Cantinho Geek: Terror Psicológico
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11 setembro, 2018

[Série] Wolf Creek - 2ª Temporada
setembro 11, 2018 14 Comentários
Fala galera! Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta! E hoje vou falar sobre a segunda temporada da série Wolf Creek. Só tenho uma coisa a dizer: Que season, meus amigos! MARAVILHOSA! Maratonei em um dia os 6 episódios para vocês terem uma ideia. Nessa nova temporada nosso sádico assassino Mick Taylor (John Jarratt) sobreviveu aos eventos da temporada anterior (ele é praticamente um Jason ou Mike Meyers, nunca morre!) e continua espalhando terror e tortura por onde passa. Tudo começa quando um grupo de 13 (número da sorte do nosso killer) turistas resolve visitar pontos turísticos do deserto australiano. 


O motorista do ônibus e chefe da excursão é Davo (Ben Oxenbould). Os passageiros são: Rebecca (Tess Haubrich) e Danny (Charlie Clausen) que estão em crise no relacionamento; o psicólogo Brian (Matt Day); as amigas Kelly (Laura Wheelwright) e Michelle (Elsa Cocquerel); os namorados Steve (Jason Chong) e Johnny (Adam Fiorentino); o blogueiro Wade (Elijah Williams); o ex-militar Bruce (Christopher Kirby); a família alemã formada por Oskar (Julian Pulvermacher), Nina (Felicity Price) e Emma (Josephine Langford); e não podia faltar o gordinho falador, Richie (Stephen Hunter). Os primeiros dois episódios servem para conhecemos melhor essas pessoas e seus conflitos. E a partir do terceiro as coisas pegam fogo, literalmente! Se você não assistiu aos filmes ou a primeira temporada, pode assistir a segunda temporada sem problemas porque não são continuações.


As mortes são surpreendentes, personagens que não imaginávamos acabam morrendo e a partir daí a série fica eletrizante. Numa parada, Davo encontra Mick e na conversa o nosso killer chega a perguntar se o motorista duvida que ele seja capaz de conduzir um grupo pelo deserto em um passeio turístico. Após se sentir zombado por seu vocabulário e jeito esdrúxulo, Mick dá um jeito de assumir o controle do ônibus e se tornar o novo motorista. Uma coisa que a série vai abordar também é o fato de que quando se luta pela sobrevivência, as pessoas se tornam egoístas e deixam a humanidade de lado.


Ele poderia matar a todos durante a noite, mas não é o tipo de jogo que Mick gosta de fazer. Ele gosta de dor e sofrimento, gosta de saborear suas vítimas agonizando e lutando pela sobrevivência. E também se ele fizesse isso não teríamos série, né?!  Os sobreviventes terão que lutar contra a fome, sede, ao calor do deserto e aos ataques dele. O que posso dizer é que a série entrega uma outra final girl e é tem uma saldo de temporada bem melhor do que a primeira. E vocês, já assistiram? Gostaram? Comentem aí o que acharam da temporada.  Até a próxima!


OBS: A música de abertura é maravilhosa!

Confiram o trailer da temporada:



Por: Rodrigo Fonseca
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09 setembro, 2018

[Resenha] Psicose - Robert Bloch
setembro 09, 20180 Comentários


Olááá geeks!

A resenha de hoje é de um livro que eu gostei muito, que gerou um filme que gosto muito e uma série que eu também adoro. Hoje vamos falar da edição limitada da Editora Darkside do livro Psicose, do autor Robert Bloch. Muitos de vocês talvez já conheçam a história em função do clássico cinematográfico de terror de Alfred Hitchcock, mas não se enganem! Vocês ainda tem muito a ganhar com a leitura desse livro. Então não deixem de conferir essa resenha!

