Cantinho Geek: Romance
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17 junho, 2019

[Resenha] Corações Quebrados - Sofia Silva
junho 17, 2019 4 Comentários

A resenha de hoje é de um dos livros da escritora portuguesa Sofia Silva, que lançou suas obras da série Quebrados pela editora brasileira Valetina. O da resenha de hoje, "Corações Quebrados", é o segundo da série e foi lançado em 2018, mas pode ser lido por quem ainda não leu o primeiro, pois não é necessariamente uma continuação e conta a história de amor de novos personagens marcados por problemas psicológicos ou abusos.

Corações Quebrados conta a história de Diogo e Emília, ele um soldado português que abandona a carreira militar e tenta seguir sua vida após a morte de seus amigos e companheiros de farda; e ela uma jovem brasileira, estudante de veterinária e que após um grave acidente de trânsito em que perdeu pais e irmãos e sofreu danos físicos irreparáveis, entrou em depressão e até mesmo tentou tirar sua própria vida.


A história começa quando Rafaela, tia de Emília e sua psicóloga, entra em contato com Leonardo, psicólogo e amigo de Diogo, após ler um artigo dele sobre a recuperação de soldados no pós-guerra. Ela acredita que a experiência dele pode ajudar a tirar a sobrinha da depressão e trazê-la de volta à vida. A ideia é intermediar uma aproximação online de Diogo e Emília através de um chat na internet, onde ambos poderão conversar e trocar experiências, tudo intermediado pelos profissionais.

E assim acontece, apesar da resistência inicial de Emília, eles começam a conversar e a trocar confidencias e dificuldades, tentando auxiliar-se mutuamente ao mesmo tempo em que também conhecem mais um sobre o outro. Aos poucos eles vão se aproximando, estreitando a amizade e passam do chat observado por seus psicólogos para conversas em outros locais mais privados.


Já de início, Diogo se sente muito melhor conversando com Emília e supera o que restava de seus traumas, retornando às atividades antigas e buscando ao máximo saber mais sobre ela, fazê-la ficar bem e impressioná-la. Mas a brasileira não se abre tanto quanto ele e mantém uma aura de mistério, principalmente em relação ao acidente que sofreu, além de uma autoestima baixa e muita insegurança. O que faz com que ele tente cada vez mais saber sobre ela e descobrir o que ocorreu, inclusive perguntando ao seu próprio psicólogo, que se nega a contar.

Mas o relacionamento — mesmo à distância — avança e os dois passam a se falar diariamente por ligação e por vídeo, e Diogo, inclusive, apresenta Emília à sua família e, online, faz com que ela participe da ceia de natal deles e comemore o ano novo junto com ele.

Tudo vai muito bem e ele começa a imaginar uma vida com ela, até que...


Sem explicação ela manda uma última mensagem se despedindo e dizendo que não gostaria mais de conversar com ele, excluí suas contas nas redes sociais e some, sem dar chance dele perguntar o que aconteceu. Como é de se imaginar, Diogo enlouquece e como única solução vem para o Brasil atrás dela.

A partir de então, eles se encontram pessoalmente e Diogo descobre que após o acidente ela precisou amputar uma das pernas, possuí diversas cicatrizes, principalmente na região da barriga, e que após descobrir tudo isso foi que o antigo noivo dela a deixou, tornando-a ainda mais insegura, triste e depressiva. E agora pessoalmente, Diogo precisa lidar com todos os traumas dela, esperar o tempo dela para avançar na relação e provar dia após dia que a ama e não vai desistir dela.


Tudo isso acontece basicamente em apenas um terço do livro e os dois restantes são juras de amor, drama, dificuldades de avançar a relação, histórias e momentos românticos no geral. Antes da metade do livro, a obra torna-se repetitiva, melosa e dramática em excesso, sempre com juras apaixonadas do Diogo e inseguranças da Emília.

