Cantinho Geek: Fantasia
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01 outubro, 2018

[Resenha] A Noiva Fantasma - Yangsze Choo
outubro 01, 2018 14 Comentários

A Noiva Fantasma é um livro que estava parado na minha estante há cerca de um ano, adquiri-o na Black Friday e ainda não tinha tirado um tempinho para lê-lo. No entanto, após finalizar a leitura eu me arrependi amargamente de não o ter lido antes. O livro é simplesmente incrível desde sua primeira linha até a última. A Noiva Fantasma superou qualquer tipo de expectativas que eu tinha com esse livro. Bom, você já sabe que eu gostei agora venha conferir um pouco sobre o livro que a editora DarkSide publicou. Ele não é um livro de terror, mas carrega uma boa fantasia recheada de suspense, além de ter demônios, então, acredito que é um livro que pode caber sim na nossa listinha de dicas para o Outubro Macabro.

A Noiva Fantasma é um livro escrito por Yangsze Choo, uma escritora asiática nascida na Malásia. O melhor ainda é que o livro se passa em Malaia (nome antigo da cidade) por volta de 1893. O mesmo foi publicado aqui no Brasil pela Darkside books em uma belíssima edição de luxo de tirar o fôlego. Acredito que é uma das capas que eu mais gosto da editora.


No começo do livro somos apresentados a Li Lan, uma garota que vive apenas com o pai e sua Amah, uma dama de companhia que a criou pois sua mãe falecera quando ainda era um bebê. Sua casa foi assolada pela malária, sua mãe morreu e seu pai ficou com cicatrizes horrendas no rosto fazendo com que ele se reclusasse da sociedade, para a sua sorte Li Lan tem apenas uma pequena cicatriz atrás da orelha.

A situação financeira da sua família está de mal a pior, pois depois que sua mãe morrera seu pai começou a viciar-se em ópio e não mais investir nos negócios e assim, aos poucos eles iam ficando falidos. Até que um dia seu pai lhe pergunta se ela gostaria de ser uma Noiva Fantasma...


Ser uma noiva fantasma era algo raro de acontecer, mas podia ser feito para aplacar a alma do espírito faminto ou caso os jovens tenham se amado demais. Como funciona? Bom, Li Lan casaria com um espírito já que seu suposto marido Lim Tian Ching estava morto há mais de um ano e ela passaria o resto de sua vida como viúva e reencontrando-o em sonhos. Acontece que Li Lan não quer nem saber deste casamento e claro, seu pai também não era louco em aceitar um absurdo desses, mesmo que isso significasse que todas as suas dívidas fossem pagas.


Acontece que depois disso a família Lim começa a chamar Li Lan para encontros e em um desses dias ela acaba indo. Lá ela assiste a senhora Lim jogar mahjong - um jogo de origem chinesa - e ao ir ao banheiro acaba se perdendo e encontrando um relojoeiro que acaba fisgando a sua atenção, coisa que não deveria acontecer já que o mesmo provavelmente era um criado. Na hora de ir embora a senhora Lim pede a sua fita de cabelo dando uma desculpa esfarrapada, Li Lan desconfia, mas mesmo assim entrega a fita de seu cabelo e é aí que seus pesadelos começam.

A partir daquela noite Li Lan começa a ser assombrada pelo Lim Tian Ching, filho da senhora Lim. O mesmo aparece em seus sonhos tentando convencer Li Lan de se casar com ele, mas ela recusa de todas as formas. Mas o rapaz começa a atormentá-la, a cada noite Li Lan ficava cada vez mais cansada e exausta devido ao fato de se encontrar em outro lugar onde tudo era feito de papel e muito mórbido. Ela estava na casa de Lim Tian Ching, mas uma casa espiritual. Depois de muito tempo sendo atormentada Li Lan começa a ficar doente e acaba contando o corrido para a sua Amah que muito supersticiosa acaba levando a menina a uma médium.


Na fila para falar com a médium ela observa um homem na sua frente, o mesmo usa um gigantesco chapéu que oculta todo o seu rosto chamando a atenção da menina completamente. Ela repara em suas roupas e vê que há um finíssimo bordado na mesma, mesmo que ele não aparente ser rico, ele tem um ótimo gosto para roupas. Ao chegar a sua vez a médium confirma que ela está mesmo sendo assombrada pelo filha da senhora Lim e recomenda que Li Lan queime dinheiro do inferno para si mesma.

