Fala
galera! Estou de volta e hoje trago a review do filme Parque do Inferno. Estava
muito empolgado para assistir esse longa. Além do fato de gostar muito de
slasher movies, o trailer prometia muito e ainda tinha a presença de uma atriz
que eu gosto muito, Bex Taylor-Klaus (Scream). Pois bem, finalmente
consegui assistir e o que achei vocês vão conferir agora! Na história, Natalie (Amy Forsyth),
uma universitária, veio visitar sua melhor amiga de infância, Brooke (Reign Edwards)
e sua colega de quarto, Taylor (Bex
Taylor-Klaus). Como é Halloween, elas e seus
namorados e no caso de Natalie, seu crush, resolvem ir para o Hell Fest - um parque
temático de terror que viaja pelo país e chegou na cidade (tipo um Noites do
Terror do Playcenter ou Hora do Horror do Hopi Hari). Só que nesse lugar, um
serial killer vê a oportunidade de matar sem chamar muita atenção.
Do
começo do filme até o meio, tudo é até bem convincente, com aquele clima de
tensão e situações plausíveis. Do meio em diante, alguns clichês e situações
forçadas acontecem e no final tudo parece muito jogado e corrido, com algumas
escolhas bem absurdas. Se bem que não podemos negar que os personagens representam
todos os clichês do gênero: a mocinha boazinha, o rapaz gentil que gosta dela,
o casal infantilóide e excessivamente cool, a melhor amiga...
Tem
algumas situações inverossímeis? Muitas: a melhor amiga deixar a protagonista
sozinha, mesmo sabendo que ela está sendo perseguida; personagens que somem e
seus amigos não ligam muito para isso; um banheiro feminino de um parque lotado
de gente totalmente vazio; o celular que só vai ter sinal quando o vilão não
estiver por perto. Mas a pior cena é quando todos no parque estão fugindo do
killer, (porque ele resolveu matar em público numa das piores mortes do filme,
onde uma delas foi completamente ignorada pelos personagens) e as mocinhas em
vez de correr para fora, resolvem entrar numa “casa do horror” do para fugir
dele!
Apesar
disso, o filme tem algumas mortes criativas e violentas. É legal também o
quanto ele brinca com o real e o falso no parque (“Olhe para as mãos se quiser
diferenciar as pessoas dos bonecos”) e com a questão das máscaras. Máscaras
duplicadas, máscaras alteradas, máscara sobre máscara e uma ótima cena onde
os personagens também tem às suas próprias máscaras. É um filme mediano.
Esperava muito mais e eles poderiam ter utilizado melhor todas as possibilidades
que o Hell Fest oferecia.
E você, assistiu? O que achou? Conta pra gente nos comentários!
Fala
galera! Hoje o review é fresquinho, vamos falar do recém-lançado Venom. O filme é diferente do que esperávamos e mostra uma versão do Venom que
não confere com aquela que conhecemos em Homem Aranha 3. Mas isso não é ruim!
Para vocês terem um ideia, assisti o filme semana passada, mas no final acabou
a energia no cinema (algo que nunca tinha acontecido comigo antes) e voltei
para ver a conclusão da história (com cortesia do cinema, claro). Depois de
conferir o final, vieram as cenas pós-crédito (são duas – utilidade pública).
Antes da segunda cena a energia acabou de novo, mas fiquei lá até resolverem só
para ver a tal cena (sou desses). Enfim, o saldo do filme é
positivo!
Venom
é um dos personagens mais complexos da Marvel e a ideia de desenvolver um filme
solo dele estava sendo desenvolvida desde 1997. David S. Goyer (Homem de Aço)
escreveu um roteiro sobre o personagem que seria estrelado por Dolph Lundgren (Rocky
IV), só que o filme nunca saiu do papel. Venom só apareceu então no já
mencionado Homem Aranha 3, filme que foi altamente criticado. E a crítica tem
detonando o novo filme, tanto que é no site "Rotten Tomatoes", maior fonte
de críticas internacionais, o longa tem apenas 33% de aprovação. É considerado
apenas melhor que Esquadrão Suicida (28%) e o novo Quarteto Fantástico (9%).
No
filme vamos conhecer um pouco da origem do simbionte e sua relação com Eddie
Brock (Tom Hardy),
seu hospedeiro. Eddie é um jornalista investigativo meio encrenqueiro, mas que
no filme é bem bundão. Após tentar desmascarar o fundador da Life
Foundation, Carlton Drake (Riz Ahmed), Eddie acaba arruinando sua
carreira e o relacionamento com sua namorada, Anne Weying (Michelle Williams). Após seis meses, o repórter vê uma
oportunidade de voltar à “Fundação Vida” para investigar, mas acaba se tornando
uma vítima dos experimentos quando o simbionte Venom invade seu corpo.