Também é importante dizer que o livro é narrado em primeira pessoa e sobre o ponto de vista intercalado dos dois personagens principais — apesar de ter um único capítulo aleatório e desnecessários narrado pela Rafaela — e consiste basicamente em duas coisas: diálogos e fluxos de pensamentos. Não há descrições de locais, ambientes e personagens, ou mesmo ações, somente as falas e os pensamentos do narrador daquele capítulo e quase sempre centrado no amor e no par romântico. Inclusive, em alguns diálogos com mais personagens, me perdi um pouco nas falas, sentindo falta de incisos que descrevessem quem é que estava falando.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a escrita em português de Portugal. Entendo que a autora é de lá e escreve assim, e tudo bem o Diogo dizer "Amo-te" e usar próclise e mesóclise corretamente em conversas informais. Porém, em diversos momentos personagens brasileiros falavam como os portugueses, usando expressões deles e estrutura de frases semelhantes às portuguesas. Como o livro foi lançado por editora brasileira, no Brasil, o revisor poderia ter alterado algumas expressões e palavras, tornando-as mais naturais para brasileiros nativos.


Em relação à trama, personagens e enredo também tenho algumas críticas: os personagens me pareceram superficiais demais. Diogo é o cara perfeito que em poucas palavras curou-se completamente de seus medos e traumas e está sempre disposto a ajudar os outros e fazer juras e juras de amor incansáveis e em formas de poema. Mas não há nada de humano nele, nada que me toque ou faça eu me apaixonar pelo personagem. Sua vida gira em torno de Emília, e é isso. Inclusive, acho que ele se mete bastante em coisas que não tem conhecimento, como na vez em que fez um dos garotos da clínica, Cauê, que sofreu abusos sexuais e tem um passado sombrio, espancá-lo porque segundo ele, aquilo faria com melhorasse. Com base no que ele diz isso? Como ele sabe? Nunca fez psicologia. Nunca se especializou na área. Apenas viveu e superou seu próprio passado que é completamente diferente do dos outros. O mesmo vale para quando, quase no final, ele abandona Emília porque acha que ela precisa superar o restante de  seus medos sozinha e que só poderá voltar a vê-lo quando tiver melhor e sem medos, mais segura de si e recuperada completamente. Quando que na vida real isso não seria um novo baque e um novo motivo de desânimo e depressão pra alguém que está se recuperando? A moça ainda estava mal, ainda vivia na clínica, convivia com o amor da sua vida 24 horas por dia, dormia no mesmo quarto que ele, dividia tudo com ele e aí do nada o cara some e ela fica bem? Não sente sua falta? Ou fica triste e depressiva?

Também vale a ressalva de que em muitos momentos senti que se formava um relacionamento abusivo entre os dois personagens. Ambos eram muito dependentes um do outro e nada existia além do amor e do romance entre eles. E sabemos que estruturar uma nova vida tendo como base um relacionamento tem altas chances de dar problema, né?


Fora tudo isso, o livro tem seus pontos fortes: a diagramação e a edição da editora Valentina está lindíssima! A capa é maravilhosa e a narrativa conta com diversos poemas e frases de amor, escritos pelos próprios personagens, a leitura é leve e rápida e para quem gosta de  muito drama, declarações de amor e superação o livro é ótimo!

Também trago como positivo o trabalho da autora na forma de abordar a depressão da Emília e a sua deficiência, assim como fazer os personagens conversarem sobre diferenças entre Brasil e Portugal e de forma despretensiosa trazer informação e conhecimento aos leitores.

Se você gosta de romance, drama, e uma história pra ler e esquecer da vida, sem muitas decepções e tristezas, vai gostar de "Corações Quebrados"!

Avaliação: 
3/5
Adquira no site da editora: 


04 fevereiro, 2019

[Resenha] A Grande Solidão de Kristin Hannah
fevereiro 04, 2019 2 Comentários

Olá, Geeks! Hoje trago a resenha do livro "A Grande Solidão" de Kristin Hannah, que com certeza fez com que eu me transportasse para o Alasca e sentisse profundamente cada detalhe da narrativa.