19 julho, 2018

[Filme] A Última Casa da Rua
julho 19, 2018 14 Comentários
Fala galera! O review de hoje é sobre o filme A Última Casa da Rua. O filme foi produzido em 2010, só que foi lançado apenas em 2012, após o sucesso da franquia Jogos Vorazes, pegando carona no sucesso que Jennifer Lawrence, protagonista de ambos os filmes. Esse é um daqueles filmes que nos engana MUITO pelo trailer!


Na história, Sarah (Elisabeth Shue) e sua filha Elissa (Jennifer Lawrence) se mudam para um casarão em outra cidade para começar uma nova vida. O que a mãe não tinha revelado para filha era que o aluguel da casa estava baratíssimo porque a casa ao lado (a última da rua) foi palco de um assassinato. A jovem Carrie Anne (Eva Link) matou os pais no local e depois desapareceu, deixando apenas seu irmão Ryan (Max Thieriot) que ainda mora na mansão sombria.


Claro que entre todos os jovens da cidade, Elisa vai se interessar por quem? Bingo! Por Ryan. O jovem além de ser introspectivo, é odiado pelos moradores da região e ainda esconde um segredo no porão. Já perceberam que o filme usa e abusa de todos aqueles clichês que conhecemos né? A primeira metade do filme não é lá muito agitada, dando um ou outro susto em determinados momentos e utilizando a trilha sonora para contribuir com isso. 


Quando nos aproximamos da reta final, aí sim surgem uma série de reviravoltas e surpresas que deixam o longa mais interessante. O plot twist é maravilhoso e nos deixa com a boca aberta! Fiquei chocado! Pena que o filme demore tanto para engrenar e só nos momentos finais entregue momentos de tensão e adrenalina. 


Em uma determinada cena, Ryan e Elissa estão olhando uma árvore qualquer e ele diz para ela observar melhor, a garota então enxerga o que se parece com um rosto esculpido naturalmente no tronco da árvore. E é essa a metáfora que o filme quer nos passar: Esteja atento ao que você vê e perceberá algo além de sua aparência inicial. Apesar disso, o filme deixa a desejar no quesito terror. Não espere ficar sem dormir ou grandes sustos. Mas o final é surpreendente. Já assistiu o filme? Conta para a gente o que achou!


Por: Rodrigo Fonseca
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10 julho, 2018

[Série] The Sinner
julho 10, 2018 20 Comentários
Fala galera! Estou de volta e hoje vamos falar da série The Sinner (A Pecadora), minissérie da USA Network baseada em romance policial da escritora alemã Petra Hammesfahr e que está no catálogo da Netflix. O livro homônimo foi publicado no Brasil pela Novo Século Editora.


Somos apresentados a Cora Tannetti (Jessica Biel) casada com Mason (Christopher Abbott), mãe do menino Laine (Grayson Eddey) de três anos e moradora de uma pacífica e pequena cidade no interior de Nova York. Um belo dia, quando está na praia com a família descascando uma fruta, ela se levanta e mata com sete facadas Frankie Belmont (Eric Todd), um homem que nunca viu na vida. Ou aparentemente nunca viu.


É aí que a história começa a se desenrolar. Já sabemos quem matou. Agora precisamos entender o porquê. Logo de cara ficamos sem entender porque Cora matou aquele desconhecido após ouvir uma música que a deixou transtornada. E ao longo dos episódios vamos descobrindo novos detalhes desse acontecimento e do passado de Cora que vão se conectando com o crime que ela cometeu.


Conhecemos sua infância e sua relação com seus pais e sua irmã Phoebe (Nadia Alexander). Descobrimos que Cora esconde um passado muito sombrio e misterioso e que ela não consegue lembrar de muitas coisas. E aí que entra o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman). Ele percebe que há algo de errado na história e com seu faro investigativo começa a buscar uma resposta para o assassinato. Cora se recusa a qualquer direito de defesa e quer ser condenada pela morte de Frankie. A atuação de Jessica Biel é irretocável e ela está excelente no papel.