A
partir daí o filme ganha ares de comédia ao mostrar a relação de Eddie com seu
parasita. É tipo aqueles filmes de heróis dos anos 2000 que passava na sessão
da tarde: tem ação, humor, romance... Como diria o locutor: Essa turminha do barulho
vai enfrentar grandes aventuras para conseguir impedir esse vilão de realizar
seus planos de destruir a terra!
Não
espere aquele Venom dark do famigerado Homem Aranha 3. Venom acaba sendo uma
criatura que desperta nossa torcida seja pelo humor ácido ou pelas suas ações
em favor dos humanos. Aprendemos a amar o vilão com esse filme. Que aqui não é
o vilão. Tem outros simbiontes no longa e o chefão deles que é o verdadeiro inimigo. No
geral, Venom não é ruim como a crítica disse. É um filme bom, vá assistir com
os amigos! Vai dar risada, vai torcer por ele e vibrar nas sequências de ação! E você, já assistiu? Conta pra gente nos comentários o que achou!
Fala
galera! Hoje falaremos sobre o filme Most Lakely To Die que está no catálogo da
Netflix. O most likely to (muito provável) é uma tradição americana, que
geralmente é feita pelos formandos em anuários das escolas, onde escolhem uma provável
categoria do futuro para cada aluno. Exemplo: Most likely to be rich (muito
provável que será rico). Por isso o título o título Most Likely to Die (Muito
Provável Que Morrerá).
Na
história, um grupo de amigos da época da escola se encontram dez anos depois da
formatura para uma reunião. Sabe aquela reunião que há anos falamos com o
pessoal da escola que devemos fazer e nunca fazemos? Pois é, eles conseguiram!
E um deles resolve dar um pré-festa antes do esperado reencontro, só que tudo
vira um pesadelo quando elas passam a ser perseguidos e mortos por um serial
killer vestindo uma beca de formatura.
O local do reencontro é um lugar isolado, uma casa no campo e a temos
uma final girl, Gaby (Heather Morris do Glee). Ela é uma jovem que na época da escola tinha potencial com
baralho e enfrenta o assassino diversas vezes.
O
legal aqui também é que assassino não é tipo o Jason que vive voltando à vida,
é um humano normal. Apesar de todos os clichês dos filmes de gênero, é um filme
legalzinho. E o desfecho abre a possibilidade de uma sequência.Muito provável
que não aconteça.
E você já assistiu? Conta para a gente nos comentários o que achou!
Fala
galera! Hoje vou falar sobre uma série curtinha (apenas 6 episódios) que está
disponível no catálogo da Netflix: O Bosque (La Florêt). A produção francesa
ganhou um prêmio no Festival de TV
de La Rochelle 2017 e foi escrita por Delinda Jacobs e dirigida por
Julius Berg.
A
história se passa numa pequena e isolada cidade localizada no sul da França, com
uma floresta densa e cheia de histórias sinistras. Tudo começa quando Jennifer (Isis
Guillaume), uma jovem de 16 anos, desaparece no meio da noite depois de entrar
na floresta. O capitão Gaspard Deker (Samuel Labarthe) recém-chegado na cidade
começa a liderar a investigação com ajuda da policial Virginie Musso (Suzanne
Clément). Por ser uma cidade pequena, todos se conhecem. A professora Eve
Mendel (Alexia Barlier) que tem um passado misterioso resolve ajudá-los nas
buscas porque percebe o comportamento estranho que seus alunos tem demonstrado
nos últimos tempos.
A
partir daí descobrimos várias mentiras, trapaças e crimes do passado vem à
tona. O que no começo parece uma rebeldia adolescente se mostra algo bem mais
grave com o decorrer dos episódios. Tirando o primeiro episódio que demora muito apresentando os personagens, os outros são mais ágeis. Não
temos aquela sensação de alguns episódios enrolam. O mistério fica em torno de
saber quem é o responsável pelos crimes.
