escritora alemã Petra Hammesfahr e que está no catálogo da Netflix. O livro homônimo foi publicado no Brasil pela Novo Século Editora.


Somos apresentados a Cora Tannetti (Jessica Biel) casada com Mason (Christopher Abbott), mãe do menino Laine (Grayson Eddey) de três anos e moradora de uma pacífica e pequena cidade no interior de Nova York. Um belo dia, quando está na praia com a família descascando uma fruta, ela se levanta e mata com sete facadas Frankie Belmont (Eric Todd), um homem que nunca viu na vida. Ou aparentemente nunca viu.


É aí que a história começa a se desenrolar. Já sabemos quem matou. Agora precisamos entender o porquê. Logo de cara ficamos sem entender porque Cora matou aquele desconhecido após ouvir uma música que a deixou transtornada. E ao longo dos episódios vamos descobrindo novos detalhes desse acontecimento e do passado de Cora que vão se conectando com o crime que ela cometeu.


Conhecemos sua infância e sua relação com seus pais e sua irmã Phoebe (Nadia Alexander). Descobrimos que Cora esconde um passado muito sombrio e misterioso e que ela não consegue lembrar de muitas coisas. E aí que entra o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman). Ele percebe que há algo de errado na história e com seu faro investigativo começa a buscar uma resposta para o assassinato. Cora se recusa a qualquer direito de defesa e quer ser condenada pela morte de Frankie. A atuação de Jessica Biel é irretocável e ela está excelente no papel.


A série vai nos prendendo, nos envolvendo e a cada episódio ficamos mais curiosos para entender o motivo real de Cora ter matado Frankie. E aí chegamos no episódio 7. O que foi aquele episódio? Ficamos chocados, sem ar com a grande revelação e tudo faz sentido então. O oitavo e último fecha tudo com chave de ouro e torna a série uma das melhores que já vi. Super recomendo a série! Assistam! Vale muito a pena! Se você já assistiu comenta aí o que achou.


Trailer da primeira temporada:




A próxima temporada será uma nova história, mas mantem o detetive Ambrose. Confira aí o trailer:


Por: Rodrigo Fonseca
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07 julho, 2018

[Resenha] Volta para Casa de Harlan Coben
julho 07, 2018 7 Comentários
Olá, Geeks! Como estão?

Hoje vou falar um pouquinho sobre o livro "Volta para Casa" de um dos meus autores favoritos: Harlan Coben!


Harlan Coben para mim é um dos melhores escritores de suspense da atualidade e Volta Para Casa é um suspense muito intenso, cheio de revelações e reviravoltas, que é uma característica marcante nas histórias do autor.

A narrativa nos conta sobre dois meninos que desapareceram 10 anos atrás em um bairro de Nova Jersey e após o pedido de resgate dos sequestradores, estes garotos nunca mais foram vistos. Depois de todo esse tempo, Myron e seu companheiro Win, acham ter encontrado um deles: Patrick.

Dentro desse acontecimento, Myron e Win passam por muitas situações perigosas em que precisam lidar com bandidos perigosos, deixando a trama enérgica e claro, deixando o leitor cada vez mais curioso e envolvido.



Uma característica de Coben que me chama a atenção em sua escrita, é o fato do livro possuir muitos diálogos, o que torna a leitura rápida, dinâmica e sem complicações e que ao mesmo tempo prende o leitor de forma incrível. Você começa a ler, logo já se passam 50 páginas. Outro ponto a ser observado é  que Myron e Win também me lembraram um pouco de Sherlock Holmes e Watson.





Como a história vem de uma série de Myron Bolitar, algumas referências a livros anteriores podem deixar o leitor sem entender, mas a narrativa em si é independente. Por isso, não se preocupem quanto a esse ponto, pois não é nada que estrague a leitura.

Se você gosta de ação, suspense e investigação policial, esse livro é um prato cheio!

Avaliação: 4/5