A série vai nos prendendo, nos envolvendo e a cada episódio ficamos mais curiosos para entender o motivo real de Cora ter matado Frankie. E aí chegamos no episódio 7. O que foi aquele episódio? Ficamos chocados, sem ar com a grande revelação e tudo faz sentido então. O oitavo e último fecha tudo com chave de ouro e torna a série uma das melhores que já vi. Super recomendo a série! Assistam! Vale muito a pena! Se você já assistiu comenta aí o que achou.


Trailer da primeira temporada:




A próxima temporada será uma nova história, mas mantem o detetive Ambrose. Confira aí o trailer:


Por: Rodrigo Fonseca
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05 julho, 2018

[Filme] Hush - A Morte Ouve
julho 05, 2018 18 Comentários
Fala galera! Hoje vamos falar sobre um filme massa escondido no catálogo da Netflix: Hush – A Morte Ouve. O curioso é que o enredo principal para o longa nasceu em uma conversa durante o jantar entre o diretor Mike Flanagan e sua esposa, a atriz Kate Siegel (que protagoniza o filme). Eles conversavam sobre como seria um filme onde um psicopata tenta invadir a casa de uma mulher que mora só e em uma área isolada e a mulher em questão fosse surda e muda!


Os dois escreveram o roteiro juntos e em 2016 Hush (Silêncio) foi lançado, recebendo elogios de ninguém mais do que Stephen King. O filme foi gravado em 18 dias e é quase sem falas. Conhecemos então Maddie (Kate Siegel), uma escritora quee mora sozinha numa casa afastada da cidade. A única pessoa nos arredores é sua amiga e vizinha, Sarah (Samantha Sloyan). Maddie é surda-muda desde a adolescência devido uma meningite. E assim somos apresentados ao cotidiano de uma pessoa com deficiência.


Durante a noite, um assassino mascarado (John Gallagher Jr.) aparece armado nos arredores da casa de Maddie, começa a intimidá-la e deixa claro que quer matá-la. Ele corta todas as possibilidades de contato dela com o mundo exterior, roubando os fios de telefone, cortando a energia, roubando seu celular e furando os pneus do se carro. Enquanto tenta impedir o estranho de entrar na casa, Maddie ainda precisa dar um jeito de tentar fugir.


A partir daí a história nos envolve de tal maneira que ficamos ávidos por saber o desfecho disso tudo. Maddie é uma das melhores final girls dos últimos tempos e muito carismática. O assassino mascarado logo revela sua identidade e faz outros mortos. E muitas vezes ficamos com a mesma falta de percepção da protagonista, sem ouvir o que está acontecendo e isso só aumenta mais o suspense e tensão! 


A batalha final da mocinha com o vilão é simplesmente I-N-C-R-Í-V-E-L. Um confronto épico e agonizante, levando ambos ao limite. Vocês precisam assistir esse filme! Já assistiu? Então conta para a gente o que achou nos comentários!


Por: Rodrigo Fonseca
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03 julho, 2018

[Série] Tabula Rasa
julho 03, 2018 16 Comentários
Fala galera! Vocês não imaginam o prazer que é estar volta! E hoje vamos falar sobre uma série que maratonei em um dia! Tabula Rasa é uma série que tem no catálogo da Netflix e foi uma grata surpresa! A série é belga, estreou na Bélgica no ano passado e foi um sucesso no canal Een com uma aderência de 44% no mercado. A expressão “tabula rasa” vem do latim e significava uma tábua de cera muito utilizada na antiguidade em que nada havia sido escrito. Hoje teria o mesmo significado que uma folha em branco para nós.


Partindo desse princípio, é assim que a vida de Mie (Veerle Baetens) está. Desde que sofreu um acidente de carro, ela perdeu parte de sua memória e sofre com lapsos constantes. Mie está internada em uma clínica psiquiátrica por ser a principal suspeita do desaparecimento de Thomas (Jeroen Perceval). Apesar de ser a última pessoa vista com ele, ela não se recorda nada sobre esse dia nem sobre quem é o desaparecido.