Em Malaia eles tem costumes de queimar dinheiro do inferno, casas de papel, pinturas e outros tipos, pois de acordo com suas crendices, os espíritos utilizam tudo isso do outro lado e os espíritos que são abandonados por suas famílias se tornam espíritos famintos e nunca são capazes de ir para as Cortes do Inferno onde podem ser julgados e assim renascer. Nisso a médium lhe entrega um saco com um pó e diz que ela deverá beber todas as noites antes de dormir e assim ela faz.


Em uma festa na casa da família Lim ela descobre que o suposto criado que arrumava relógios, na verdade, não era um criado e sim primo de Lim Tian Ching, um rapaz jovem e bem educado chamado Tian Bai, fazendo com que Li Lan caia de amores por ele.

Acontece que certo dia quando ela descobre um fato trágico envolvendo seu passado e futuro Li Lan resolve ir dormir e pega o pó e o bebe, sem prepará-lo. E aqui começa a aventura mais louca da sua vida, pois sua alma sai de seu corpo e ela não consegue retornar a ele não importa o que faça.

Li Lan vê agora a oportunidade para descobrir por que Lim Tian Ching quer tanto que ela se case com ele e quem foi seu assassino, pois o rapaz jura que foi envenenado. Enquanto andava pelo nosso mundo, mas no plano dos espíritos ela vê o homem que estava na sua frente na fila da médium e o segue, mas ele rapidamente percebe e fala com ela. Li Lan descobre então que ele não é humano, mas possui um humor e franqueza absurdos, tanto que as vezes a irrita. O misterioso homem se apresenta como Er Lang e diz que pode ajudá-la se ela o ajudar a descobrir qual juízes do inferno está sendo corrupto e tudo isso envolve ninguém mais e ninguém menos do que Lim Tian Ching.


A história é tão densa e complexa que eu poderia ficar horas e horas falando aqui para vocês, mas como não quero dar spoilers irei encerrar por aqui. O livro tem 360 páginas alucinantes. Me peguei fisgada desde a primeira linha e não consegui largar mais. O ritmo do livro é muito bom, eu me ficava desejando toda hora que acabasse pois eu queria descobrir tudo e ao mesmo tempo eu não queria que acabasse porque a história era muito, mas muito boa.

Os personagens são muito bem caracterizados e me apaixonei por todos eles, juro que parecia estar vendo uma série de TV asiática e isso fez com que eu comprasse outros dois livros de escritores asiáticos que estavam sendo recomendados na internet. Quando chegar eu posto no stories do Instagram, então fica de olho lá ;D Mas não se preocupe que vai ter resenha aqui também.


Eu me apaixonei muito por Er Lang e Li Lan! Sem falar que os dois formam um par tão lindo, que meu deus!! Eu pensei que poderia ter alguma continuação e fui procurar pela autora, mas infelizmente, parece que este é o seu único livro publicado. Uma pena, pois ela escreve muitíssimo bem!

A Noiva Fantasma é um ótimo livro para conhecer um pouco da cultura asiática e de como eles imaginam o plano espiritual, pois como Li Lan se aventura por ele, nós ficamos sabendo de todas as tradições e o porque disso e daquilo outro.


Os diálogos são feitos por aspas, mas isso não me incomodou em momento nenhum, na verdade, eu achei até melhor pela forma como ela construía os diálogos, fazendo-os ficar bem fluídos.

Que resenha que ficou grande! Socorro!

O que posso dizer é: leiam a Noiva Fantasma. Este está sendo um dos melhores livros que já li na vida! Ainda não consigo aceitar o fato de que acabou e que terei que me despedir de Er Lang e Li Lan, mas este é com certeza um daqueles livros que terei gosto em reler futuramente.


Avaliação:
5/5 (favorito)


27 julho, 2018

[Resenha] A Face dos Deuses - Gleyzer Wendrew
julho 27, 2018 14 Comentários

A face dos deuses é o volume 1 de uma série de 4 livros do autor Gleyzer Wendrew, o gênero é fantasia e conta com 168 páginas sem contar  com o prólogo.

O livro é curto, porém, tive um pouco de dificuldade de ler, não por conta da história da qual achei muito interessante, o problema foram as palavras diferentes utilizadas, e que ora ou outra me confundiam e eu acabava me perdendo no enredo.