Após voltar da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright vai com a família para o Alasca, depois ter ganho uma propriedade de seu parceiro de guerra. Ernt é um homem que voltou totalmente diferente depois do período sombrio vivenciado no Vietnã e vive procurando por um lugar em que ele se sinta feliz novamente.



Cora, sua esposa, o segue rumo a essa nova terra, acreditando que fará bem ao marido, e sua filha Leni, vai junto, achando que será melhor para o pai e para a família. Quando chegam ao destino, são bem recebidos pelos vizinhos e conseguem se preparar para a chegada do inverno, que é a principal preocupação dos alasquianos, visto que uma noite no Alasca pode durar até 18 horas. É preciso ter todo um preparo com as cabanas e a alimentação, e é este o trabalho da família de Ernt de agora em diante.

No verão com dias longos e ensolarados, as coisas se passam muito bem e Cora começa a frequentar o colégio da região e conhece Matthew, que se torna um grande amigo e uma paixonite dela. No inverno, as coisas começam a piorar, pois Cora nota que o pai vem ficando violento demais em relação a sua mãe, trazendo tristeza para toda a família.



O livro é escrito em terceira pessoa e se passa principalmente pela perspectiva de Leni. A Grande Solidão nos mostra como podemos estar cercado por pessoas que amamos e ao mesmo tempo nos sentirmos tão sós. Kristin Hannah usa em sua história a temática envolvendo relacionamentos tóxicos e violência doméstica.

É o primeiro livro da autora que leio e posso dizer que sua forma de escrita realmente nos transporta para cada pedaço do Alasca, seja em suas paisagens tanto de verão quanto de inverno. Conhecemos os costumes, as dificuldades e sentimos até o gelo em nossas mãos.




Avaliação: 4/5

18 dezembro, 2018

[Resenha] Flóris e Brancaflor
dezembro 18, 2018 2 Comentários

Sabe aqueles contos românticos que a gente ouve desde pequenos? Tipo, As mil e uma noites? Flóris e Brancaflor é do mesmo estilo, e sim, é árabe. O livro é uma adaptação de um poema anônimo medieval e contém lindas ilustrações da Thais Linhares.

O livro todo é narrado em como o casal estava destinado a ficar junto desde que nasceram e os desafios que tiveram que enfrentar para ficarem juntos. A narrativa é como se nossa mãe/pai estivesse lendo para gente e fazendo drama nas partes tensas para que ficássemos com o coração na mão torcendo para os mocinhos ficarem juntos.

A obra é curtíssima, como um conto deve ser, e possui lindas ilustrações, além de ser todo em preto e rosa. Os detalhes dão mais vividez ao conto e nos levam a uma leitura leve e romântica. O livro é tão curto que você poderá lê-lo em uma hora, mas a editora Hyria fez um lindo trabalho de diagramação.

No conto é possível emergir um pouco na cultura árabe que é tão diferente da nossa, e a na forma linda que eles contam as suas histórias de amor. Não quero me alongar muito para não estragar a prazerosa leitura, mas já fica aqui a minha grande recomendação.
                                                       
Avaliação
5/5

17 agosto, 2018

[Resenha] Pule, Kim Joo So - Gaby Brandalise
agosto 17, 20180 Comentários

Oi amores, a resenha de hoje é em vídeo! Saiu no dia 15 a tarde e eu acabei me esquecendo de vir aqui divulgar para vocês hehehe. Pule, Kim Joo So é um livro nacional da autora Gaby Brandalise e foi publicado pela Editora Verus. O livro é curtinho, mas super envolvente e impressionante. Surtei muito lendo este livro, era reviravolta atrás de reviravolta. O livro trás o romance entre uma brasileira com um coreano, mas as coisas não ficam apenas nisso. Assista o vídeo para vocês entenderem do que estou falando.