Durante os episódios vamos acompanhando a vida de Mie em dois tempos: no hospital psiquiátrico e flashbacks dos últimos 4 meses antes do desaparecimento de Thomas. Ela, seu marido Benoit (Stijn Van Opstal) e sua filha Romy (Cécile Enthoven) se mudam para a antiga casa de seu avô que mais parece aquelas casas mal assombradas de filmes de terror. Presenciamos todas aquelas coisas que estamos acostumados a ver nesse tipo de filmes: portas batendo, barulhos estranhos, objetos caindo ou desaparecendo. E a dúvida é se trata de algo sobrenatural ou psicológico. E o melhor é que tudo tem uma explicação coerente que vamos descobrindo ao longo dos episódios.


O suspense e a tensão são constantes e ficamos ansiosos para descobrir toda a verdade assim como Mie. A família dela esconde muitos segredos e mentiras. A série nos surpreende o tempo inteiro. Quando achamos que ela seguirá por determinado caminho, ela mostra uma realidade totalmente diferente do que imaginávamos. Nos quatro primeiros episódios tudo ainda está um pouco confuso, assim como a cabeça de Mie em relação a tudo e vamos descobrindo e encaixando aos poucos as peças desse quebra-cabeças. 


A partir do quinto episódio a série tem um plot twist que nos deixa de queixo caído e depois daí cada episódio é um novo baque. O último episódio tem outra revelação incrivelmente maravilhosa que sequer imaginávamos. Apesar de tudo o clima sombrio, a série ainda nos presenteia com momentos de leveza com os doidinhos do hospício, desde o que acha que é Michael Jackson até o piromaníaco Vronsky (Peter Van den Bengin).


Não vou falar muito para não dar spoilers, mas só digo isso: ASSISTAM!!! Vale muito a pena! A tensão, paranoia, angústia e mistério permeiam todos os episódios. A série consegue misturar muito bem o drama, suspense e terror psicológico. E você, já assistiu? O que achou? Conta para a gente nos comentários!


Por: Rodrigo Fonseca
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12 junho, 2018

[Filme] As Boas Maneiras
junho 12, 20180 Comentários
Fala galera! Hoje vou falar sobre o filme As Boas Maneiras de Juliana Rojas e Marco Dutra. Além de conquistar a "Première Brasil", incluindo "Melhor Atriz Coadjuvante" para Marjorie Estiano e "Melhor Fotografia", o filme ainda levou o "Prêmio da Crítica Fipresci" e o "Prêmio Felix" no Festival do Rio. E já havia tido menções especiais no Austin Fantastic Fest e do Biarritz International Festival of Latin American Cinema, "Prêmio da Audiência" em L’Etrange Festival e "Prêmio Especial do Júri" no Locarno International Film Festival. Ou seja, o filme anda causando burburinho por onde passa!


Na história, Clara (Isabél Zuaa) arruma um serviço de babá na casa de Ana (Marjorie Estiano) e deixa a periferia para cuidar de Ana que mora sozinha depois que engravidou de um homem que não era seu noivo e foi deserdada pelo pai fazendeiro. Clara começa a perceber um comportamento estranho de Ana durante as noites de lua cheia, uma sede por sangue e carne, os olhos que brilham a noite, sonambulismo. Tudo ligado ao bebê que carrega. A relação das duas começa a evoluir e Ana passa a ver Clara como uma confidente, depois parceira e finalmente compartilha o seu segredo misterioso e sangrento.


O filme é divido em duas partes: a gravidez e o crescimento do bebê de Ana. E fica ainda mais interessante após esse acontecimento e a narrativa se concentra em Clara. Não vou falar muito para não dar nenhum spoiler, porque esse é um filme que surpreende muito! As atrizes estão ótimas no papel e o garotinho que faz o lobinho é fantástico. A cena do nascimento de Joel é sensacional! E as cenas seguintes continuam nos impactando, como a alternativa encontrada por Clara para prender o menino em noites de lua cheia e seu trabalho quando o garoto volta ao normal.