A história conta com um grande conflito, uma briga que vem se estendendo a gerações, primeiro houve a longa guerra que durou 10 anos onde teve milhares de mortos e que assola toda a vida dos sobreviventes daquela época a qual perderam filhos, mulheres e seus pais.

Um dos sobreviventes e principais personagens da história é o rei de Maäen o maior país do continente de Dünya o Heros Kinnhäert, ele ainda sofre pela perda do seu irmão na longa guerra, mas ele é atormentado não por uma morte e sim como ela foi feita, depois de decapitarem seu irmão os vatrianos o estupraram por milhares de vezes.


Foi Heros quem deu fim a guerra com a ajuda de Cleyo Blo'Siänkh - o cara que arquitetou a longa guerra, mas ela fugiu de seu controle - e juntos mataram o Karan K'Voöhk, o general de Vatra na longa guerra, Karan foi o homem mais cruel já visto, tinha o prazer de matar e crucifixar os seus inimigos além de outras atrocidades.

Durante a longa guerra Karan teve um filho com uma de suas escravas por assim dizer, e antes de morrer Karan pediu a Rael, um de seus soldados, para que levasse seu filho Koran para Vatra, porém a irmã mais velha de Koran chamada Kladia, ordenou que os soldados matassem a mãe de Koran porque ela era uma mera escrava, e então o soldado Rael fugiu e levou Koran junto contigo para que Kladia não comandasse que o matassem.

A outra cidade do continente de Dünya era Venn que é comandada por Kazoya Vennian. Após a longa guerra Kazoya se viu pressionado por Vatra e para não acabar sofrendo um ataque militar se aliou ao país que tem como símbolo o deus do ódio.


Maäen e Venn não tinham ligação com o deus de Vatra e os mesmos se odiavam porém Maäen agora estava em um beco sem saída já que Venn havia se aliado a Vatra. A aliança em ambos os lados foi questionada e teve vários que se opuseram, porém foi feito.

Lembra daquele filho do Karan que eu falei lá atrás? Pois é, ele está de volta e agora traz consigo um rastro sangrento e junto ao seu nome as palavras "O ceifador de Almas", Koran volta para reconquistar seu castelo depois de muitos anos, e se depara com uma grande decadência. A sua família já não havia mais respeito em Vatra, tudo por causa de sua irmã a qual levou a família a ruína, porém se havia uma coisa que Koran não aceitava era o desrespeito de sua família.



O jogo político dentro do livro é muito bem construído e a muitos detalhes, não vou entrar muito neles se não você ai que ainda não leu o livro vai acabar pegando alguns spoilers.


Heros para salvar seu país acabou tendo que entregar seu filho a Cleyo a qual agora era aliado de Kazoya, tudo porque Kazoya quer ajuda para achar sua filha e em troca da ajuda de Cleyo o rei de Venn concordou com os jogos de Cleyo.

Koran o filho de Karan acredita que o único causador da morte de seu pai foi Heros e por isso guarda grande raiva dele, e fará de tudo para se vingar da família de Heros.

Koran chega em Vatra e Cleyo já sabe da sua fama, eles negociam e Cleyo dá o filho de Heros para Koran em troca de uma aliança. Koran fica muito feliz com a troca afinal era o filho do homem que matou seu pai, já imaginava na sua mente as torturas que faria com aquele pobre garoto de 14 anos.


Um ponto importante da história é a religião eles acreditam e são completamente fiéis aos seus deuses, não quis aprofundar nessa parte porque ficaria muito grande. Depois disso ira acontecer algo que eu não entendi muito bem o motivo, mas é muito importante na história.

Enfim gostei do livro, e estou curioso para saber o que ira acontecer com a vida do príncipe de Maäen e o filho de Karan. E descobrir o que os deuses estão preparando para Allurya.

Então você ai que leu até aqui e criou um interesse nessa história de fantasia, corre e compra o livro para terminar de conhecer essa história de Allurya. Espero que tenham gostado da resenha e deixem ai nos comentários caso você já tenha lido o livro o que você achou da história.

Até mais Geek's vejo vocês em breve.