O vídeo não contém spoilers, veja sem medo! Aproveite para comprar o seu exemplar na Amazon clicando aqui. Lembrando que se vocês comprarem com os nossos links estará ajudando o Cantinho Geek. Se você gosta de doramas e KPOP não pode deixar de adquirir o vídeo. Agora chega de enrolação e assista essa resenha maravilhosa! 

Não se esqueça de deixar o seu comentário e se puder compartilhe com os amigos. Se inscreva no canal para não perder um único vídeo sequer. Estaremos postando vídeos novos às quartas e domingos.




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12 agosto, 2018

[Filme] A mala e os errantes
agosto 12, 20180 Comentários
Geralmente tento ver o melhor dos filmes, mas A mala e os errantes tem pouquíssimo o que salvar.

Apesar de algumas risadas e filmagens bacanas do upstate de Nova York, o longa peca em todo o restante pelo número de absurdos. E olha que eu costumo gostar bastante de absurdos na ficção — sou fã de David Lynch, afinal —, mas é possível notar quando eles são fruto de descuido e quando são planejados.



Em A mala e os errantes, Danny (Callum Turner) é ajudante de cozinha em um restaurante italiano, enquanto a misteriosa Ellie (Grace Van Patten) precisa de dinheiro para voltar para casa e pagar dívidas. Ela aceita o plano em troca de dinheiro, mas Danny é obrigado a fazer parte pelo irmão, Darren (Michal Vondel), que deveria ser o responsável pela mala, mas acabou preso antes do plano ser colocado em prática.

A mala e os errantes é só um grande descuido do começo ao fim. Introduzem um mistério pretensioso na forma de uma mala protegida por um plano mirabolante apenas como desculpa para uma aproximação sem muito sentido de dois jovens adultos (quase adolescentes) rebeldes. Embora exista a sugestão de um romance, até ele fica apenas na promessa.



Ok que o título original, Tramps, não menciona nenhuma mala, mas todo o roteiro teoricamente deveria se basear na troca de uma mala. A história, porém, é tão mal construída que isso sequer acontece. Quer dizer, a perda da mala original gera praticamente todo o enredo do filme, mas a troca, que deveria ser essencial no plano, nunca chega a acontecer. Mesmo assim, sem nenhuma explicação, o plano continua apenas com a mala original.

Além disso, o conteúdo da mala é o que menos importa. Temos por aí centenas de filmes ótimos que se constroem ao redor de algo que não tem realmente explicação. Muitos dos filmes do Hitchcock são baseados nesse tipo de narrativa, onde o objeto passou a ser chamado de MacGuffing. O problema real está na falta de amarração da trama — e, ainda, em uma revelação desnecessária que ainda mostra que, apesar de ser a mala errada, é a mala certa (por mais contraditório que possa parecer).



O filme tenta passar uma imagem descolada e rebelde que acaba não colando e é difícil compreender como um continuista deixou elementos tão essenciais passarem despercebidos. Se você quer ver um filme independente, tem opções bem melhores até dentro da própria Netflix, a não ser que não se importe em ver alguma coisa com pouca plausibilidade narrativa.

Minha única apreciação foi pelas sequências filmadas em Poughkeepsie, com o Hudson de fundo. Agora, é claro, tem quem aprecie esse tipo de filme. Se for seu caso e você não se importar muito com buracos no roteiro, talvez até goste.

Se quiser apenas passar o tempo e passear com os personagens pelas linhas férreas de NY, o filme está disponível na Netflix e ainda dá para conferir o trailer (infelizmente sem legendas) aqui:





Avaliação:
1/5

26 junho, 2018

[Filme] Perfeita pra Você
junho 26, 2018 3 Comentários


Apesar de suspense, terror e noir estarem entre meus gêneros favoritos, tenho uma queda (enorme) por aqueles dramas clichês que fazem a gente chorar. Como você já começa a descobrir no início do filme, é exatamente para isso que Perfeita pra você foi feito: chorar.