O
problema de "O Bosque" são os personagens. Eles não são muito carismáticos e não
conseguimos nos envolver tanto na história e nem torcer muito por eles. E
também a identidade do killer apesar de ser surpreendente não causa tanto
impacto porque o personagem mal aparecia. Outra coisa que incomoda são as conveniências
do roteiro, como sempre ter alguém na hora certa e no lugar certo para impedir
determinado fato ou algumas descobertas que são feitas quase de forma
mediúnica. Coisas que ninguém seria capaz de descobrir são expostas,
praticamente tirando uma agulha do palheiro.
Esteticamente
a série é bonita, aborda questões interessantes e temas como prostituição de
menores. No geral, a série é boa. É um suspense
policial bacana até. Só peca pelo desenvolvimento. Um ponto positivo é que tudo
é explicado e resolvido sem deixar pontas soltas ou dúvidas. E você, já assistiu?
Conta aí para a gente nos comentários o que achou!
Fala
galera! O review de hoje é sobre o filme A Última Casa da Rua. O filme foi
produzido em 2010, só que foi lançado apenas em 2012, após o sucesso da
franquia Jogos Vorazes, pegando carona no sucesso que Jennifer Lawrence, protagonista
de ambos os filmes. Esse é um daqueles filmes que nos engana MUITO pelo trailer!
Na
história, Sarah (Elisabeth
Shue) e sua filha Elissa (Jennifer Lawrence) se mudam para um
casarão em outra cidade para começar uma nova vida. O que a mãe não tinha
revelado para filha era que o aluguel da casa estava baratíssimo porque a casa
ao lado (a última da rua) foi palco de um assassinato. A jovem Carrie Anne (Eva
Link) matou os pais no local e depois desapareceu, deixando apenas seu irmão
Ryan (Max Thieriot) que ainda mora na mansão sombria.
Claro
que entre todos os jovens da cidade, Elisa vai se interessar por quem? Bingo!
Por Ryan. O
jovem além de ser introspectivo, é odiado pelos moradores da região e ainda
esconde um segredo no porão. Já perceberam que o filme usa e abusa de todos aqueles clichês que
conhecemos né? A primeira metade do filme não é lá muito agitada, dando um ou
outro susto em determinados momentos e utilizando a trilha sonora para
contribuir com isso.
Quando
nos aproximamos da reta final, aí sim surgem uma série de reviravoltas e
surpresas que deixam o longa mais interessante. O plot twist é maravilhoso e
nos deixa com a boca aberta! Fiquei chocado! Pena que o filme demore tanto para
engrenar e só nos momentos finais entregue momentos de tensão e adrenalina.
Em
uma determinada cena, Ryan e Elissa estão olhando uma árvore qualquer e ele diz
para ela observar melhor, a garota então enxerga o que se parece com um rosto
esculpido naturalmente no tronco da árvore. E é essa a metáfora que o filme
quer nos passar: Esteja atento ao que você vê e perceberá algo além de sua
aparência inicial. Apesar disso, o filme deixa a desejar no quesito terror. Não
espere ficar sem dormir ou grandes sustos. Mas o final é surpreendente. Já assistiu o filme? Conta para a
gente o que achou!
Fala
galera! Estou de volta para mais um review de série e hoje vamos falar sobre a
segunda temporada de 13 Reasons Why. A primeira temporada fez muito sucesso,
foi a série mais comentada no twitter no ano passado e dividiu opiniões. Se
você não acompanhou a primeira temporada vou te colocar a par do assunto: conhecemos a história de Hanna Baker (Katherine
Langford) que se suicidou e deixou fitas para 13 pessoas que foram os 13
motivos para o seu ato. Ela deixou essas fitas não para torturá-los, apenas
para que eles soubessem que suas atitudes a fizeram perder o ânimo de viver. E
aí em cada episódio vamos acompanhando quem são os motivos e o que fizeram.
A
série é uma adaptação do livro homônimo de Jay Asher e visa mostrar um
retrato dos problemas vividos por adolescentes no ambiente
escolar. Temos além da fortíssima cena de suicídio, cenas de estupro também. A
Netflix recebeu algumas críticas pelas cenas tão fortes e sem muitos avisos. Nessa segunda temporada os avisos aumentaram. Logo de início os atores alertam
para aqueles que sofrem de depressão ou passam problemas semelhantes não devem
assistir a série desacompanhando e os avisos continuam durante toda a temporada
sempre que temos cenas impactantes. Com a renovação da série, surgiram muitas
opiniões sobre a necessidade de uma nova temporada. E nossos temores estavam
certos. Aquela história que tinha um arco fechado e deixava apenas alguns
questionamentos finais apresentou muitos problemas em seu segundo ano que
muitas vezes descaracterizaram toda a história. Além do distanciamento do
roteiro do livro, o que já era esperado.