Avaliação:
4/5

29 maio, 2018

[Série] Siren
maio 29, 2018 3 Comentários
Fala galera! A review de hoje é fresquinha porque a série terminou semana passada! Desde que começaram as divulgações de Siren fiquei muito animado e não via a hora de assistir aos episódios. Gosto muito do tema e inclusive na época tinha acabado de finalizar um livro que fala sobre esse assunto (Sangue de Sereia, que será lançado ano que vem). A estreia da série foi um sucesso para a FreeForm, sendo a maior audiência em dois anos do canal, só perdendo para a Shadowhunters. E ainda ganhou a crítica como 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Somadas as plataformas digitais, Siren superou a história de Claire, Jace e Cia, atingindo cerca de 4,3 milhões de telespectadores em três dias. Foi a série mais comentada nas redes sociais na estreia e liderou a audiência ao vivo da TV paga americana entre o público feminino. Com isso, a segunda temporada já foi confirmada pelo canal e deve conter 16 episódios. Apesar de tudo isso, a série é realmente boa? Confira aí o que achei! Atenção: As informações a seguir podem conter alguns SPOILERS!


A história se passa na cidade de Bristol Cove, a capital das sereias, uma cidade repleta de histórias dessas criaturas marinhas e que atrai muitos turistas e curiosos. Como é uma cidade litorânea, a pesca é o que movimenta a economia local. Durante uma noite turbulenta no mar, alguns marinheiros capturam com sua rede uma sereia e ela é levada para um laboratório do governo. Ryn aparece na cidade logo em seguida em busca de sua irmã que foi capturada, provando assim que todas as lendas que permeiam o lugar sobre essas as sereias são verdadeiras. Ela desperta a atração do biólogo marinho Ben, filho do magnata da cidade. Além de contar com a ajuda dele, Ryn também terá o apoio de Maddie, namorada de Ben e filha do xerife.



Ryn começa praticamente muda. Ela vai aos poucos aprendendo a andar, falar e agir como um humano. A atriz Eline Powell dá um show no papel e consegue transmitir todas as emoções da personagem através de sons, expressões faciais e olhares. Ela consegue ser assustadora e fofa ao mesmo tempo. Dá até vontade de colocar num potinho às vezes. Mas quando está na água e na sua verdadeira forma, as sereias são selvagens e sanguinárias, matando sem dó nem piedade. E depois vamos entendendo que toda essa violência é meio que um sentido de sobrevivência e proteção, já que sempre foram caçadas e tratadas como animais pelos humanos. Aos poucos Ryn vai aprendendo que é possível confiar em humanos.


Apesar da premissa interessante, a série acaba desandando e se perdendo em sua própria história. A plot do resgate da irmã é resolvido logo nos primeiros episódios. O que foi até surpreendente já que esperávamos o reencontro das irmãs só no final. Mas depois daí que os problemas começam a surgir. A história se transforma numa série adolescente (nada contra, gosto de muitas) e deixa a desejar em vários momentos. Muitos temas que poderiam ser trabalhados de outra forma mais eficaz são ignorados como por exemplo o fato do governo querer usar as células-tronco das sereias para curar doenças e problemas ósseos dos humanos e a possibilidade da mãe de Ben que é paraplégica voltar a andar com isso.


As sub-tramas dos coadjuvantes não empolgaram também talvez por não terem sido bem conduzidas; seja a mãe de Maddie que abandonou quando criança, a relação conflituosa de Ben com seus pais, a aceitação da família do rapaz com relação ao Maddie, os conflitos amorosos de seus amigos, enfim, nada desperta muito interesse.


Quando se resolve a história do resgate de Donna, irmã de Ryn. Ela não aceita a amizade da sister com os humanos, se sente rejeitada e depois de muito causar pela cidade, elas voltam para o mar. Um mês depois retornam a superfície porque sua comida está acabando, aí descobrimos que é um golpe do governo para capturá-las. A conspiração militar não é aprofundada ao longo da temporada e é até esquecida. Um dos cientistas do laboratório que parecia ser um vilão na verdade é só um bobo que ficou encantando ao ouvir o canto de Donna e quer ouvi-lo de novo. Tem ainda Xander, amigo de Ben que é aquele típico personagem chato que só faz besteiras e não conseguimos torcer. Sem falar numa morte e luto que duraram dois episódios de um personagem que nem era tão importante para a história!