Para o seu primeiro longa-metragem, a diretora Stephanie Laing escolheu uma história simples e tocante. O filme conta como Abbie (Gugu Mbatha-Raw) e Sam (Michiel Huisman), um casal jovem que vive em Nova York, descobre que seus planos para o futuro terão de ser adiados.

Eles se conhecem desde a infância, estão de casamento marcado e desconfiando de uma gravidez. Tudo parece estar dando certo para os dois. Ao menos até Abbie descobrir que não está grávida, mas sim com três tumores no útero. A partir deste momento, ela decide que não pode deixar Sam viver sozinho. Por ser a namorada dele desde sempre, ela imagina que ele não será capaz de encontrar alguém por conta própria e começa a procurar uma mulher que possa ser perfeita para ele.



Estas informações estão no trailer e na sinopse, então não se assuste. Não é nenhum spoiler. O filme, que é um original Netflix lançado em fevereiro de 2018, é mais sobre como Abbie vai aprendendo a lidar com um futuro muito diferente daquele que planejou, sua busca por uma nova companheira para o namorado e como isso tudo afeta a vida dela e a de Sam.



Apesar de todo o drama envolvido, em pouco mais de uma hora e meia há espaço para algumas risadas, um tanto de romance e até para o florescer de amizades improváveis.

Quando fui marcá-lo como visto no filmow, fiquei um tanto surpresa pelos comentários persistentes sobre o clichê do filme.

É claro que comentários assim não são de todo despropositados, mas enquanto citavam P.S. Eu Te Amo e Um Amor para Recordar como se fossem precursores de alguma coisa, parecem esquecer que Ali MacGraw e Ryan O’Neal já não contracenavam sobre nenhuma novidade ao gravar Love Story em 1970. Filme que, coincidentemente, começa de uma forma bastante semelhante: dizendo logo de cara que é a história sobre uma mulher muito jovem que perdeu a luta contra o câncer. Em grau de comparação, talvez Love Story esteja bem mais perto da essência de Perfeita pra você que qualquer outro filme com a mesma temática.




Até mesmo porque vários aspectos ligam os dois filmes. Ambas as protagonistas, com quase 50 anos de separação, iniciam a descoberta da doença com o mesmo drama: uma gravidez.


"Eu quero tempo, o que você não pode me dar." | Cena de Love Story (Arthur Hiller, 1970)


Aliás, para os fãs de Love Story, A Culpa é da Estrelas, P.S. Eu Te Amo, Um Amor para Recordar, Minha Vida Sem Mim, ou até Tudo Por Amor (um clássico dos anos 90 que acabou passando vezes demais na sessão da tarde), Perfeita pra você pode ser uma ótima escolha. Ao menos quando se quer assistir algo com uma carga de drama, mas sem deixar romance e pitadas de comédia de lado.



A temática “Romances dramáticos com doenças terminais” até pode ter se tornado cada vez mais comum nos últimos anos. O problema é que a incidência - ou ao menos o diagnóstico - dessas doenças também. E é claro que cada filme tem um novo aspecto a abordar e algo a acrescentar.




Além do mais, o filme é tecnicamente bonito. Tem uma fotografia bacana e o roteiro acima da média da maioria dos romances água com açúcar. Além de uma maravilhosa participação de Christopher Walken que, na minha opinião, é uma das partes mais bacanas do filme.
Se você quer chorar e não liga para clichês, é um filme para você.

O filme está disponível na Netflix e você pode assistir o trailer aqui:



Avaliação:
3/5

20 junho, 2018

[Resenha] Beco da Ilusão — Mallerey Cálgara
junho 20, 20180 Comentários


Quando li a sinopse de Beco da Ilusão pela primeira vez, eu estava pesquisando e assistindo a diversos documentários sobre a Segunda Guerra. Não é surpresa, portanto, que tenha sido impossível não despertar meu interesse!


A atenção foi conquistada na sinopse e, logo nas primeiras páginas, encontrei elementos que certamente manteriam minha leitura até o fim.