A
segunda temporada começa cinco meses depois dos acontecimentos do primeiro ano.
Mostrando como está a vida de cada um dos porquês e as consequências após a
morte Hanna. Alex Standall (Miles
Heizer) sobreviveu à sua tentativa de suicídio, mas com sequelas como
perda de memória e problemas para andar. Justin Foley (Brandon Flynn) foi morar nas ruas e se tornou viciado em heroína; Olivia
Baker (Kate Walsh) está
processando a escola Liberty pela negligencia com os sinais dados por Hannah e
pela tolerância do colégio com o bullying e ainda lida com o fim de seu
casamento com Andy (Brian d'Arcy James).
Jessica Davis (Alisha Boe) tenta superar o abuso sexual sofrido por Brice (Justin Prentice). Hanna também volta nessa
temporada, não só em flashbacks dos envolvidos como também como um espírito que
agora conversa com Clay Jensen (Dylan Minnette). Sabemos que esse
recurso foi utilizado para aproveitar a atriz, mas muitas vezes soa forçado. Quanto
mais abalado Clay fica, mais Hanna aparece. E isso permanece até o rapaz a
encarar como sua redenção e Hanna encontrar a dela.
Durante
os novos 13 episódios vamos acompanhando o julgamento e conhecendo novas
versões para a história contada pro Hanna. O problema é que alguns fatos são
tão importantes que não faz sentindo a omissão deles nas fitas de Hanna, vide
o caso com Zach (Ross Butler).
Mesmo que o roteiro tente, essas “novas informações” muitas vezes soam como
soluções inventadas para apresentar algo novo e como furos e não fazem sentido.
A temporada tem momentos bons e emocionantes, como a relação de Clay e Justin,
quando Hanna finalmente vai embora e a cena final no baile com os amigos
juntos. Mas ainda assim não justifica a sua existência. Esse ano abordou temas
como machismo, abuso, uso de armas de fogo e impunidade. Quis colocar ainda
mais o dedo nessas feridas. E fez isso com Tyler (Devin Druid) abordando a violência e o abuso sexual feitos por
homens contra outros homens.
A
série conseguiu libertar Hanna e agora tivemos a notícia que foi renovada para
uma terceira temporada. A série melhorou na questão de fazer uma campanha
contra o suicídio e mostrar que sempre temos motivos para viver. O problema são
os episódios arrastados. Não precisávamos de 13 novamente, nem na primeira
temporada foi necessário. O recurso das fotos polaroid para apresentar um novo
mistério também não empolga muito. Enfim, foi uma temporada bem fraca e
desnecessária. Não estou animado para a próxima e a série precisa melhorar
muito para que nos prenda no próximo ano. E você, o que achou da temporada?
Conta aí para a gente!
Fala
galera! Hoje vou falar sobre um filme que dividiu opiniões e deixou muita gente
com vários pontos de interrogação na mente: Mãe! O longa de Darren Aronofsky
foi indicado nas categorias Pior Filme, Pior Roteiro, Pior Atriz e Pior Diretor
ao Framboesa de Ouro. Mas não é tão ruim assim, só é diferente! A atriz
Jennifer Lawrence disse à Agência Efe que esperava essa controvérsia toda,
pessoas considerando o filme uma obra-prima, enquanto outras o consideram a
catástrofe do século: "Esperava que fosse polarizadora, controversa,
porque é uma agressão. É o filme mais visceral que existe. Algumas pessoas não
querem ver e nem sentir isso, então estávamos preparados para que algumas
pessoas odiassem", disse a vencedora do Oscar por O Lado Bom da Vida.
O
filme requer uma total atenção do público desde a abertura, é um filme para
fazer o espectador pensar. Mãe é uma mulher submissa, tranquila, dedicada ao
marido escritor e que se contenta em viver isolada de todos. Já o Pai está em
crise criativa e para conseguir vencê-la deixa um fã passar a noite em sua
casa. E aí as coisas começam a se tornar absurdas. Cada vez mais começam a
chegar hóspedes na casa prejudicando a pacata vida da Mãe. Coitada! Dava até
agonia aquele monte de gente! Parecia fim de ano quando os parentes vem para
nossa casa, mexem em tudo, quebram coisas e você não vê a hora de se livrar
(risos). Eu já teria expulsado aquele povo na voadora, mas a Mãe apenas aceita
para fazer o Pai feliz. E então, a Mãe descobre que está grávida e a partir daí
as coisas ficam cada vez mais insuportáveis de ser vistas porque o filme causa
essa revolta e incômodo em nós, espectadores.