Temos ainda a senhora misteriosa que entende tudo de sereias: Helen. Aí lá para o final da temporada temos um tritão e uma sereia que vem junto com Donna buscar Ryn de volta, mas quando a encontram revelam que era uma "pegadinha do Mallandro" e eles são hunters aquáticos que querem matar nossa protagonista porque ela está muito tempo com os humanos. Aí temos várias cenas de perseguição, tiroteio, lutas, tentativas de assassinato pela cidade à noite. Detalhe que parece uma cidade abandonada porque não tem uma alma na rua e no outro dia alguns personagens nem sabiam que teve toda essa confusão e barulheira na cidade! Apesar desses furos é aí que a série volta a ficar mais emocionante, pena que como tudo é resolvido depois é bem fraco, inclusive com uma morte desnecessária.


No último episódio parece que os roteiristas não tinham mais o que inventar e resolvem tirar do éter o plot que ouvir o canto da sereia faz a pessoa ficar obcecada a ponto de querer se matar. Algo que é resolvido em minutos. Os efeitos especiais são fracos, com exceção de alguns nos primeiros episódios. O final termina bem sem graça e sem aquele gancho que nos deixa ávidos para a próxima temporada. Mas a série não é ruim. Eu que esperava mais mesmo! Acho que o problema é que ela aparentava ser uma algo mais dark e terror sobre as sereias, mas em momento algum causa medo e se debanda pelo lado mais teen e leve, sem muitos desdobramentos e reviravoltas fantásticas.


O que salva Siren são os protagonistas. Não tem como não gostar de Ryn, torcer e até rir com sua ingenuidade. Ben e Maddie também são aqueles que nós gostamos logo de cara apesar de algumas burradas que seus personagens cometem. Esse triângulo amoroso promete, porque ambos desenvolvem uma amizade muito bonita e fica difícil torcer por um dos casais. Passado o hype dos primeiros episódios, posso dizer que Siren começou bem, mas foi se perdendo ao longo dos 10 episódios da sua primeira temporada. Apesar dos problemas Siren é uma série que merece ser vista se você espera algo mais light sobre sereias e que vale a pena pelos personagens principais. A série consegue te envolver, só não vá achando encontrar nada de muito excepcional. E que venha a segunda temporada e traga melhoras! Se você já viu a série comente aí o que achou! Até a próxima!



Por: Rodrigo Fonseca
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26 maio, 2018

[Resenha] Ordem Vermelha: Filhos da Degradação - Felipe Castilho
maio 26, 20180 Comentários



Parece sério demais começar uma resenha dizendo que muitas vezes o que é expresso na arte reflete o momento histórico em que ela foi produzida?
Parece né? Mas é verdade. Mesmo quando se trata de ficção.

Partindo do princípio que o próprio autor disse que, ao escrever este livro, gostaria de criar uma espécie de Cidade de Deus dentro da Terra Média, podemos notar que há um material interessante e com uma abordagem um tanto ousada para os padrões da indústria. Ainda mais ao apostar em autores nacionais e de fantasia.

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação foi uma das melhores surpresas que encontrei ultimamente. Lançado na CCXP 2017 em parceria com a Editora Intrínseca, este livro nacional dificilmente sairia com críticas negativas de qualquer rodinha (ou cantinho) geek.



Primeiro volume do que está planejado como uma duologia, Ordem Vermelha parte de uma base clássica, por vezes lembrando fantasias já aclamadas. Porém, tem um desenvolvimento próprio e com fortes inclinações nacionais. Isso traz uma identidade quase desconhecida a um público acostumado apenas aos grandes sucessos gringos nos quais a maior parte das editoras apostam.

O primeiro ponto positivo aqui vai para a Intrínseca, que sendo um grande nome do mundo editorial atual, apostou em uma fantasia de autor brasileiro não apenas no processo de publicação, mas também de divulgação. A soma da qualidade do trabalho, da produção do material e do investimento em marketing certamente rendeu bons resultados.

Segundo o Estadão, o livro esteve entre os 20 mais vendidos do catálogo de ficção da Intrínseca. Ficou na frente, inclusive, de grandes best-sellers internacionais que encabeçam as listas de vendas há anos. 



Portanto, quando digo aqui que Ordem Vermelha foi uma leitura sensacional, sei que não sou apenas eu. As vendas corroboram, assim como Amazon e Skoob têm resenhas majoritariamente positivas. E não é por pouca coisa.

A narração é dinâmica e empolgante na maior parte do tempo. Em um trecho ou outro o ritmo se perde, mas não é nada duradouro ou por acaso. E sempre volta atraindo o dobro da atenção.