O filme consegue ser um drama, nos fazer pensar em muitas questões, ainda assim nos faz rir e nos deixa tensos com as cenas de suspense e terror. Até as músicas e os recursos de HQ utilizados combinam com a proposta. Os efeitos especiais também são bons. Enfim, eu só tenho elogios para esse filme! É muito bom ver o cinema brasileiro sair da zona de conforto (comédia) e apostar em outros gêneros. Com certeza se tornará um clássico cult do terror. Assistam! Se já assistiu comenta aí o que achou!


Confiram o trailer!


Por: Rodrigo Fonseca
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31 maio, 2018

[Filme] Mãe!
maio 31, 20180 Comentários
Fala galera! Hoje vou falar sobre um filme que dividiu opiniões e deixou muita gente com vários pontos de interrogação na mente: Mãe! O longa de Darren Aronofsky foi indicado nas categorias Pior Filme, Pior Roteiro, Pior Atriz e Pior Diretor ao Framboesa de Ouro. Mas não é tão ruim assim, só é diferente! A atriz Jennifer Lawrence disse à Agência Efe que esperava essa controvérsia toda, pessoas considerando o filme uma obra-prima, enquanto outras o consideram a catástrofe do século: "Esperava que fosse polarizadora, controversa, porque é uma agressão. É o filme mais visceral que existe. Algumas pessoas não querem ver e nem sentir isso, então estávamos preparados para que algumas pessoas odiassem", disse a vencedora do Oscar por O Lado Bom da Vida.


O filme requer uma total atenção do público desde a abertura, é um filme para fazer o espectador pensar. Mãe é uma mulher submissa, tranquila, dedicada ao marido escritor e que se contenta em viver isolada de todos. Já o Pai está em crise criativa e para conseguir vencê-la deixa um fã passar a noite em sua casa. E aí as coisas começam a se tornar absurdas. Cada vez mais começam a chegar hóspedes na casa prejudicando a pacata vida da Mãe. Coitada! Dava até agonia aquele monte de gente! Parecia fim de ano quando os parentes vem para nossa casa, mexem em tudo, quebram coisas e você não vê a hora de se livrar (risos). Eu já teria expulsado aquele povo na voadora, mas a Mãe apenas aceita para fazer o Pai feliz. E então, a Mãe descobre que está grávida e a partir daí as coisas ficam cada vez mais insuportáveis de ser vistas porque o filme causa essa revolta e incômodo em nós, espectadores.


Só no final vamos entender quem esses personagens representam. Então se você não viu o filme não leia a partir daqui porque poderá conter spoilers!


Os hóspedes indesejados Homem e Mulher (Ed Harris e Michelle Pfeiffer) são Adão e Eva. Seus filhos são Caim e Abel, inclusive na releitura do assassinato de Abel. O personagem de Javier Bardem (Pai) é Deus. E Jennifer Lawrence é a Mãe Natureza! Aí temos a metáfora da destruição do universo pela humanidade. O autor fez uma releitura de muitas passagens bíblicas como o Jardim do Éden, o nascimento e morte de Cristo e até do Apocalipse.


Em uma das cenas, o Homem (Adão) aparece com um ferimento na costela e, logo em seguida, a Mulher (Eva) aparece. Os dois enfurecem o Pai ao mexerem em um objeto que não deveriam que pode ser interpretado como o “fruto proibido”. O filme quer mostrar quando Deus cria o mundo, recebe todos os humanos, é adorado ferrenhamente por eles e apresenta seu filho. A “Mãe Natureza”, ao ver sua terra ser completamente destruída pelas pessoas, se ira e provoca o fim. E um novo ciclo se inicia.