Veja bem, não se espera que citem o Lincoln Center — que por acaso é meu papel de parede do PC — em um livro sobre a Alemanha nazista, mas lá estava ele. Assim como a Segunda Guerra, a temática artística/teatral costuma me agradar bastante. Isso fez com que eu, como leitora, me aproximasse ainda mais de Yidish, a personagem-narradora da história, por quem é impossível não se encantar.


Mesmo entre as tristezas da protagonista judia presa nos horrores da Segunda Guerra, a escrita de Mallerey Cálgara chega a ser bastante poética.


— Tudo o que a memória amou já ficou eterno. E entre tudo que você poderia ser para mim na vida, a vida escolheu torná-lo saudade...

O texto em primeira pessoa é quase sempre narrado por Yidish. Isso faz com que o leitor se compadeça dos seus infortúnios, ao mesmo tempo em que dá uma visão bastante parcial, ajudando a sustentar alguns dos mistérios apresentados na narrativa.



Quanto ao trabalho editorial, a contracapa parece muito espremida e pode passar uma má impressão, já que tem pouquíssima informação sobre o livro e excede em depoimentos de leitores, mas gostei muito de como o restante dele foi diagramado. A Mundo Uno caprichou especialmente na pré-abertura dos capítulos, com citações escolhidas com muito cuidado pela autora.

Sobre o conteúdo, apesar de ter grande apelo aos meus gostos pessoais, alguns detalhes necessitam de uma análise mais crítica. Apesar da escrita da da Mallerey Cálgara ser ótima, em alguns momentos os diálogos soam muito artificiais e exagerados. Outra coisa que incomoda um pouco é que mesmo em um ambiente de muitas adversidades, (quase) sempre tem um herói para salvar a protagonista que, apesar de ser muito carismática, talvez seja um tanto passiva demais.

Alguns acontecimentos também soam fantásticos demais. Muito difíceis de acontecer com a casualidade. Embora em alguns momentos justificativas até sejam apresentadas, como um todo, a plausabilidade acaba sendo questionada.







Essa ideia de ser sempre a mocinha salva e escapar de muitas coisas quase sem consequências — este não é bem um spoiler, já que o livro inicia com a personagem já idosa — tira um pouco da apreensão. Fora isso, a narrativa pode ser bem informativa, uma vez que cita diversos acontecimentos da Segunda Guerra e nada disso chega realmente prejudicar a trama como um todo.

A história não chega a ser exatamente original, algo que a própria autora cita na introdução. Porém, o texto é bem estruturado e ambientado. A maior parte das questões-chave apresentadas são respondidas ao logo da narrativa de forma plausível, embora, com citado anteriormente, outras pareçam exageradas demais mesmo na ficção.

Se você está procurando algo bem escrito, com bastante informação sobre a Segunda Guerra e doses de romance e drama, o livro vale muito a pena. Porém, se você for crítico demais com acasos, talvez não seja um livro para você.






Avaliação:
4/5





25 maio, 2018

[Resenha] Alma? - O protetorado da sombrinha - Gail Garriger
maio 25, 20180 Comentários

Há algum tempo eu tenho tido vontade de ler Alma? - livro steampunk publicado pela Editora Valentina -, já tinha visto várias resenhas, mas nunca alguma que informava o que eu queria realmente saber. Seria apenas uma fantasia policial ou também haveria cenas de um romance? Quem me conhece sabe que adooro um romance bem quente! Eis que fico bem surpresa ao perceber que o livro foge totalmente do conveniente se tratando de seres sobrenaturais e ainda possui um romance para lá de quente! Venha conferir os detalhes desta resenha maravilhosa ;D

20 maio, 2018

[Resenha] O homem no espelho - Vivianne Sophie
maio 20, 20180 Comentários

Eu já havia feito as primeiras impressões do livro O homem no espelho da autora Vivianne Sophie, assim, quando comecei a ler as minhas expectativas estavam altíssimas e fico feliz por não ter me decepcionado. O livro já está na sua segunda edição pela Constelação Editorial e está sendo muito bem avaliado. Pelos meus elogios vocês já devem imaginar a minha nota, não é? Mesmo assim continue a ler a resenha e se puder deixe um comentário no final do post. Você pode comentar pelo blogger ou pelo Facebook, sua opinião e interação é muito importante para nós.