Em suas 448 páginas você encontra ação, aventura, um tanto de romance, personagens carismáticos e muita representatividade. 



A história se passa em Untherak. No universo do livro, este é o único lugar que permaneceu existindo após os seis deuses representantes de todas as espécies se converterem em apenas uma Deusa de seis faces, chamada Una. Fora de Untherak há apenas a Degradação (daí o subtítulo), um deserto onde apenas bestas mortais habitariam.

 Em Untherak existem seis raças: humanos; kaorshs, que são seres esguios de aspecto humanoide, mas com o poder de colorir e criar ilusões na própria pele; anões; sinfos, que parecem sempre crianças e têm uma conexão única com a música e a pouca natureza restante; gnolls e gigantes.

Ninguém ali é realmente livre e alguns, como Aelian, recebem uma marca no rosto para mostrar que têm uma dívida financeira com Una que, com suas seis faces, observa a todos do enorme monólito erguido em sua homenagem no início de seu reinado imortal de mil anos.

Os marcados são obrigados a viver, dormir e trabalhar no Miolo, o "centro" de Untherak, que faz todo o lugar funcionar. Embora possam comprar a própria semi-liberdade, ainda devem viver sob os desígnios da Deusa Una e dentro dos portões da cidade. O preço exorbitante serve apenas para libertá-los do trabalho exaustivo e das limitações do Miolo — onde muitos preferem permanecer em troca de teto e ração garantidos, já que a vida fora dali não é muito mais fácil. 


Aelian é um humano que serve no Poleiro, cuidando dos falcões que entregam as correspondências em Untherak. Frequentemente é seguido por um dos seus poucos amigos, o falcão Bicofino. Raazi, a outra protagonista, é uma kaorsh que trabalha no Tear, onde produzem os tecidos da cidade. Ambos os personagens são bem diferentes, mas ao mesmo tempo complementares. E se você pensou em romance, pode esquecer. Não é neste clichê que se complementam, mas em ideias e ideais. Raazi, inclusive, já é muitíssimo comprometida com outra kaorsh, que é uma lutadora exímia.

Nenhum dos dois protagonistas está satisfeito com o que acontece em Untherak,mas têm reações iniciais muito diferentes. Enquanto Aelian continua servil até não ter mais escolhas, Raazi embarca com a esposa, Yanisha, em uma missão que elas mesmas reconhecem como suicida.

Como é esperado da criação de um universo inteiro, Ordem Vermelha tem muitos detalhes, minúcias e alegorias. Muitos, mas sem nunca pecar pelo excesso.

Vale mencionar brevemente outros personagens importantes como o sinfo Ziggy, um dos mais carismáticos, a misteriosa Aparição, o anão Harun e a mercenária Venoma. Além de conceitos como a Mácula, um líquido misterioso que há mil anos cobriu o sol e hoje mata, fortalece ou controla aqueles que a ela são submetidos, a Centípede, uma ordem que está sempre no encalço da Deusa Una e Proghon, um guerreiro imbatível, de aspecto aterrorizante e braço direito da Deusa.

O autor Felipe Castilho já foi anteriormente finalista do prêmio Jabuti e alcançou certo renome em editoras menores,. Nesta obra conseguiu balancear tudo perfeitamente e deixar o leitor ansioso para o próximo volume, que infelizmente ainda não tem previsão de lançamento.

Como citado anteriormente, Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é uma obra imperdível, construída de uma forma que o leitor brasileiro se sente ainda mais imerso no universo fantasioso. 






Avaliação 5/5



Já leu o livro? Deixe um comentário com a sua opinião! Principalmente se você, como eu, leu as cenas de batalha da mesma forma que o Felipe escreveu: ouvindo Hamilton.
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20 maio, 2018

[Resenha] O homem no espelho - Vivianne Sophie
maio 20, 20180 Comentários

Eu já havia feito as primeiras impressões do livro O homem no espelho da autora Vivianne Sophie, assim, quando comecei a ler as minhas expectativas estavam altíssimas e fico feliz por não ter me decepcionado. O livro já está na sua segunda edição pela Constelação Editorial e está sendo muito bem avaliado. Pelos meus elogios vocês já devem imaginar a minha nota, não é? Mesmo assim continue a ler a resenha e se puder deixe um comentário no final do post. Você pode comentar pelo blogger ou pelo Facebook, sua opinião e interação é muito importante para nós.