julho 26, 2018
Por Rodrigo Fonseca
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Fala
galera! Hoje vou falar sobre uma série curtinha (apenas 6 episódios) que está
disponível no catálogo da Netflix: O Bosque (La Florêt). A produção francesa
ganhou um prêmio no Festival de TV
de La Rochelle 2017 e foi escrita por Delinda Jacobs e dirigida por
Julius Berg.
A
história se passa numa pequena e isolada cidade localizada no sul da França, com
uma floresta densa e cheia de histórias sinistras. Tudo começa quando Jennifer (Isis
Guillaume), uma jovem de 16 anos, desaparece no meio da noite depois de entrar
na floresta. O capitão Gaspard Deker (Samuel Labarthe) recém-chegado na cidade
começa a liderar a investigação com ajuda da policial Virginie Musso (Suzanne
Clément). Por ser uma cidade pequena, todos se conhecem. A professora Eve
Mendel (Alexia Barlier) que tem um passado misterioso resolve ajudá-los nas
buscas porque percebe o comportamento estranho que seus alunos tem demonstrado
nos últimos tempos.
A
partir daí descobrimos várias mentiras, trapaças e crimes do passado vem à
tona. O que no começo parece uma rebeldia adolescente se mostra algo bem mais
grave com o decorrer dos episódios. Tirando o primeiro episódio que demora muito apresentando os personagens, os outros são mais ágeis. Não
temos aquela sensação de alguns episódios enrolam. O mistério fica em torno de
saber quem é o responsável pelos crimes.
O
problema de "O Bosque" são os personagens. Eles não são muito carismáticos e não
conseguimos nos envolver tanto na história e nem torcer muito por eles. E
também a identidade do killer apesar de ser surpreendente não causa tanto
impacto porque o personagem mal aparecia. Outra coisa que incomoda são as conveniências
do roteiro, como sempre ter alguém na hora certa e no lugar certo para impedir
determinado fato ou algumas descobertas que são feitas quase de forma
mediúnica. Coisas que ninguém seria capaz de descobrir são expostas,
praticamente tirando uma agulha do palheiro.
Esteticamente
a série é bonita, aborda questões interessantes e temas como prostituição de
menores. No geral, a série é boa. É um suspense
policial bacana até. Só peca pelo desenvolvimento. Um ponto positivo é que tudo
é explicado e resolvido sem deixar pontas soltas ou dúvidas. E você, já assistiu?
Conta aí para a gente nos comentários o que achou!
Por: Rodrigo Fonseca