18 maio, 2018

[Resenha] Insígnias de Karol Blatt
maio 18, 20180 Comentários
E aí, pessoal! Hoje falarei um pouquinho sobre esse livro maravilhoso que tive a chance de conhecer: Insígnias, da autora Karol Blatt.




O que me chamou atenção para o livro foi o fato de sua história ter ocorrido no período nazista. E já nas primeiras páginas do livro, Hadassa Belshoff, uma jovem judia, é separada de sua família pelos alemães, ficando apenas junto de sua irmã. Sua personalidade forte e corajosa, chama a atenção do oficial Ahren Müeller, que a leva para trabalhar em sua residência familiar, na Polônia, separando-a de sua irmã. Ahren é um homem frio, insensível e que segue a ideologia nazista sem pestanejar, declarando seu total ódio e desprezo aos judeus.



Assim que chegou a residência, Hadassa trabalhou demais nos afazeres da casa, sofria diversas humilhações e vivia em condições precárias. Dentro desse tempo, ela se aproximou de uma pequena menina chamada Lindie, que era irmã caçula do oficial Ahren. As duas, instantaneamente, criaram uma ligação muito forte, pois Lindie era inocente o bastante para que não visse Hadassa de outra forma, se não como uma fonte de carinho materno. 
Enquanto o tempo passava, as coisas começaram a mudar entre Hadassa e Ahren. Os olhares, as palavras, a forma como ele se dirigia a ela, fazendo com que sentimentos controversos e difíceis de aceitar surgissem. Nesse tempo, é como se toda a verdade atrás da ideologia nazista caísse por terra para Ahren e ele começa a enxergar o quão aquilo era horrível, justamente após Hadassa ter tomado uma atitude de grande coragem.



Somos colocados diante de vários questionamentos e conseguimos saber exatamente quais são os conflitos que se passam dentro do coração de Hadassa. Além de todo esse turbilhão de sentimentos indefinidos e estranhos, também existe todo o conflito da guerra, do sofrimento que os judeus passavam naquele momento e a separação que Hadassa sofreu. Era como se em nenhum dia de sua vida ela esquecesse de seus queridos familiares e nunca perdesse a esperança de um dia encontrá-los. 
Diante de tantas dúvidas de como seguir adiante em um mundo que estava em guerra, ainda mais por eles estarem em lados opostos, Ahren e Hadassa ficam determinados a passar por cima de tudo e todos para seguirem com suas decisões e que inclusive os deixam em risco de vida. 




Insígnias é um livro cativante e que realmente me prendeu do início ao fim. É interessante ver Ahren mudar sua visão diante de algo em que ele acreditou por grande parte de sua vida e ver como foi trabalhado a parte emocional dos personagens em um período de grande horror. É um livro que, no fim das contas, faz você ver que sim, as pessoas podem mudar, podem se arrepender e podem ver as coisas que costumavam fazer de ângulos diferentes. 
Algo mais que me chamou atenção além da sinopse, foi a capa. Achei simplesmente maravilhosa. 
É um livro que recomendo muito para quem gosta de drama e romance escrito por autoras brasileiras.



Nota: 4/5



19 janeiro, 2018

[Resenha] A filha da Ilusão – Teri Brown
janeiro 19, 20181 Comentários
Olá geeks, tudo bem?


Hoje trago para vocês a resenha do romance místico de Teri Brown, da Editora Valentina.Vamos conhecer um pouco mais dessa criativa obra e começar a planejar as leituras de 2018!