Só
no final vamos entender quem esses personagens representam. Então se você não
viu o filme não leia a partir daqui porque poderá conter spoilers!
Os
hóspedes indesejados Homem e Mulher (Ed Harris e Michelle
Pfeiffer) são Adão e Eva. Seus filhos são Caim e Abel, inclusive na
releitura do assassinato de Abel. O personagem de Javier Bardem (Pai) é Deus. E
Jennifer Lawrence é a Mãe Natureza! Aí temos a metáfora da destruição do
universo pela humanidade. O autor fez uma releitura de muitas passagens
bíblicas como o Jardim do Éden, o nascimento e morte de
Cristo e até do Apocalipse.
Em
uma das cenas, o Homem (Adão) aparece com um ferimento na costela e, logo em
seguida, a Mulher (Eva) aparece. Os dois enfurecem o Pai ao mexerem em
um objeto que não deveriam que pode ser interpretado como o “fruto proibido”. O filme
quer mostrar quando Deus cria o mundo, recebe todos os
humanos, é adorado ferrenhamente por eles e apresenta seu filho. A “Mãe
Natureza”, ao ver sua terra ser completamente destruída pelas pessoas, se ira e
provoca o fim. E um novo ciclo se inicia.
A
câmera do filme foca o tempo inteiro em Jennifer Lawrence e suas reações para
tudo que acontece ao seu redor. Chega a ser claustrofóbico! É angustiante! A
cena da criança (Cristo) sendo morta e comida aos pedaços por todos é uma das mais perturbadoras.
Enfim, é um filme sufocante. Por isso divide tanto opiniões. Eu particularmente
ainda não sou capaz de opinar porque não conseguir digerir tudo que vi ali. Talvez
daqui algum tempo consiga dizer se amo ou odeio Mãe! E você, assistiu? Gostou? Tem
alguma outra teoria? Escreve aí nos comentários!
Fala
galera! A review de hoje é fresquinha porque a série terminou semana passada! Desde
que começaram as divulgações de Siren fiquei muito animado e não via a hora de
assistir aos episódios. Gosto muito do tema e inclusive na época tinha acabado
de finalizar um livro que fala sobre esse assunto (Sangue de Sereia, queserá
lançado ano que vem). A estreia da série foi um sucesso para a FreeForm, sendo
a maior audiência em dois anos do canal, só perdendo para a Shadowhunters. E
ainda ganhou a crítica como 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes.Somadas as plataformas digitais, Siren superou a história de Claire, Jace e
Cia, atingindo cerca de 4,3 milhões de telespectadores em três dias. Foi a
série mais comentada nas redes sociais na estreia e liderou a audiência ao vivo
da TV paga americana entre o público feminino. Com isso,
a segunda temporada já foi confirmada pelo canal e deve conter 16 episódios. Apesar de tudo isso, a série é realmente boa? Confira aí o que achei! Atenção: As informações a seguir podem conter alguns SPOILERS!
A história se passa na cidade de Bristol Cove, a capital das sereias, uma cidade repleta de histórias dessas criaturas marinhas e que atrai muitos turistas e curiosos. Como é uma cidade litorânea, a pesca é o que movimenta a economia local. Durante uma noite turbulenta no mar, alguns marinheiros capturam com sua rede uma sereia e ela é levada para um laboratório do governo. Ryn aparece na cidade logo em seguida em busca de sua irmã que foi capturada, provando assim que todas as lendas que permeiam o lugar sobre essas as sereias são verdadeiras. Ela desperta a atração do biólogo marinho Ben, filho do magnata da cidade. Além de contar com a ajuda dele, Ryn também terá o apoio de Maddie, namorada de Ben e filha do xerife.
Ryn começa praticamente muda. Ela vai aos poucos aprendendo a andar, falar e agir como um humano. A atriz Eline Powell dá um show no papel e consegue transmitir todas as emoções da personagem através de sons, expressões faciais e olhares. Ela consegue ser assustadora e fofa ao mesmo tempo. Dá até vontade de colocar num potinho às vezes. Mas quando está na água e na sua verdadeira forma, as sereias são selvagens e sanguinárias, matando sem dó nem piedade. E depois vamos entendendo que toda essa violência é meio que um sentido de sobrevivência e proteção, já que sempre foram caçadas e tratadas como animais pelos humanos. Aos poucos Ryn vai aprendendo que é possível confiar em humanos.