A câmera do filme foca o tempo inteiro em Jennifer Lawrence e suas reações para tudo que acontece ao seu redor. Chega a ser claustrofóbico! É angustiante! A cena da criança (Cristo) sendo morta e comida aos pedaços por todos é uma das mais perturbadoras. Enfim, é um filme sufocante. Por isso divide tanto opiniões. Eu particularmente ainda não sou capaz de opinar porque não conseguir digerir tudo que vi ali. Talvez daqui algum tempo consiga dizer se amo ou odeio Mãe! E você, assistiu? Gostou? Tem alguma outra teoria? Escreve aí nos comentários!



Por: Rodrigo Fonseca
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24 maio, 2018

[Série] Dead Of Summer
maio 24, 20180 Comentários
Fala galera! Voltei e hoje vou falar sobre uma série que prometia muito, mas infelizmente ficou só na promessa mesmo, afinal depois de 1 temporada, a FreeForm resolveu cancelar Dead of Summer, devido a baixa audiência. Escrita pelos criadores de Once Upon A Time e dirigida por pessoas que trabalharam em Sexta-Feira 13 e Halloween, a série não conseguiu manter o público deixado pela antecessora Pretty Little Liars. Mas apesar disso, confere aí porque você merece dar uma chance para a história!


A proposta da série era meio que fazer um slasher dos anos 80 num acampamento de verão, misturando elementos sobrenaturais para ficar mais atual e pop. Então se você espera ver um assassino à solta matando campistas enquanto eles fazem uma fogueira, pode tirar o seu cavalinho da chuva! Tudo começa quando em 1989, Deb resolve reabrir o Acampamento Stillwater após anos. Ele contrata vários jovens para trabalharem como monitores, todos ex-campistas, exceto pela novata Amy que aceita o trabalho para tentar superar uma tragédia pessoal.  Um dia antes das crianças chegarem ao local, um corpo é encontrado no lago. E a partir daí começam a surgir vários acontecimentos estranhos e paranormais.


O episódio piloto foca em Amy e em sua dificuldade para fazer amigos por durante toda a sua vida não sentir-se parte de um grupo. O segundo episódio é focado em Alex, que é filho de imigrantes russos e tenta fugir da discriminação nos EUA. Já no terceiro episódio o foco é para Cricket e sua relação com o próprio corpo em busca de aceitação. E assim vamos aprendendo mais sobre esses jovens a cada semana. Muito antes da transexualidade ser mais debatida, a série abordou o assunto com a jovem transexual Drew. Temas como suicídio, tortura psicológica e culto satânico (prepara-se para tábuas ouijas, exorcismos e etc) também são discutidos durante os episódios.


Vamos descobrindo ao longo dos episódios mais sobre o passado de cada um dos monitores em seus acampamentos, conhecemos mais sobre seus segredos e sua vida atual. E ainda percebemos que o mal do lugar é mais espiritual e não um psicopata. Isso pode quebrar um pouco as expectativas, mas a série consegue nos prender pelo caminho que a história é conduzida.


Uma outra coisa legal da série é que ela mata seus protagonistas sem dó nem piedade no decorrer da trama, algo bem diferente de outras produções teen do gênero. Claro que a maquiagem e efeitos especiais (que viram defeitos especiais) não são lá aquelas coisas, até sendo um pouco toscos, mas nada que não possa ser relevado.


Não quero dar spoilers, mas a season finale entrega uma outra ‘final girl’ e é recheada de bons momentos de perseguição. As surpresas nos episódios finais nos fazem esquecer os problemas da série e torcer muito pelos últimos sobreviventes! Uma coisa é certa: os últimos episódios promovem um master-blaster plot twist e tem tantas reviravoltas que compensam e salvam a série toda! Assistam!


Se você já viu a série comente aí o que achou! Até a próxima!


Por: Rodrigo Fonseca
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27 setembro, 2017

[Filme] Corra!
setembro 27, 20170 Comentários

Corra (Get out!) foi um filme lançado em maio deste ano (2017), mas só recentemente é que tive a oportunidade de ver. Assisti com alguns amigos e posso afirmar que o filme nos deixa completamente perturbados e desconfortáveis, se tornando um ótimo filme de terror psicológico.