25 dezembro, 2017

[Resenha] Lady Whistledown Contra-Ataca
dezembro 25, 2017 3 Comentários
Olá, pessoal! Hoje trago para vocês a resenha do livro Lady Whistledown Contra-Ataca de Julia Quinn. Primeiramente, queria dizer que esse é o primeiro livro que eu leio da autora. Ouvi muito falar dela, tenho amigas que gostam muito, então fiquei muito curiosa para conhecê-la.



12 novembro, 2017

[Resenha] Como se casar com um marquês - Julia Quinn
novembro 12, 20171 Comentários





Olá geeks! Hoje trago para vocês a resenha do romance Como se casar com um marquês da coleção Agentes da Coroa, escrito pela autora Julia Quinn. Essa narrativa de época com um tom de comédia pode agradar bastante pessoas que já leram os livros da Julia ou outros do gênero!


09 outubro, 2017

[Resenha] Anne Rice - Entrevista com o Vampiro
outubro 09, 20170 Comentários


Entrevista com o vampiro  é um livro que já tem mais de 40 anos e até hoje continua fazendo muito sucesso com quem ama assuntos que envolvem o sobrenatural e vampiros.

A edição brasileira foi traduzida por Clarisse Lispector e foi o primeiro livro das crônicas vampirescas que li em um primeiro momento quando tinha 15 anos. Agora aos 24, resolvi reler a narrativa e assim pretendo fazer com todas as crônicas vampirescas da escritora Anne Rice, pois em breve será lançado uma adaptação para a televisão!  

Entrevista com o Vampiro é um livro que sempre me pareceu muito sombrio e bem diferente de tudo que já li. Ele é o primeiro livro que dá inicio as crônicas vampirescas.




30 agosto, 2017

[Primeiras Impressões] Os Escolhidos: fumaça vermelha - Mitchelly Melo
agosto 30, 2017 2 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Hoje trago as minhas primeiras impressões do livro Os Escolhidos: fumaça vermelha da autora Mitchelly Melo. O livro ainda está em pré-venda e será enviado a partir do dia 20 de setembro. Lembrando que quem comprar na pré-venda aproveitará frete grátis, brindes e um desconto na hora da compra.

20 agosto, 2017

[Resenha] Meus dias com você - Clare Swatman
agosto 20, 20171 Comentários

Olá pessoas!

Hoje trago a vocês a resenha do romance Meus dias com você, da autora Clare Swatman, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Venha conferir a resenha de um livro que vai te causar diferentes emoções e te levar do riso às lágrimas.

31 julho, 2017

[Resenha] Borborema - Letícia Godoy
julho 31, 2017 2 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Hoje trago a resenha do livro Borborema, um livro de romance da autora Letícia Godoy. Não é o primeiro livro que leio da autora, mas fui pega de surpresa. Seu primeiro livro, Deixe-me entrar, não chega nem aos pés deste. Borborema consegue mesclar romance, drama e uma pitada de Thriller em um livro só sem se deixar cair na mesmice ou se tornar confuso.

Saiba um pouco mais!

16 julho, 2017

[Resenha] A Garota do Calendário: Fevereiro - Audrey Carlan
julho 16, 2017 10 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Desculpa pelo sumiço, mas a vida anda meio corrida, ainda mais agora que estou fazendo TCC, mas como estou de "férias" - sim, entre aspas porque em pleno TCC você não tem férias - eu vou tentar trazer mais resenhas para vocês. E hoje é a vez do segundo livro da série Garota do Calendário que foi publicado pela Editora Verus, a série conta com 12 volumes , de janeiro à dezembro, e o primeiro livro eu já fiz resenha. Confira aqui.

Confesso que o primeiro livro me fisgou, não foi as mil maravilhas, mas eu até tinha gostado do começo da série e tinha me empenhado em ler os doze volumes, mas essa minha vontade morreu junto com esse livro. Fevereiro simplesmente não desceu e não é porque eu me "apaixonei" pelo mocinho do primeiro livro, mas é que não rolou, não foi bom e eu vou explicar tudo certinho no decorrer da resenha, não vai embora ainda!

11 junho, 2017