Apesar da premissa interessante, a série acaba desandando e se perdendo em sua própria história. A plot do resgate da irmã é resolvido logo nos primeiros episódios. O que foi até surpreendente já que esperávamos o reencontro das irmãs só no final. Mas depois daí que os problemas começam a surgir. A história se transforma numa série adolescente (nada contra, gosto de muitas) e deixa a desejar em vários momentos. Muitos temas que poderiam ser trabalhados de outra forma mais eficaz são ignorados como por exemplo o fato do governo querer usar as células-tronco das sereias para curar doenças e problemas ósseos dos humanos e a possibilidade da mãe de Ben que é paraplégica voltar a andar com isso.
As sub-tramas dos coadjuvantes não empolgaram também talvez por não terem sido bem conduzidas; seja a mãe de Maddie que abandonou quando criança, a relação conflituosa de Ben com seus pais, a aceitação da família do rapaz com relação ao Maddie, os conflitos amorosos de seus amigos, enfim, nada desperta muito interesse.
Quando se resolve a história do resgate de Donna, irmã de Ryn. Ela não aceita a amizade da sister com os humanos, se sente rejeitada e depois de muito causar pela cidade, elas voltam para o mar. Um mês depois retornam a superfície porque sua comida está acabando, aí descobrimos que é um golpe do governo para capturá-las. A conspiração militar não é aprofundada ao longo da temporada e é até esquecida. Um dos cientistas do laboratório que parecia ser um vilão na verdade é só um bobo que ficou encantando ao ouvir o canto de Donna e quer ouvi-lo de novo. Tem ainda Xander, amigo de Ben que é aquele típico personagem chato que só faz besteiras e não conseguimos torcer. Sem falar numa morte e luto que duraram dois episódios de um personagem que nem era tão importante para a história!
Temos ainda a senhora misteriosa que entende tudo de sereias: Helen. Aí lá para o final da temporada temos um tritão e uma sereia que vem junto com Donna buscar Ryn de volta, mas quando a encontram revelam que era uma "pegadinha do Mallandro" e eles são hunters aquáticos que querem matar nossa protagonista porque ela está muito tempo com os humanos. Aí temos várias cenas de perseguição, tiroteio, lutas, tentativas de assassinato pela cidade à noite. Detalhe que parece uma cidade abandonada porque não tem uma alma na rua e no outro dia alguns personagens nem sabiam que teve toda essa confusão e barulheira na cidade! Apesar desses furos é aí que a série volta a ficar mais emocionante, pena que como tudo é resolvido depois é bem fraco, inclusive com uma morte desnecessária.
No último episódio parece que os roteiristas não tinham mais o que inventar e resolvem tirar do éter o plot que ouvir o canto da sereia faz a pessoa ficar obcecada a ponto de querer se matar. Algo que é resolvido em minutos. Os efeitos especiais são fracos, com exceção de alguns nos primeiros episódios. O final termina bem sem graça e sem aquele gancho que nos deixa ávidos para a próxima temporada. Mas a série não é ruim. Eu que esperava mais mesmo! Acho que o problema é que ela aparentava ser uma algo mais dark e terror sobre as sereias, mas em momento algum causa medo e se debanda pelo lado mais teen e leve, sem muitos desdobramentos e reviravoltas fantásticas.
O que salva Siren são os protagonistas. Não tem como não gostar de Ryn, torcer e até rir com sua ingenuidade. Ben e Maddie também são aqueles que nós gostamos logo de cara apesar de algumas burradas que seus personagens cometem. Esse triângulo amoroso promete, porque ambos desenvolvem uma amizade muito bonita e fica difícil torcer por um dos casais. Passado o hype dos primeiros episódios, posso dizer que Siren começou bem, mas foi se perdendo ao longo dos 10 episódios da sua primeira temporada. Apesar dos problemas Siren é uma série que merece ser vista se você espera algo mais light sobre sereias e que vale a pena pelos personagens principais. A série consegue te envolver, só não vá achando encontrar nada de muito excepcional. E que venha a segunda temporada e traga melhoras! Se você já viu a série comente aí o que achou! Até a próxima!
Géssica Marques é blogueira, escritora e designer (formou-se em Design Gráfico pela UFG). Publicou seu primeiro livro "Porcelana - Rubrum Luna" em 2017 e atualmente participa nas seguintes antologias: Demontale, Vilões?, Zodíaco, Ninguém vai sobreviver e Presentes Perigosos. Adora ler, ver séries, filmes, animes e jogar.